Cenas da Vida Urbana

Textos escritos nas solitárias noites sem luar

21 de setembro de 2011

Se eu pudesse

Se eu pudesse, mudava minha vida toda. Não que ela esteja ruim, mas para ver que ela pode ser diferente.

Se eu pudesse, me desfaria de muitas coisas: da academia, do apartamento grande com vista pro parque, de muitas roupas; afinal quem precisa de mais de três pares de sapato, dois jeans, quatro camisetas e dois suéteres, sobretudo quando anda pensando em mudar de vida?

Se eu tivesse muitas jóias enterrava todas elas na areia da praia para que um dia alguém enfiasse a mão, assim para nada, e tivesse a felicidade de encontrar um colar de brilhantes; afinal dá pra viver sem, não dá?

Das algumas garrafas de champanhe guardadas cuidadosamente na horizontal daria para abrir mão, sem nenhuma possibilidade de remorso futuro, se tivessem coragem; champanhe, além de engordar, não passa de um prosseco metido a alguma coisa, e nem barato dá, de tão fraquinho que é.

E as amizades? Aliás, as amizades não: as relações. Ah, se tivessem coragem comprava um novo caderno de telefones e passava só aqueles pouquissímos nomes que realmente têm algum significado, e que são tão poucos que nem precisaria escrever; guardaria todos de cor, não na cabeça, mas no coração, e me esqueceria de todos os outros.

Se pudesse, iria recomeçar a vida em outra cidade, talvez em outro país, para nada, só para começar tudo do zero. Para sofrer bastante pensando que se não tivesse feito tantas bobagens, se tivesse tido mais juízo e errado menos, poderia Ter sido mais feliz e menos culpado de carregar a responsabilidade de Ter feito gente sofrer – ou seria essa apenas mais uma crise de megalomania, mais uma? Porque, pensando bem, alguém tem o poder de fazer o outro sofrer ou a capacidade do sofriemento é um bem pessoal e instranferível? Alguém conseguiria fazer você sofrer a essa altura do campeonato?

Se pudesse – e não tivesse tantos compromissos sociais e profissionais – seria vegetariano, dormiria muito cedo e teria muito amor pelos animais e pelas crianças. Mas como tem horror a qualquer bicho e nenhuma paciência com criancinhas, vai Ter que arrastar a vida levando essa pessadíssima cruz – afinal, ficou combinado que de certas coisas não se pode não gostar, e se não gostar não se pode dizer, que vida.

Se pudesse largaria tudo e iria embora para um lugar onde ninguém a conhecesse, onde não teria nem passado nem futuro; para um lugar esquisito no qual não entenderia a língua do povo nem nínguem entenderia a dela. Seriam todos, assumidamente, estranhos – como somos no edifício onde moramos, no local de trabalho, dentro de nossa família. Ou você pensa que alguém conhece alguém porque dá beijinho no elevador?

Se eu pudesse quando acordasse hoje de madrugada saía descalça só com um casaco em cima da pele e iria molhar os pés na água da fonte, sozinho; depois iria tomar um café no balcão de um botequim.

Se eu pudesse rasgava os talões de cheques, cortava os cartões de crédito com uma tesoura, fazia uma linda fogueira com os casacos de marca e iria saber como é que vivem os que não têm, nunca tiveram e nunca vão Ter nada disso. E aproveita o embalo para cortar os fios dos telefones, jogar o celular na tela da televisão e o computador pela janela – deve ser lindo um computador voando.

Se eu pudesse raspava o resto dos pelos do meu corpo, acendia dois cigarros ao mesmo tempo, tomava uma vodca dupla sem gelo num copo de geléia, pegaria uma gilete para cortar em pedacinhos a carteira de indentidade, o passaporte e o CPF; sem pensar um só instante nas consequências e sem um pingo de medo do futuro. E jogava na lata de lixo meus lençois, meus travesseiros, meu cobertor, só para aprender que a vida não é só isso.

Se eu pudesse esquecia do meu nome, do meu passado e da minha história e ia ser ninguém. Ninguém.

Se eu pudesse não, se eu quisesse.

Mas no fundo, eu covarde, não quero.

criado por refain    16:38 — Arquivado em: Sem categoria

6 de setembro de 2011

DIVAGANDO…

No Silencio da noite um telefone toca… perdido em pensamentos, meio sonolento, atendo… a voz do outro lado da linha… doce… meiga… forte…autruista… me faz esquecer os ponteiros do relogio e divagar em pensamentos quase reais…quase palpáveis…. estamos chegando lá…hoje vc me fez cantarolar o dia todo!

É estranho quando se esta em processo constante de mudança, após alguns meses de preparação as coisas acontecem numa velocidade impressionante, em meio a cambios, dinheiro e moedas estrangeiras, já não sei se o lugar onde estou cabe dentro de mim e depois de ontem a conversa que tive foi reconfortante, estou novamente contruindo colunas pra me sustentar, as vezes pareço dificil de entender, na realidade as vezes nem eu me entendo, mas passo os dias a te compreender, compreender o que sentes o que falas quando estamos no nosso mundinho particular e intrasponivel aos olhos dos outros, neste turbilhào de emoçoes me agarro a vc como para me salvar de um afogamento, como se seu ponto de apoio fosse meu ponto de equilibrio, mesmo quando caminhava na praia, no vazio, era em voce que eu pensava, era por voce que tinha um futuro pela frente, e quando entramos em certos questionamentos cotidianos não quero que voce engula goela abaixo o meu ponto de vista e sim que cheguemos a um denominador comum, me sinto vivendo numa coisa surreal, aprendendo a te aprender a cada momento vivido compartilhando coisas com voce e comigo mesmo, conseguindo submergir, deixando vir a tona desejos nunca realizados, tenho certeza que nosso tempo vai chegar, ja está chegando, na verdade estamos vivendo-o agora e ele se chama presente, mas voce insiste em deixar agumas coisas pra mais tarde…

Hoje quando retrocedi alguns  anos de minha existencia, percebi algumas coisas obscuras que so hoje vieram a luz, como se eu tivesse entrado debaixo de uma cachoeira e que a agua tivesse levado todos os meus temores, hoje me sinto completo, consciente de minhas ações, ja não preciso daquela terceira perna que me amparava, até o buraco negro que se instalava no meu estomago  cada vez que não concordavamos em algum ponto desapareceu… ja posso fazer novos planos, ja estou tecendo novos rumos, e voce tem a opção de estar ao meu lado se quiser, mas… e o mas sempre vai me acompanhar, voce não consegue romper sua concha protetora e infelizmente não posso abri-la como se abre uma garrafa de vinho, estou observando do lado de fora, como uma galinha a espera de seu ovo chocar… acredito em voce, se não acreditasse não haveria o porque de eu estar aqui onde o mar é mais gelado… quase em marte

Hoje estou aqui novamente olhando a imensidão azul, do terraço branco, as pessoas la em baixo todas envoltas em suas vidas e eu aqui sentado no parapeito com os pés pra fora, sentindo o vento bater contra o meu rosto, nunca fui assim tão nú, quanto estou sendo agora, nem no dia em que nasci, os telhados todos de vidro, se quebrando pouco a pouco e a voz me chamando está cada vez mais longe, queria poder voar, flutuar, mas o peso dos meus pensamentos me deixam fincados no chão, o telefone tocou, mas mais uma vez foi engano, quanto tempo vou esperar pela decisão de ser eu mesmo, de sentir sem medo o que quero sentir, dedecompor todos os meus sonhos em alguma escritura inútil, a agua da banheira ja está quente e passei, confesso, a tarde inteira imerso em meus pensamentos, adoro a tempestade, embora nem sempre saiba lidar com raios e trovões, queria muito saber onde estão localizadas as saidas de emergencia, me sinto meio caustrofobico aqui, olhar todas as paredes brancas, os janelões de onde vejo o mar e a cidade fervilhando em cultura, trabalho amores e desamores.
Ontem, ja era madrugada, andei pela rua sentido a brisa e depois de muito tempo me senti leve, queria correr para os seus braços, e te reconfortar no meu abraço , nem tão perto do meu mar, mas voce está  tão longe, e voce sabe do meu medo de altura… sempre vez ou outra aconteçe o imprevisto e acabamos nos adiando mais uma vez…
As aulas de piano que tive quando criança, com aquela velha professora que morava a dois quarteirões da minha casa ainda estão na milnha lembrança, assim como as musicas que aprendi nas  aulas que tive, confesso o que me atraia era a polenta frita que ela fazia, tento gritar mas todos estão ocupados demais, cansados demais, ou simplismente não tem tempo pra isso, estou me afogando em mim mesmo
Os mergulhões da praia… desenhar na areia a vida perfeita, junto ao castelo que estou tentando construir, o passado foi embora, e o vento que bate no parapeito é forte, mas ja consigo ver algumas estrelas no céu, vou assim, andando , trocando passos , os momentos meus, todos vividos, aquietados, indefiridos, amanha volto a ação…
As pessoas diferentes säo aquelas que enxergam a vida e o mundo de maneira diferente..
Conseguem enxergar oportunidades nas crises.
Comprometem-se. São polidas e educadas e além da “boa intenção” tem muita sensibilidade e empatia para colocar-se no lugar das outras pessoas. Elas ouvem, mais do que falam. Elas respeitam as opiniões alheias. Elas sabem dizer “eu não sei” e dizem com freqüência “eu não compreendi…”. São pessoas simples e objetivas. Falam e agem com simplicidade e têm muito foco em tudo o que fazem. Daí a “diferença”. A diferença positiva está mais nasimplicidade do que na complexidade, mais na humildade do que na arrogância, mais no “ser” do que no “ter”
Sou assim… vida…poesia…autencidade…
Odeio o caos, mas flerto com ele.
Eu analiso, me adapto e supero. Tenho vindo aqui diariamente, a casa está cheia, todas as pessoas, egoistas, presas somente no presente que as rodeia, paredes, todas sólidas, subindo dia a dia em volta de mim, os soluços, todos contidos, esquecidose a cidade não cabe em mim.

A cada andar os passos se fundem e já não reconheço mais o orgulho e o verso de ser, saber ser o que é, e nada saber, a breviedade das pessoas me confunde.

Andar, os passos, e nada ver, nada saber e nada sentir, o cotidiano me entedia e já não vejo mais as gaivotas e nem as crianças na pracinha.

A praia está tão fria, o medo da solidão paira sob a cabeça, como uma lamina afiada e o que sempre procurei, parte de mim, me confunde, como o sol cegando em dia nublado.

As ruas, todas iguais, caminhos diferentes a seguir e eu aqui, prostrado, castrado, sem saber como ou quando conhecer coisas novas, novos lugares, a injeção de seratonina que acabo de realizar vai demorar para surtir efeito e hoje me sinto só com a casa cheia.

As vezes, quase como quando era criança a segurança me falta e falta o sentimento de quando meu mundo se resumia ao quintal da casa da minha avó.

Sinais tolos, gritos incompreendidos, silenciosos de uma prisão sem grades, abalado, navio querendo submergir na praia e o horizonte ainda me fascina, o terraço  é bom, bom ver as coisas todas lá de cima, sentir o vento, ver as estrelas sem brilho no céu.

As palavras todas contidas, manuscritas pela vida, e eu parado, estagnado, a velha sensação da falta da “terceira perna”. ando procurando um propósito, alguma coisa,um lampejo, uma fagulha, que clareie a escuridão na areia branca da praia.

Sonetos, contos, poemas todos trancados na gaveta da sala, esperando para serem ditos, o tempo passa, vezes se arrastando, vezes voando, e a rua fica  cada vez mais longa e eu já tenho que para varias vezes no trajeto, respiração ofegante, e quando estou quase tocando sua mão, tudo se desfaz como miragem, na escaldante e fria areia da praia.

criado por refain    8:03 — Arquivado em: Sem categoria

14 de fevereiro de 2011

so hoje

Nos encontramos na noite passada e pudemos falar um pouco sobre os ultimos acontecimentos, não quis ser verdadeiro, pois, assim, poderia evitar dramas maiores.
O motivo certo de nosso encontro, não lembro.
Nunca estivemos ali quando ainda eramos jovens.Naquele instante foi necessário, eram nossas inconstantes verdades. Não fui verdadeiro, já disse, procurei embora que tardiamente ser sincero comigo mesmo.
A hora ja avança, nós partimos e eu fui.
Incontantes, incongruentes, nós mesmos, incertos,humanos, indecisos, presentes, em nós mesmos.
Certos de nossas grandes diferenças e distâncias, a passos largos partimos. castrado.

Ontem um amigo me contou coisas sobre aquele homem que ia ao me lado no trem. pude pensar melhor sobre a minha conduta, seu olhar e seu cheiro.
Pensei mais sobre as paisagens vistas através daquele frio vagão que cortava a Europa.
Estivemos tão proximos quanto mais distantes poderiamos estar, amanha prometo que te ligo!
Ando meio sem tempo, desligado, triste e ansioso.
Mas, com o tempo eu aprendo! Os homens e os trem em que eles vão sempre passam!

As Luas cheias clareando todos os buracos das fechaduras lá de casa, a espera, o telefone sempre desligado, o jornal sempre as seis e meia quando acordo, me traz o mundo todo torto dentro destes metros quadrados que me cercam.
E a Lua continua lá! todos os segredos submersos na piscina, e a lua me chamando, clamando pela volta de seu reflexo no mar!
Ja não acredito nas pessoas mornas, a morosidade das pessoas fazem com que meu corpo modifique a cabeça e entro num surto artistico, que me confunde, ja não entendo o que me é descrito em palavras digitalizadas.
O circo passou, o cortejo de todos os sonhos desfeitos, As lentes, a cachoeira e o mar ainda estão lá, mas a cada dia um passo mais distantes.
Correr, nadar, caminhar, pedalar na vida olhando o mar e o clarão da lua que a oinda me fascina.
De manhã escureço, de dia tardo, de tarde anoiteço, de noite ardo.
A oeste a morte contra quem vivo, do sul cativo, oeste é o meu norte.
Outros que contem, passo por passo,
Eu morro ontem, nasço amanhã, ando onde há espaço!
Meu tempo é quando!
Quando me pergunto se voce existe mesmo, entro logo em orbita de mim mesmo!
Porque o medo assola o mundo dos amantes, se o que mais podemos oferecer a outra pessoa é o que nunca doi e é o que a metade do mundo passa a vida procurando?????

Hoje acabei de ler uma coisa muito interessante que passo a vcs!
To com saudades das pessoas que passavam por aqui e que andam meio sumidinhas! CD VCS!?

criado por refain    22:04 — Arquivado em: Sem categoria

19 de janeiro de 2011

carta escrita por mim para alguem

Hoje estivemos aqui colhendo flores, flores de nós, os pedaços, todos espalhados, colher um pouco de emoção, neste vazio de solidão, no vácuo da vida, colhendo esses objetos de não amor, aquele amor pelo tempo deliberado e tão difícil de encontrar.
Viver, os dias alem dos dias e não falar nada, sentir e não poder mais sentir, querer e não mais poder, ver no espelho todas as imagens refletidas, menos a sua, procurar no âmago de si mesmo por você e não te encontrar, em algum lugar distante um olá e um até logo e depois o espaço vazio que já não existe mais.
Se tivesse que te dizer alguma coisa eu diria, olhe em volta, aproveite os minutos, tire os momentos da vida, as lições dos momentos bons e ruins, pois daqui a alguns anos você sentira a diferença, quando olhar a em volta e ver que da juventude pouco restou, apenas traços, mal traçados pelo tempo e as marcas cravadas, dor por dor por cada pessoa que se ama e que se perde.
A vida já não me pertence mais, a cada dia um novo desafio e o choro é tão doloroso quando se está só.
Não confie sua vida em conselhos comprados, e não utilize sua inteligência para querer o que não pode, pois se conselho fosse bom o mundo seria melhor, mas eu não acredito nisso, são paralelas, côncavas e convexas linhas que traço sem parar, e a vida já não me pertence mais.
Pense nos conselhos que você escutou durante a vida, filtre e fique só com o que lhe chama mais atenção, garanto que você vai se surpreender. Encontrará mais de você em você do que você supunha existir.
Compre doce, vá a uma confeitaria, aproveite e olhe para o céu, brinque de adivinhar as nuvens e se puder pense em mim, pois eu estou aqui pensando constantemente em você.
Olhe para o mar, sinta a brisa que envolve o seu corpo nessas noites frescas de outono, não pense nas prestações ou no compromisso de daqui a pouco apenas tente não pensar, deixe seu corpo agir e saboreie cada sua emoção e, por favor, não esqueça de mim.
Amanhã, eu juro que irei te visitar, mas acabei de me lembrar tenho uma liquidação de sentimentos no shopping, meu coração anda tão volúvel, espero que não endureça.
Mas voltando ao assunto, use luvas, está frio aqui, o tempo vai virar, e eu não quero que você fique doente, suas mãos são tão envolventes, seus dedos longos ao tocar meu rosto são como pequenas lagrimas de alegria, e já não me pertenço mais, queria dizer, olhe em volta, o que realmente sobrou, tente reciclar, não de ouvidos ao que pensam os outros, nosso mundo é particular, intransponível aos olhos dos outros e eu me sinto assim quando quero comprar um pouco de amor numa madrugada de Agosto, essas liquidações me enchem o saco, acho que amanha vai dar praia, se bem que o vento sul ameaça bater na porta do meu apartamento.
Sentimentos estranhos povoam meu ser e aquele velho medo de não sentir, de não saber, de não poder, nada alem do que não soube dizer e mais uma vez o choro é tão doloroso.
Que seria da minha vida se não fosse o prazer de algumas aventuras amorosas, eu sei que você vai me resgatar, só está esperando o momento certo, lembre-se sempre do nosso trato, se eu sorrir você sorri, se você pular eu pulo.
Eu pertenço a você e a mim mesmo e já não me pertenço mais, os dias são intermináveis e os mitos estão acabando comigo, preciso de férias de mim mesmo, esses disfarces escondidos em letras já estão tão presentes na minha vida, quem sabe outro inverno não bata em meu coração tão gelado, mas acredito na vida e sei que um dia o sol há de se fazer presente, mas tomarei cuidado.
Amanha irei, depois da liquidação, ver o que sobrou dos cacos de minha ultima paixão, acho que não quero mais reviver, mas se recordar é viver eu prefiro estar morto e não mais querer te ver é para mim todo um suplício de saudades.

Quero apenas que esses meses passem logo, chega de letras, quero ver o sol em outro horizonte que não seja este tão perto de mim, quero poder ver o mar de outro ângulo, quero acampar na praia e ver o entardecer com você e não mais achar os bilhetes pregados na porta da geladeira, maneira esquisita esta de me comunicar com você.
Quero que tudo seja perfeito e bonito, será que terá lugar para os meus quadros, é, acho que sou eu que estou à deriva em cima da cama que mais parece um oceano de emoções.
Mas minha vida continua pelo menos por enquanto, os minutos continuam a me maltratar, será que você pensa em mim?
Acho que nada mudou, no orvalho das manhas tristes da primavera que se aproxima sinto sua presença e vou a qualquer cartomante para saber do meu futuro, mas já não quero mais saber, a vida se transforma a cada instante e eu tento sair daqui, mas as portas estão trancadas.
Será que meus livros vão encher a sua estante, de Fernando Pessoa a Clarice Lispector, sinto um tremor só de pensar, quero estar ai e não aqui trancado dentro de mim, minha alma vive em guerra com o carcereiro e minha vida me chama, mas realmente me sinto perdido no meio de tantas setas, mas aventureiro que se preza prefere seguir placas de transito a mapas anotados em guardanapos.
O sol está quente hoje, não quero que as lembranças do que fomos, nos venham novamente, apoteoticamente, aleatoriamente, apocalipcamente, será que vai ter espaço pra mim no seu coração, espero que o seu guarda-roupa seja grande o suficiente para guardar meus sapatos, se bem que em baixo da cama o espaço é maior.
O som do piano me deixa mais leve, acho que cansei de carregar muito peso, cadê sua mão? Está escuro aqui fora, ou aqui dentro, tantos discursos falidos, e o sistema não muda, vou requentar a janta, você quer um pouco de marchmellow, a vida parece ser assim, tenho medo do futuro, quero continuar a usar o maldito CRHONOS e dar um jeito na casa, você pode vir a qualquer momento e não quero que me veja assim, amanha ou talvez depois você até possa me ver acordando, com ou sem mau humor, com aquele gosto de cabo de guarda chuva na boca depois do vinho de ontem, quero dois travesseiros só pra mim, um só me dá dor de cabeça, quero uma serenata e café na cama, acho que é o mínimo que qualquer pessoa precisa, sem mais demagogia e delongas estou aqui longe de mim tentando ser alguém, que pensa insistentemente em você, querendo estar com você. Não entendo nada de política, queria poder entender, presto atenção ao telejornal, mas confesso que pouca coisa me chama atenção acho chato ouvir pessoas discutindo como se fossem deuses e como se isso fosse resolver os problemas do mundo, preciso limpar minha caixa da água e meu coração também.
O ser humano é capaz de qualquer adaptação, acho que sou de marte, quero muito ver você, mas hoje não dá, vou consertar minha asa quebrada e descansar, ler meus livros de álgebra do tempo em que o segundo grau era apenas cientifico, a comunicação verbal, não verbal me incomoda, quero gritar um grito abafado em mim, um dia ainda taco fogo nesses livros, malditos! Não quero mais sofrer… Quero pensar em outra coisa ou prestar mais atenção no que faço. Hi acho que essa parede era para ser branca e não vermelha… Quantos pães mesmo eu tenho que comprar? Precisamos reformar o sofá da sala e talvez comprar uns almofadões pra quando os nossos amigos chegarem se é que vai chegar alguém, a kit do centro é tão fria, quero mais alegria talvez não mais no sul, mas não sei direito de que cor vamos pintar o quarto, só sei que a colcha tem várias cores e o meu pijama é de seda, merda! Meus cigarros acabaram e já não quero mais fumar, um dia ainda paro com isso…
Alguém toca sax na sacada de um apartamento qualquer, vitima do cotidiano que nem sabe mais por onde andar, esperar, e nem saber mais o que esperar apenas ouvir a musica, cachorro, será que ele não sabe que isso me faz lembrar você, será que ele ta tocando pra alguém ou só de raiva resolveu tocar na sacada pra eu ouvir, sei lá, as pedras da praia estão no mesmo lugar assim como eu, meu discurso está pronto, mas as outras coisas estão difíceis de sair, tenho pensado muito, mas não defini ainda o que vou usar no dia do meu casamento, queria sapatos pretos de verniz, mas acho que estão fora de moda.
Não gosto mais de comer queijo, acho que estou enjoado de amores descartáveis, minha casa precisa de uma limpeza, assim como eu, vou lavar a louça e finalmente passar a roupa, já que ninguém me ajuda. Esse homem com o sax toca muito bem, cairia melhor um acordeon e um tango argentino, mas já que Buenos Aires é longe. Fico com o sax mesmo.
O mundo esta rodando tão depressa e o tempo passa cada vez mais rápido, mas acho que para mim o tempo é diferente, acho que não sou daqui, vou levar uma bóia pra não me afogar, e se eu submergir depois de um longo tempo não se assuste, eu juro que usarei o bom senso, pois estou aqui tão perto e ao mesmo tempo tão longe de você, de mim, do mundo que é só nosso e das nossas coisas cotidianas regidas pelo eixo do coração, o leite já derramou, a água já ferveu, já amanheceu e você simplesmente não apareceu, o natal está tão longe, mas a esperança ainda reina em mim, e sei que não há mais inspiração em qualquer quadro do que há em mim agora e que essas linhas ondulante e etruscas cravam uma dor subterrânea que já se dissipou.
As folhas continuam a serem colhidas e você nem percebe que sozinho eu te sigo, te leio, te sinto, te admiro… Coisas cotidianas, rotineiras sem real importância, insólitas, apáticas e aleatórias que me pertencem e que nunca em tempo algum irão extinguir-se,

criado por refain    15:27 — Arquivado em: Sem categoria

18 de janeiro de 2011

ser nós afinal

As velas estão terminando de queimar e os pratos ainda estão sobre a mesa, a comida já fria denuncia que ninguém a tocou, o que será que aconteceu com o meu mundo será que ele parou? Tento encontrar respostas, mas acho que elas nunca chegarão.
Sinto medo, falo com as paredes às vezes é horrível essa solidão que assola minha alma queria conversar com alguém, mas como se todos que eu converso não me dizem nada, as pessoas parecem transparentes pra mim, como se só existisse uma pessoa, que eu ainda não encontrei.
Aquele hotel parece tão frio e distante, as coisas não são minhas, mas me sinto tão em casa lá, e minha casa já não parece mais minha. Tudo frio e distante, meus quadros já perderam o encanto e minhas plantas estão morrendo, será que um dia isso vai ter fim?Eu tento, mas as coisas me sufocam, não consigo ficar em casa e olhar tudo isso, estou cansado, quero coisas novas e meu cartão nem venceu ainda, cansei de fazer tudo direitinho eu sempre torci pro mocinho, agora chegou a hora de dar adeus, escrever uma carta e terminar o filme do lado do bandido…
Porque será que meu ursinho não me dá mais conselhos, tenho que comer mais verduras, vagens, por exemplo, mas meu apetite sumiu, daqui a pouco vou precisar de soro, os chocolates se acabaram e nem por isso minha vida ficou mais doce, os mesmos programas imbecis na televisão, maldito futebol, quem foi mesmo Pedro Almodóvar ou então Glauber rocha, já nem sei mais, um espirro um suspiro e mais um espirro acho que não vai vir ninguém mesmo, e eu nem posso ver o mar daqui, contraponto indesejável de nada saber, impotência besta que reina, e já não quero ser assim, talvez o velho acordeon, num bar de esquina me ensine que existe mais em uma simples dança que eu poderia supor, que lindo é o tango, mais lindo ainda se fosse dançado sensualmente, mas quem se importa, os artistas saíram dançando pela rua, e eu fiquei pra traz, e já não quero ficar dançando pela rua, mas não vou voltar para os velhos hábitos e não há nenhum concerto de piano que me faça chorar mais que uma boa taça de vinho branco, acho que vai chover vou correr pra me proteger, já que ninguém me tirou para dançar, vamos pairar sobre a chuva, mas eu não quero, quero sim é ir dormir para esquecer e ver meu mundo,eu sou assim vivo e visto fantasias o tempo todo e não quero mais os eu te amo de mentira quero sim é ver explicito, sei lá o que, pega um foguete, um patinete ou então venha correndo, de patins ou então simplesmente não venha, mas pense em mim, não quero ser a dor de quem partiu e nem o saber amargo da vitória ou da derrota, ou mesmo do empate que nunca aconteceu, quero ser eu e quero ser você, quero ser nós afinal.

Num apartamento perdido na cidade,
Alguém está tentando acreditar
Que as coisas vão melhorar ultimamente.
A gente não consegue
Ficar indiferente debaixo desse céu

No meu apartamento
Você não sabe o quanto voei,
O quanto me aproximei de lá da Terra
Num apartamento perdido na cidade,
Alguém está tentando acreditar
Que as coisas vão melhorar ultimamente.
No meu apartamento
Você não sabe quanto voei,
O quanto me aproximei de lá da Terra.

As luzes da cidade não chegam as estrelas sem antes me buscar.
Na medida do impossível tá dando pra se viver.
Na cidade de São Paulo, o amor é imprevisível
Como você e eu e o céu.
Num apartamento perdido na cidade
Alguém está tentando acreditar
Que as coisas vão melhorar ultimamente
A gente não consegue
Ficar indiferente debaixo desse céu.

No meu apartamento
Você não sabe o quanto voei
O quanto me aproximei de lá da Terra, não.
As luzes da cidade não chegam as estrelas sem antes me buscar.
Na medida do impossível tá dando pra se viver
Na cidade de são paulo, o amor é imprevisível
Como você e eu e o céu.

criado por refain    23:00 — Arquivado em: Sem categoria

15 de janeiro de 2011

Soturno

Um solilóquio qualquer no meio da tarde, sem compromissos, razões, pretensões ou saudades.
Um marco sem sentido num dia nublado, como se fizesse vermelho em pleno oceano.
Enlaço, te laço e me lanço no mar para acalentar minha febre.
Faz Setembro aqui dentro enquanto é Janeiro.
Contradições sem compromisso.
Vertigem na beira da estrada, pó, poeira e vento.
Um canavial repleto de pessoas em serviço, hoje eu vi.
Hoje eu afugentei o medo e guardei para viagem coragem, cordas e canivetes.
Troco, para ter lucro, palavras por silêncio.
Velo o corpo para revelar espírito.
Vago sem nexo e, por enquanto, sem brio.

Falo demais, muita história é piada, a maior parte do meu jargão é pretexto, é o que visto. Palavras minhas como vestimentas, maquiagem, minha palavra faz cara de palhaço, dela me visto para esconder meu nada. Crio esse enredo para parecer factível, real, mas essa fala toda é bobagem, isso aí que vai sendo escrito é galhardia, papo furado.

Disso que tiro o sustento, pequenas migalhas das quais me faço, num discurso vazio, repetitivo, cacofônico. Diante de mim eu pergunto: é só isso? É sem graça assim mesmo?

Outro dia descobri uma palavra nova, um tipo de disfarce perfeito, palavra para se viver dela, um tipo de coisa sem contradição, termo audível, visível, de origem milenar, de um dialeto que não se usa mais.

Agora eu já esqueci que palavra foi essa, mas eu ouvi e juro que ainda me lembrarei.

Sabe porque,
foi tão inútil ter ficado com você
Quem ta no fim
A decisão é discutível
pois é você quem quer assim
mas fica aqui comigo esta noite
Eu sinto que você não esta segura
Talvez eu já me veja aqui sozinho
Por que eu conheço esse sorriso
Meio sem juízo
Uma vez esse sorriso me abriu o paraíso
Ouvi dizer
Pra cada homem tem outra igual você
Eu sei que sim
você também sabe
E vai ter outro igual a mim
Mas olha nos meus olhos quando eu digo
Será que a gente pode ser amigo
Mas como conviver sem ter engano
Por que um amigo eu perdôo
Mas você eu não
Pode ate não parecer normal
mas é um extinto natural
Por que apesar de tudo o que você me faz
Eu não te esqueço sem querer te quero mais
E muitas vezes eu pareço ser tão duro
Pra que as pessoas pensem que eu estou seguro
você não diz nem mesmo se eu estou errado
E não enxerga que eu estou apaixonado
E agindo assim você me deixa sem saída
E vai embora com a minha história em sua vida
Se você vai
não inventa desculpa
Se arruma agora e sai
E quanto a mim
quem sabe um dia eu faça uma canção
Pra sufocar por dentro esta emoção
E até sem pensar muito nas palavras
Vou falar deste sorriso
Meio sem juízo
Uma vez esse sorriso
Me abriu o paraíso
Mas apesar de tudo o que você me faz
Eu não te esqueço sem querer te quero mais
E muitas vezes eu pareço ser tão duro
Pra que as pessoas pensem que eu estou seguro
você não diz nem mesmo se eu estou errado
E não enxerga que eu estou apaixonado
E agindo assim você me deixa sem saída
E vai embora com a minha história em sua vida

criado por refain    19:45 — Arquivado em: Sem categoria

esperando resposta

ola, espero que estejas bem, aqui em Lisboa caiu um nevoeiro e desde ontem não se enxerga um palmo a frente do nariz.
Tenho pensado muito nas decisões dos ultimos dias e sinceramente não sei onde isso vai dar, mas estou realmente disposto a não deixar mais esse seonho escapar me entre os dedos, pode ser que esteja contruindo castelos no ar, mas acredito que seja o noivo perfeito.
estive de pé a noite inteira a olhar pra ti, a pensar o que se passaria pela sua cabeça, fui assim antes com muitos…mas esta senceramente parece a primeira vez.
Vc é meu sol nascente, volta pra cama, quero fazer-te ficar, ultima paragem: minha cama contigo, tira fora as cobertas…
cada palavra que dizes, ou que não dizes, acho que deveria escreve-las, não quero esquecer quando amanhecer, feliz por estar aqui, feliz por te conhecer, e não é preciso entender o que vais na minha cabeça, toda a luz se demora, em pensamentos felizes para iluminar a noite, para nos ajudar a crescer, gosto de voce e isto não quer dizer que eu sei sempre…
Prometo que tudo acabará mais depressa do que pensas, depois eu estou de volta para sempre, isto é se quiseres…
Vou sentir sua falta, Prometo, mas sempre teremos a lua cheia, quando a olhares ai, tambem eu estare vendo-a aqui, ela é nosso “elo” de ligação.
Algumas semanas juntos neste espaço cibernetico, foi o que levou para eu me apaixonar por ti, agora temos um tempo separados. Mas o que é esse tempo separados depois do que descobrimos nestas semanas de convivência.
fizemos uma promessa, mas promessa essa que sei que será cumprida, mas quero te pedir mais uma coisa, que me faças mais uma promessa, nesse tempo em que estivermos separados, conta-me tudo… escreve-me tudo, anota num caderninho, escreve a maquina, manda por e-mail, não importa, mas quero saber de tudo…e assim estremos juntos o tempo todo, mesmo que não estejamos um com o outro, assim, sem dermos por isso, em breve te verei. Prometo, prometo que te verei em breve. Prometo que te escrevo sempre, prometo que te conto tudo.
Tudo aqui me faz sentir saudades de ti.
Sei que faça o que fizer ou esteja aonde estiver, esta lua terá sempre o mesmo tamanho que a tua, a meio mundo de distancia. esta noite, estás aqui comigo…
criado por refain    16:42 — Arquivado em: Sem categoria

14 de janeiro de 2011

Vida

Pra que trocar as cores das paredes?
Pra que mudar segredos, senhas, tirar tudo do lugar?
Se você mora em mim.
Meus amigos dizem pra eu não ficar triste.
Que o tempo vai guiar meu coração.
Que pra não olhar pra trás que isso não é o fim,
não é o fim.

Mas você mora em mim.
Pra que beijar em outra boca
Quando vem a Lua me mostrar,
Que as mãos que vou sentir não são as tuas.

Vida
Onde é que foi parar a minha alegria?
Eu te amava tanto, tanto,
Te amava tanto assim mas não sabia.
Tarde
Pra lhe dizer que joguei fora tudo que eu queria,
Eu te amava tanto, tanto,
Te amava tanto assim.

Pra que rasgar seus versos, seu retrato?
Se há marcas dos seus passos no meu quarto,
E eu não sei por onde andar e isso é tão ruim.

Pois você mora em mim
E a solidão é quem me abraça
E que continua a me lembrar
A história que eu perdi dentro da sua.

Vida
Onde é que foi parar a minha alegria?
Eu te amava tanto, tanto,
Te amava tanto assim mas não sabia.
Tarde
Pra lhe dizer que joguei fora tudo que eu queria,
Eu te amava tanto, tanto,
Te amava tanto assim (mas não sabia).

Pra que trocar as cores das paredes?
Se você mora em mim!

criado por refain    14:38 — Arquivado em: Sem categoria

se alguém interessa saber

Todos esses anos me construi, contrui meu carater, meu ser, e hoje caminhando pelas ruas tortuosas dessa velha cidade tão longe de casa onde constantemente busco subterfugios de amores vãos nos ocios esfumaçados das madrugadas sem fim, me pergunto se valeu a pena e tento me refazer, pedaço por pedaço, mais de uma hera, mais de tres, e definitivamente não sei onde cheguei e nem como cheguei, tenho vivido todos os dias da minha vida como se fossem os últimos e a cada dia tenho vivido um pouco mais, contruindo castelos de areia em bases nada sólidas… sempre analizei meu universo paralelo do jeito que me convinha e percebo que sempre vivi um dia apos o outro, posso definir minha vida como uma sucessão de momentos, uns bons, outros nem tanto, mas sempre me safei… acho que posso me considerar uma pessoa de sorte, sempre me sai bem de todas as situações que a vida me impos. Hoje tive a impressão de ter ido para o mundo sem planejamento, sem uma direção sequer, como disse os momentos me trouxeram onde estou e cada vez que penso no que deveria ter feito ou dito em certas ocasioes da minha vida, tenho saudades do tempo que meu mundo se resumia na segurança do quintal da casa da minha avó.

Sempre fui assim, meio aluado,me perco nas ruas onde passo todos os dias, vivo colidindo com as coisas, como se me faltasse o  equilibrio necessáriopara me manter de pé, alguns diriam: pare de sonhar… coloque os pés no chão… Mas realmente é dificil ter pés no chão para quem nasceu na lua.

Tenho andado melancolico, triste e ansioso,os dias tem passado numa velocidade impressionante e ja sinto o velho vento sul bater na porta do meu apartamento, e como disse os momentos vão acontecendo ao acaso, sempre deixo acontecer, se valer a pena,otimo, se não, mais uma desilusão guardada no bau de memória.

Sempre procuro seus olhos, olhos que nem sei se existem… sempre tive essa impressão, acho que por isso que nunca me preocupei em comprar uma para quedas, sabia que na hora exata vc viria me resgatar, mas, e sempre existe um mas,  os anos passaram e vc não veio, e me senti sozinho como se estivesse numa estação a espera de trem que nunca partiu.

espero te encontrar em breve, a certeza que nosso encontro pre marcado está para acontecer e isso que me faz andar dia apos dia os mesmo passos, a esperança que tudo mude, que eu mude…

A sucessão de erros interminaveis onde por vezes sem conta deixei quem realmente se preocupava e fiz da minha casa o peito do meu traidor, tantas escolhar erradas, tantos murros na parede tantas palavras escritas secretamente nas paredes e gaurdanapos dos barzinhos… sera que um dia eu aprendo…!?

Acho que o mundo não me entende, acho que o mundo acha que sou eu que não entendo ele… gosto de sonhar, esse é meu universo paralelo disfarçado em letras, nele sou feliz e acredito que as coisas poderão dar certo, ainda acredito no comercial da margarina. as coisas sempre deram certo de um jeito ou de outro com ou sem dinheiro, com ou sem conto de fada…

Ainda me sinto assim… a mesma criança, sentado ao pé das azaleias imaginando um futuro que talvez nunca chegue… Quem sabe te encontre aqui, ou ali, quem sabe possamos bater um papo e tomar um café.

“Ninguém pode calar dentre mim Esta chama que não vai passar
É mais forte que eu E não quero dela me afastar Eu não posso explicar quando foi E nem quando ela veio E só digo o que penso, só faço o que gosto
E aquilo que creio

Se alguém não quiser entender E falar, pois que fale
Eu não vou me importar com a maldade De quem nada sabe
E se alguém interessa saber
Sou bem feliz assim
Muito mais do que quem já falou
Ou vai falar de mim”

 

Hoje foi um dia ruim, caminhei só na praia, no vazio….

criado por refain    13:20 — Arquivado em: Sem categoria

12 de janeiro de 2011

silencio….

Esses dias sem mais por que, nos encontramos nos espaços comuns e conversamos sobre as trivialidades da vida, contamos nossas histórias no decorrer das horas, eu e meu espelho!

Vidas cruzadas por  destinos opostos e tão iguais ao mesmo tempo, sai do meu mundinho enquadrado, dei uma orientação observando tudo a distancia, querendo voltar aqui, com o peso da responsabilidade de ser o que é, a cura do meu ser não está no espelho e sim em mim mesmo, nas atitudes que espero tomar. Talvez chegue ainda esse ano a ação.

Nos dois não caberiamos no mesmo espelho, mas acho que nos amariamos toda manhã, e brigariamos muito depois tambem, ontem quando andei a deriva na praia deserta pude ver a clareza desmedida das coisas, onde está o meu espelho? desejei muito amanhecer assim e sonhei todos os sonhos cortados sem uma continuação, como um programa em epsódios, antigamente encontrava muita gente, mas muita solidão, ódio, mentira, ambição, afinal gente aqui é o que não falta.

Estou jogando o jogo da vida e onde está o meu espelho? a ferrugem já corroe os trilhos do banheiro e eu que sonhei os sonhos e desejei amanhecer em paz, no cotidiano da vida, ja paro de novo na areia da praia, penetrando nas almas, nos corações alheios e no meu proprio.

Perdi um tempo precioso, em cada minuto mais um pouco, espero conversar com meu espelho mais veses e talvez pergunta-lo:

Espelho, espelho meu, existe alguem mais triste do que eu?

Já não é meio-dia e, no céu pela vertiginosa inclinação do Sol, tem-se a inevitável denúncia de que o tempo passa…
Vê-se, no horizonte distante, a clarividência alaranjada nas nuvens, na extensão da planície e nas torres de concreto do centro da Cidade. Diariamente, nesse instante, todas as construções são degustadas pela língua quente do amante latino. Há o amor, o encontro acontece e somente as cortinas, já desbotadas da sala, testemunham o casal. Ele vem ao amanhecer, entretanto, partirá em breve e deixará a verde-cinza dama aquecida, porém, desolada com a irreversível escuridão noturna que em breve tomará o lugar da tarde.
Agora, no céu, as cores vesperais revelam sentidos a acusar, sem qualquer ressentimento, a despedida iminente. O crepúsculo faz da tarde ainda mais tarde e quase noite. Há uma batalha diária: tarde x noite, sem precedentes, comparável apenas à luta do despertar noite x manhã, no reinado da franca duquesa, madrugada. Anuncia-se a despedida. Ele é comprometido com a outra metade da Terra. A noite é fatídica.
Adentra-se a noite, velha e experiente viúva, consolando a jovem e desprotegida Cidade por escurecer-se com a partida inoportuna de seu amado incandescente. O idílio eterno recomeçará amanhã e a Cidade reencontrará o Sol. O astro não tardará, quando a madrugada se for. Agora, porém, já não há esperanças. Ele se vai e a metrópole tenta inutilmente contentar-se com o mercúrio das praças.
É noite.
criado por refain    16:10 — Arquivado em: Sem categoria
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