31 de julho de 2007
simplismente eu
Ontem a noite foi longa, o galo que anunciava a madrugada a cada meia hora, fazia questão de lembrar que o amanhecer já se aproximava. No quentinho da minha cama eu lembrava de udo o que ja tinha passado e ali, sozinho no escuro do quarto me senti nú, quase como quando nasci e revi todos os filmes em branco e preto que retornavam como fantasmas que me perseguiram noite afora. o sol tímido que apareceia por de traz dos prédios na manhã fria de junho anunciava que o dia seria lindo, porem mnha alma ainda se sentia sombria, sem vida. Olhei distraidamente a paisagem na ida e volta da universidade e não pude pensar em mais nada a não ser no quão vazio havia se intaurado em mim, verdades todas escondidas, atraz dos azulejos soltos da minha cozinha, a verdade toda florida da vida que vivi tempos atraz, onde ainda era bom o cinema com uma leve pitada de sarcasmo e agulhadas vindas em criticas regadas a chopp e um bom jantar, que muitas veses se resumia a lanches em qualquer fast food, não que eu reclame, afinal, pude escolher, viver ou não, optei pela primeira e de certa maneira fu feliz ao meu modo, ou seu, sei lá! Hoje! só hoje quando fiz o caminho de ida e volta acabei encontrando o que de certa forma não procurava, encontrei comigo ali parado, quando como marcamos um encontro. A tarde foi de emoções, expectativas e perspectivas, a mudança se aproxima e mais uma vez eu sei disso, e já não sabia mais se tinha tomado a melhor decisão quando resolvi assumir as redeas da carruagem desgovernada que se tornou a minha vida e me mudei pra cá.
A cidade parece maior vista desse angulo e amigos, os tenho aos poucos, nada que consiga me completar realmente, mais pela propria minha incopetencia, acho que realemente sou incompleto, sabe, quando a noite chega é que eu me sinto mais solitário e já não me atrai mais tanto a praia, seu tom cinza de junho me deixa cada vez mais só, mesmo quando saio decidido, pensando em convidar alguem para um café e me deparo com a selva de pedra onde todos ja tem com quem tomar seu café nas suas mesas apenas com dois lugares previamente marcados.
Quando eu era criança, costumava, após a janta, me sentar no jardim para olhar as estrelas e pensava, lembro até hoje, que um dia conseguiria encontrar alguem que suprisse o vazio que existia dentro de mim e hoje constato que aos quase trinta minha busca continua, ainda me sinto incompleto, aqui, na China, Nova York ou Paquistão, o vazio está sempre ali, juntinho, talvez ele faça parte de mim, não que não tenha vivido momentos em que ele se separou de mim, vivi muitos momentos assim, mas hoje percebo que ele não desapareceu, apenas foi de algum modo tapado, abafado, escondido e eu nem tenho mais vontade de voltar ao farol.
A sala da minha casa está tão grande que já não caibo mais dentro dela, talvez em uma casa menor eu diminua tambem, o espaço da rede é taõ grande para se encontrar alguem. garrafas com mensagens jogadas ao mar, bilhetes deixados nos botecos da vida, gosos impressos no colchão, há uma esperança de vida e quando o galo cantar novamente, vou olhar adiante, ver o horizonte e tentar mais uma vez encontrar comigo e com você quem sabe, para baermos um papo, olharmos a lua, caminharmos na praia e começarmos uma nova história. te espero aqui….
criado por refain
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