Cenas da Vida Urbana

Textos escritos nas solitárias noites sem luar

31 de julho de 2007

simplismente eu

Ontem a noite foi longa, o galo que anunciava a madrugada a cada meia hora, fazia questão de lembrar que o amanhecer já se aproximava. No quentinho da minha cama eu lembrava de udo o que ja tinha passado e ali, sozinho no escuro do quarto me senti nú, quase como quando nasci e revi todos os filmes em branco e preto que retornavam como fantasmas que me perseguiram noite afora. o sol tímido que apareceia por de traz dos prédios na manhã fria de junho anunciava que o dia seria lindo, porem mnha alma ainda se sentia sombria, sem vida. Olhei distraidamente a paisagem na ida e volta da universidade e não pude pensar em mais nada a não ser no quão vazio havia se intaurado em mim, verdades todas escondidas, atraz dos azulejos soltos da minha cozinha, a verdade toda florida da vida que vivi tempos atraz, onde ainda era bom o cinema com uma leve pitada de sarcasmo e agulhadas vindas em criticas regadas a chopp e um bom jantar, que muitas veses se resumia a lanches em qualquer fast food, não que eu reclame, afinal, pude escolher, viver ou não, optei pela primeira e de certa maneira fu feliz ao meu modo, ou seu, sei lá! Hoje! só hoje quando fiz o caminho de ida e volta acabei encontrando o que de certa forma não procurava, encontrei comigo ali parado, quando como marcamos um encontro. A tarde foi de emoções, expectativas e perspectivas, a mudança se aproxima e mais uma vez eu sei disso, e já não sabia mais se tinha tomado a melhor decisão quando resolvi assumir as redeas da carruagem desgovernada que se tornou a minha vida e me mudei pra cá.

A cidade parece maior vista desse angulo e amigos, os tenho aos poucos, nada que consiga me completar realmente, mais pela propria minha incopetencia, acho que realemente sou incompleto, sabe, quando a noite chega é que eu me sinto mais solitário e já não me atrai mais tanto a praia, seu tom cinza de junho me deixa cada vez mais só, mesmo quando saio decidido, pensando em convidar alguem para um café e me deparo com a selva de pedra onde todos ja tem com quem tomar seu café nas suas mesas apenas com dois lugares previamente marcados.

Quando eu era criança, costumava, após a janta, me sentar no jardim para olhar as estrelas e pensava, lembro até hoje, que um dia conseguiria encontrar alguem que suprisse o vazio que existia dentro de mim e hoje constato que aos quase trinta minha busca continua, ainda me sinto incompleto, aqui, na China, Nova York ou Paquistão, o vazio está sempre ali, juntinho, talvez ele faça parte de mim, não que não tenha vivido momentos em que ele se separou de mim, vivi muitos momentos assim, mas hoje percebo que ele não desapareceu, apenas foi de algum modo tapado, abafado, escondido e eu nem tenho mais vontade de voltar ao farol.

A sala da minha casa está tão grande que já não caibo mais dentro dela, talvez em uma casa menor eu diminua tambem, o espaço da rede é taõ grande para se encontrar alguem. garrafas com mensagens jogadas ao mar, bilhetes deixados nos botecos da vida, gosos impressos no colchão, há uma esperança de vida e quando o galo cantar novamente, vou olhar adiante, ver o horizonte e tentar mais uma vez encontrar comigo e com você quem sabe, para baermos um papo, olharmos a lua, caminharmos na praia e começarmos uma nova história. te espero aqui….

criado por refain    19:57 — Arquivado em: Sem categoria

29 de julho de 2007

sala de visita

Nem sei quanto tempo caminhei pela noite, sei que apenas caminhei, pensando nas coisas que deveria ter feito ou dito e tambem nas coisas que não deveriam ter sido feitas ou ditas.

Outra noite nos encontramos entre o ocio esfumaçado de um lugar qualquer e pudemos nos ver claramente, ou melhor eu vi claramente que a pessoa que tinha tirado o pouco do meu sono, ja se transformava,misturada a fumaça do local escuro e umido. e então percebi que o ciclo se fechara, a lua tinha mudado de fase e com ela incongruentemente, eu acompanhei. mesmo quando dançamos aquela nossa musica, eramos amigos, somos amigos, e mesmo assim ainda deixei uma carta no seu bolso durante o descuido de uma dança, terminei o filme do lado do bandido, passei a escrever seu nome secretamente nos banheiros de cinema.

A lua cheia ontem a noite foi a companheira solitária e como a agua do mar estava fria, fui para casa somente com os primeiros raios do sol já despontavam no horizonte, as veses necessito ficar só, parar e bater um papo comigo, reparar os ladrilhos quebrados, ontem foi uma noite assim.

Mesmo escondido detraz do fumegante copo de quentão, ainda pude ver seu olhos por detraz das lentes todas embaçadas, este foi nosso ultimo e derradeiro encontro, percebi que já não pontua nada, nas arestas todas cortadas, e o caminho parece sser mais longo quando se percebe certas coias.

Tinha muita gente ontem, figuras que nem em sonho ouso descrever, mas que fizeram no meu mundo mais do que uma sala de espera, algumas estão comigo a tempos outras entram e saem, são atendidas e voltam a sentar a meu lado, já não as encora assim, gosto de todas um pouco e outras um pouco mais, ta certo, vez ou outra da pra confundir um pouquinho, mas sempre nos damos bem na breviedade ou na longetividade dos encontros pré marcados.

A breviedade da noite nos engana,e o brigadeiro ainda está na geladeira, a festa passou, a luz apagou e eu aqui, pequeno, terreno, numa calçada, pixando um muro com o nome dele na madrugada.

criado por refain    17:33 — Arquivado em: Sem categoria

26 de julho de 2007

Carpe Diem

 hoje o destino mais uma vez me pregou uma peça, é estranho pois quando pensamos em desistir, sempre acontece algo que nos impulsiona para frente, seja uma vontade, uma possibilidade ou mesmo alguem que derrepente cai de para quedas na vida da gente!

Meus dias tem sido cinzentos com algumas aberturas de sol, e hoje tive uma delas, começou timida como uma réstia do pouco e esparco sol entrando pela fechadura e que no final já me fazia usar oculos escuros.

foi um longo e agradavel papo com alguem que não conhecia, e que pra mim foi unico e especial como se já conhecesse por anos a fio, acredito que isso possa acontecer, afinal de contas o que vale é "MAKTUB".

Não sei até que ponto é sábio viver o Agora
Esse, que chamam de Presente, que se tornou meu lençol, meu alimento
Que me faz trocar de calçada, pelo simples fato de querer fugir de um rosto
Uma fuga como aquela quando se evita o encontro com um inimigo
Que me faz guiar o carro por um caminho mais distante, para que a visão de um banco de praça não retorne à vida algumas lembranças…

É, não sei até que ponto também é sábio afirmar que futuro e passado não existem.
Mas, como eu queria que alguns certos dias pudessem retornar!
Se chegassem, eu os abraçaria como se abraça o vento
Os saudaria como ao meu primeiro sonho de criança

Mas, o presente regala-se no chão da varanda, molhando-se com a tímida garoa
E me faz ver que me sobraram apenas desejos contidos.. de deixar livre as confissões, aquelas… causadas pelo simples fato da tua chegada, mas preferi calar
O de um silêncio, aquele… pedido pela tua fragilidade, mas preferi soltar tolas e vazias palavras
E até mesmo o desejo de pôr aquela roupa especial pra te impressionar.. em uma noite que não chegou, com castiçais que não se acenderam em uma mesa que apenas ficou posta

Por isso, àqueles casais que entram agora na roda gigante do parque, dêem duas voltas
Aos que estão trocando os primeiros olhares agora… não se apressem nas palavras
E aos que neste momento selam as primeiras confissões, se demorem no olhar
Porque o Presente é gratuito, o Agora - mesmo fugaz - precisa ser bebido compassadamente, com prazer extenuado
Por isso, desculpa-me neste ‘Presente’, onde não compreendi ontem tua mudança de humor
Desculpa-me, neste agora, pelas madrugadas que hesitei em bater no teu portão e deixar-te uma rosa
Mas… se for possível, me faz novamente poder abraçar o vento
Me devolve a ingenuidade daquele sonho de infância.
E… se for possível, faz isso… nesse longo e breve Agora, nesse fugaz e intenso… Hoje.

Gosto quando é inverno, embora  prefira a praia nos dias de outubro ou setembro.
Quando estamos em julho parece que o céu ganha uma nova luz e ficar no campo vendo as montanhas iluminadas pela luz do sol que reflete uma nova cor é fabuloso, as tardes depois da chuva ganham uma nova coloração, inclusive o ar recebe um novo tom de transparente refletido no cheiro.
Os dias se definem melhor, o meio dia torna-se magico, o azul celeste ganha uma peciosidade no minimo celeste, sem riscos de ser redundante, as manhas e as tardes tornam-se espetaculos de natural beleza. A cor é nova, o cheiro é novo, a vida mais uma vez se transmuta.
Vejo vindo um novo tom de canção; em cor; em vida!

ISSO QUE EU ESTOU TENTANDO FAZER, DECIDI VIVER O HOJE, O AGORA, PRESENTE CONSTANTE E INCONSTANTE… vamos ver  no que vai dar

criado por refain    19:33 — Arquivado em: Sem categoria

24 de julho de 2007

encontros

Nos encontramos na noite passada e pudemos falar um pouco sobre os ultimos acontecimentos, não quis ser verdadeiro, pois, assim, poderia evitar dramas maiores.
O motivo certo de nosso encontro, não lembro.
Nunca estivemos ali quando ainda eramos jovens.Naquele instante foi necessário, eram nossas inconstantes verdades. Não fui verdadeiro, já disse, procurei embora que tardiamente ser sincero comigo mesmo.
A hora ja avança, nós partimos e eu fui.
Incontantes, incongruentes, nós mesmos, incertos,humanos, indecisos, presentes, em nós mesmos.
Certos de nossas grandes diferenças e distâncias, a passos largos partimos. castrado.

Ontem um amigo me contou coisas sobre aquele homem que ia ao me lado no trem. pude pensar melhor sobre a minha conduta, seu olhar e seu cheiro.
Pensei mais sobre as paisagens vistas através daquele frio vagão que cortava a Europa.
Estivemos tão proximos quanto mais distantes poderiamos estar, amanha prometo que te ligo!
Ando meio sem tempo, desligado, triste e ansioso.
Mas, com o tempo eu aprendo! Os homens e os trem em que eles vão sempre passam!

As Luas cheias clareando todos os buracos das fechaduras lá de casa, a espera, o telefone sempre desligado, o jornal sempre as seis e meia quando acordo, me traz o mundo todo torto dentro destes metros quadrados que me cercam.
E a Lua continua lá! todos os segredos submersos na piscina, e a lua me chamando, clamando pela volta de seu reflexo no mar!
Ja não acredito nas pessoas mornas, a morosidade das pessoas fazem com que meu corpo modifique a cabeça e entro num surto artistico, que me confunde, ja não entendo o que me é descrito em palavras digitalizadas.
O circo passou, o cortejo de todos os sonhos desfeitos, As lentes, a cachoeira e o mar ainda estão lá, mas a cada dia um passo mais distantes.
Correr, nadar, caminhar, pedalar na vida olhando o mar e o clarão da lua que a oinda me fascina.
De manhã escureço, de dia tardo, de tarde anoiteço, de noite ardo.
A oeste a morte contra quem vivo, do sul cativo, oeste é o meu norte.
Outros que contem, passo por passo,
Eu morro ontem, nasço amanhã, ando onde há espaço!
Meu tempo é quando!
Quando me pergunto se voce existe mesmo, entro logo em orbita de mim mesmo!
Porque o medo assola o mundo dos amantes, se o que mais podemos oferecer a outra pessoa é o que nunca doi e é o que a metade do mundo passa a vida procurando?????

Hoje acabei de ler uma coisa muito interessante que passo a vcs!
To com saudades das pessoas que passavam por aqui e que andam meio sumidinhas! CD VCS!?

Afinidade acontece. Um mesmo signo, um mesmo par de sapatos caramelo, um mesmo livro de cabeceira. Afinidade acontece entre seres humanos. A mesma frase dita ao mesmo tempo, o diálogo mudo dos olhares e a certeza das semelhanças entre o que se canta e o que se escreve. Afinação acontece. Um mesmo acorde, um mesmo som, uma mesma harmonia. Afinação acontece entre instrumentos musicais. A mesma nota repetidas vezes, a busca pela perfeição sonora e a certeza das similaridades entre um tom acima e um tom abaixo. A incrível mágica acontece quando os instrumentos musicais descobrem afinidades humanas entre si no mesmo instante em que os seres humanos descobrem afinações musicais dentro deles mesmos.

:: O.T.M. ::

criado por refain    15:56 — Arquivado em: Sem categoria

22 de julho de 2007

reportando

Hoje, volto a sala vazia, onde me reporto a todo instante neste mundo paralelo, paradoxo do ser. Escrevo a você, mim mesmo, com o simples intuito do desabafo. há muito venho me reportando a você, quando as duvidas surgem e confesso por vezes isto tem sido acalanto a minha alma cansada.
Hoje a tarde cinzenta e fria, luz de velas, gosto das luzes das velas, me reportam mais uma vez a pensar nas coisas que tenho deixado de lado nos últimos tempos.
A cor cinzenta no céu, a agua revolta no mar, a chuva abranda o enorme vazio que há em mim, suas gostas soltas no espaço lavam meu corpo já cansado de procurar, acho que passei a vida inteira procurando, peguei atalhos, momentos bons onde acreditei por segundos na súbita existencia corpórea, por segundos que tudo havia se transformado.
Os atalhos da vida foram tantos que hoje me sinto mais duro que há tempos atrás.quando ainda acreditava nas pessoas, todas que tenho conhecido ultimamente, impregnadas em seus mundos, mais que nelas, mais que em mim, parece que sinto mais que todas, todas com suas ambições, mentiras, traições e isto já me cansa o Espírito, já não consigo mais parar para acreditar, um cético que acaba por escolher a solidão na dura e plena quietude de sua real alma incompleta.
Como um fio de navalha a vida separa as coisas de uma maneira engraçado e já me perco em pensamentos andando no meio da chuva fina e fria na tarde cinzenta de um domingo qualquer.
Queria tanto conhecer alguém, que fosse como eu, sentisse como eu, amasse como eu, acho que ser humanos assim estão em extinção, a alma incompleta dói e além da dor, como uma ferida que não cicatriza, vem a solidão de não ter com quem dividir a veracidade da vida cotidiana, a cidade já me cansa os olhos e talvez ano que vem eu me mude, queria uma casa com quintal, assim depois dos jantar poderia sentar e ver as estrelas no céu, meu condomínio esta vazio e meu quarto já não suporta o peso e a dimensão da minha ausência pressentida por mim.
Escrevo para você hoje, afim de espantar a solidão e meus pensamentos numa tarde cinzenta e fria, estou mais leve, mais livre aqui debaixo da fina garoa que lava meu corpo, meus pensamentos, mais ainda tenho muitos medos, medo de voar, de amar, de morrer, de ser feliz, medo da minha psicanalista que sabe em qual ponto a situação me afeta, medo de perder a inspiração, neste sentido acho ate que os ignorantes São mais felizes, as pessoas acabam esquecendo o que e preciso fazer, mas eu sei insistir. a gente acaba procurando no amor uma pureza impossível e por isso termino fazendo minhas as palavras de GARCIA LORKA, espero não te-lo cansado…
Perdi-me muitas vezes pelo mar, Com o ouvido cheio de flores recém-cortadas, com a língua cheia de amor e de agonia.
Muitas vezes me perdi pelo mar, como me perco no coração de alguns meninos, porque rosas buscam em frente uma dura paisagem de osso.
E as mãos do homem não tem mais sentido, que imitar raízes sobre a terra.
Como me perco no coração de alguns meninos, perdi-me muitas vezes pelo mar, ignorante da agua, vou buscando uma morte de luz que me consuma, assim como quando me perco no coração de alguns meninos…

criado por refain    18:10 — Arquivado em: Sem categoria

19 de julho de 2007

espelho

Esses dias sem mais por que, nos encontramos nos espaços comuns e conversamos sobre as trivialidades da vida, contamos nossas histórias no decorrer das horas, eu e meu espelho!

Vidas cruzadas por  destinos opostos e tão iguais ao mesmo tempo, sai do meu mundinho enquadrado, dei uma orientação observando tudo a distancia, querendo voltar aqui, com o peso da responsabilidade de ser o que é, a cura do meu ser não está no espelho e sim em mim mesmo, nas atitudes que espero tomar. Talvez chegue ainda esse ano a ação.

Nos dois não caberiamos no mesmo espelho, mas acho que nos amariamos toda manhã, e brigariamos muito depois tambem, ontem quando andei a deriva na praia deserta pude ver a clareza desmedida das coisas, onde está o meu espelho? desejei muito amanhecer assim e sonhei todos os sonhos cortados sem uma continuação, como um programa em epsódios, antigamente encontrava muita gente, mas muita solidão, ódio, mentira, ambição, afinal gente aqui é o que não falta.

Estou jogando o jogo da vida e onde está o meu espelho? a ferrugem já corroe os trilhos do banheiro e eu que sonhei os sonhos e desejei amanhecer em paz, no cotidiano da vida, ja paro de novo na areia da praia, penetrando nas almas, nos corações alheios e no meu proprio.

Perdi um tempo precioso, em cada minuto mais um pouco, espero conversar com meu espelho mais veses e talvez pergunta-lo:

Espelho, espelho meu, existe alguem mais triste do que eu?

criado por refain    12:13 — Arquivado em: Sem categoria

17 de julho de 2007

diariamente

Tenho vindo aqui diariamente, a casa está cheia, todas as pessoas, egoistas, presas somente no presente que as rodeia, paredes, todas sólidas, subindo dia a dia em volta de mim, os soluços, todos contidos, esquecidos e a cidade não cabe mais em mim.

A cada andar os passos se fundem e já não reconheço mais o orgulho e o verso de ser, saber ser o que é, e nada saber, a breviedade das pessoas me confunde.

Andar, os passos só, e nada ver, nada saber e nada sentir, o cotidiano me entedia e já não vejo mais as gaivotas e nem as crianças na pracinha.

A praia está tão fria, o medo da solidão paira sob a cabeça, como uma lamina afiada e o que sempre procurei, parte de mim, me confunde, como o sol cegando em dia nublado.

As ruas, todas iguais, caminhos diferentes a seguir e eu aqui, prostrado, castrado, sem saber como ou quando conhecer coisas novas, novos lugares, novas pessoas, a injeção de seratonina que acab de realizar vai demorar para surtir efeito e hoje me sinto só com a casa cheia.

As veses, quase como quando era criança a segurança me falta e falta o sentimento de quando meu mundo se resumia ao quintal da casa da minha avó.

Sinais tolos, gritos incompreendidos, silenciosos de uma prisão sem grades, abalado, navio querendo submergir na praia e o horizonte ainda me fascina, o décimo primeiro andar é bom, bom ver as coisas todas lá de cima, sentir o vento, ver as estrelas sem brilho no céu.

As palavras todas contidas, manuscritas pela vida, e eu parado, estagnado, a velha sensação da falta da "terceira perna". ando procurando um propósito, alguma coisa,um lampejo, uma fagulha, que clareie a escuridão na areia branca da praia.

Sonetos, contos , poemas todos trancados na gaveta da sala, esperando alguem aparecer para serem ditos, o tempo passa, veses se arrastando, veses voando, e a rua fica  cada vez mais longa e eu já tenho que para varias veses no trajeto, respiração ofegante, e quando estou quase tocando sua mão, tudo se desfaz como miragem, naescaldante e fria areia da praia.

Oi!!!??? (eco de volta)

OIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII!!!!!!!!!!???????? ( eco de volta_

estou sozinho na imensidão envolto a um milão de pessoas.

Uma fagulha tá nascendo, esperança!? quem sabe….

criado por refain    12:27 — Arquivado em: Sem categoria

16 de julho de 2007

hoje

hoje, depois de ontem, aprendi uma nova receita! Beijos não são contratos e a breviedade das noites são um espaço curto para que dois corações se escravisem.Aprendi uma nova lição, mesmo quando coloco aquele velho mesmo nosso DVD, que de tão velho, já não toca mais a musica 05, quando sento com minha taça de vinho e minhas lagrimas recolhidas na varanda lá de casa, penso no que poderia ter sido e mais uma vez o pensamento me remete ao instante passado quando, quase ainda promessas eram a minha vida, quando quase ainda caminhava lentamente sobre todo o céu que contorna o meu quarto, quando era ainda jovem, quando sem querer, pisava nos sonhos alheios, quando sem saber, enchia a cara de cerveja pra não mais pensar no mais tarde. O tempo é cruél com as pessoas e a noite faz tanto frio no meu quarto, mais uma desilusão guardada no baú embaixo da minha cama e tantas fotos tenho penduradas nas paredes das minhas lembranças, algumas desbotadas outras nem tanto, e já não consigo pensar no que deveria e se deveria!? era pra me sentir mal? decepcionado talvez, pois, pela enézima vez meu coração foi aos pulos, mesmo quando o vento batia livremente na garupa gelada de uma moto cujo o ronco rompia a madrugada e me fazia sonhar, nunca mais os beijos roubados no portão em lua crescente, a rua escura, lembranças, a mulher que olhava tímida pela janela, e eu aqui deitado na imencidão azul da minha cama,desinteressado, deteriorado, quase como se uma terceira perna me fosse arrancada e o buraco do ar condicionado ainda está aberto e eu sinto tanto frio ao cair das tarde, ninguem mais foi ao farol e lá na quadra do meu coração o tempo insiste em fechar, já não consigo mais, demorei a perceber! A wodka esquenta e a sacada pareceu tão tentadora hoje, os reflexos na piscina me deixaram atordoado, não sei como seguir resolvi por impulso, acrditar de novo e mais uma vez tive que recolher as tralhas, guardar no armário e começar a reescrever uma nova história. a inrivel diferença entre os anos, é que a gente aprende a cada etapa que se é mais forte do que se supunha e que se hoje sou caco, amanhã serei muralha e que o decorrer da vida nos permite enxergar alem do qe já foi visto, ouvido ou falado.

criado por refain    11:31 — Arquivado em: Sem categoria

14 de julho de 2007

devaneio

Sabe qual é o meu sonho? è sentar em um café na Espanha, de onde se dê pra ver o mar, sem entender uma palavra do que estão falando, sem conhecer ninguem e apenas escrever…
Sei que quase ninguem lê o que eu escrevo, mas… não tem importância, escrevo, pra mim mesmo, de mim para mim, sem a pretenção de ser escritor, apenas com o intuito de aliviar minha alma.
hoje descobri muitas coisas, os dias que se passaram foram um tanto internamente tumultuados, a minha cabeça da voltas no mesmo lugar e ja nem sei quanto tempo faz que estou aqui olhando a praia.
tentei varias veses achar o meu futuro e quantas cartas ainda tenho guardadas na minha gaveta, cartas de mim para mim mesmo, num dialogo silencioso, aguardo uma resposta, talves a resposta da vida… acredito, sempre acreditei que minha existencia não era a toa…
Queria alguem que me chamasse de querido, sinceramente queria muito ser o querido de alguem, as pessoas que passaram pela minha vida vestiam máscaras o tempo todo, aprendi, sim, com cada uma delas, do pouco ou do muito que me deixaram nestes anos afora. pedidos silenciosos de socorro, garrafas de SOS lançadas no mar, sempre, todo domingo quando sento na pedra no canto da praia.
Os cavalos sempre vão em direção do oceano, nem sei onde ouvi essa frase mas, concordo com ela, me sinto um passaro voando sobre o mar, na verdade queria me jogar, dar um razante so pra sentir o respingo das ondas no meu rosto.
Amanha vou mais uma vez em direção ao meu futuro, decidi por impulso, sou muito impulsivo, meu coração esta dividido em quatro partes…
O passado, que foi ótimo, os momentos dele estão de certa forma vivos na memoria e sinceramente, é dificil deixa-lo ir.
A certeza, que me deixa atonito e que não me entusiasma mais do que o momento em que estou seguro em teus braços, mas que é previsivel demais.
a inconstância, que na verdade é o que não posso possuir, tenho nas mãos como um punhado de areia que qualquer vento ou onda leva embora, mas que volta a mim quando sente saudades.
e por fim a quarta parte, esta talves a mais importante é a indecisão, afinal, passei os ultimos quinze anos sonhando com isso, essa pessoa talvez nem saiba a importancia que tem pra mim ou talves até saiba, mas está humanamente seco e indeferivel ao amor, mas um dia, junto ao mar, que vai ser pra sempre o meu mar, o sonho de fez realidade e pudemos desfrutar desse sentimento que não durou mais do que a deviedade da noite e do dia que se seguiu, e ontem repitimos a dose no mesmo entusiasmo enebriante que so os amantes possuem, e a explosão eclodiu no meu peito e percebi que não tenho a estrutura necessária para a quietude do meu coração.
Habito tantos mundos, que se fosse contar por quilometros, daria uma dez voltas ao redor da terra.
E a duvida do sentimento é o que me deixa mais aflito e descobri que a solidão se faz necessaria as veses, acho que estou, como definem algumas filosofias, "evoluindo"
Arrumando a bagunça interna pra poder ter quem sabe um novo inquilino, a cada respirar a carga de vida que sai é grande o bastante, mas a que entra é maior ainda e hoje estou me sentindo bem, olhando a imensidão azul pela janela do decimo primeiro andar, as pessoas todas passando,internas, absorvidas pela cor alaranjada que colore toda a extenção da praia.
Volto a escrever pra você, alias, acho que sempre escrevi pra você, e quando falo você, estou me referindo a mim mesmo, pois quando abro o Fotolog, depois de dias e leio o que escrevi, descubro sempre uma nova maneira de encarar a vida.
Penso que estes textos que escrevo, nem sempre de maneira correta, confesso, caem nas mãos de quem tem que cair e sempre fico contente com algum comentário, alguns vão me achar tolo, mas a sensibilidade com a aqul escrevo deve conseguir alcançar o coração de algumas pessoas, esta é a inteção maior, apesar do meio cibernético, a principal inteção é poder me rever, analizar e como disse a minha amiga Yara dia desses "Escrever Devaneios em voz alta".
Sempre ouvi diser que se dissermos palavras ao vento elas um dia voltarão para nós e é exatamente o que faço agora…
espero poder decidir qual das partes do meu coração vou dar a prioridade necessária, aguardando a sequencia de fatos….
Nossa, minha mão doeu rsrsrs, perdoem a extenção do texto!!!

criado por refain    18:22 — Arquivado em: Sem categoria

mudança

Meu final de semana foi recheado de emoções, sentimentos e desventuras em série…
Na verdade queria ter feito um monte de coisas, mas acabei não fazendo nada,
A mudança esta se aproximando, estou ficando mais duro, esses dias atras pela primeira vez na minha vida eu peguei um onibus, tive medo de não acertar, de não te achar… medo de ficar só na chuva, medo de dormir e não acordar, medo de não ter mais com quem brigar no sabado de manha, de escutar pela roupa que não recolhi, medo de não achar o caminho, medo que o caminho não seja o certo…
O dia parece ser tão bonito hoje, quase como ontem quando suamos varias veses durante o dia,
Da minha janela vejo apenas um mundo restrito, de cores , de amores , de palavras, na verdade meu mundo diario restringe-se a duas coisas, a minha janela, de onde enxergo o fundo de uma ofinicina mecanica e os predios da cidade sem fim ao fundo, e a tela do meu computador que acredito ser o meu portal mágico, dois mundos diferentes que me trazem diariamente muitas coisas novas para que meu aprendizado não seja em vão…
hoje pela primeira vez na minha vida, reparei que haviam flores no caminho para o escritorio, nunca as tinha reparado antes…
A alguns dias me sinto cançado na verdade, o prozac não faz mais efeito e as noites tem sido cada vez mais interminaveis essa dúvida paira em meu pensamento… QUEM NA VERDADE ESTÁ MUDANDO? EU! AS PESSOAS! OU O MUNDO! quem souber por favor responda!
Sou contraditório as veses, , nem eu sei pq na verdade! já fiz coisas que me arrependi, ja fiz coisas que não me arrependi, ja plantei um arvore e acreditem, ja escrevi um livro, o resto do ditado popular eu tenho que entrar em negociação, mas isso é um projeto pra mais alguns anos!
algumas pessoas vão achar estranho o emaranhado de palavras por veses até sem nexo(para alguns) e com muito nexo para outras, mas eu sou assim, as veses nem eu me entendo… e a vida segue …

sei eu lá de mim…

O matraquear da maquina de escrever rompe o silencio da noite,
incosntante, agudo, cronico,
espondo todas as tuas visseras e emoções,
nunca foste assim tão nu nem quando naceste todas as veses em que naceste,
esse seu disfarce escondido
em letras me faz sentir só
no silencio da noite
e o matraquear inconstante
ressoa por entre as paredes do meu apartamento
e ja não sou mais eu
mas sim sentimento,
emoções e as lagrimas começam a brotar em meus olhos
e ja não quero mais ser eu,
queria poder voar,
mas acho que isso não daria certo
não hoje, quero ser diferente,
quero poder sentir o cheiro da primavera,
mas como se o leite ninho ja entupiu as minhas narinas,
quero ser como um passaro que voa para o desconhecido
e ao mesmo tempo pra lugar nenhum,
quero ser a brisa que de tão leve
aquece os corações quero ser emfim o amor de alguem que nunca ganhei,
quero ser somente eu nessa madrugada insone que me descompus
na maquina de escrever,
me incorporo em tipos
me decorro colinas e
me encontro aqui
junto a mim mesmo
nesta insone madrugada
em que eu decomponho essa escritura inútil.

Beijos e BOA SEMANA A TODOS!

criado por refain    12:44 — Arquivado em: Sem categoria
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