Cenas da Vida Urbana

Textos escritos nas solitárias noites sem luar

26 de março de 2008

repostando

Me pego pensando na vida as veses, eu, tão baladeiro, rei dos corações, da noite, das pessoas que iam e vinham da minha cama, entravam e saiam com uma velocidade impressionante do meu coração.

Esse mesmo coração que já teve tantos portos, tantos lugares, tantos altares e hoje já não habita mais nenhum.

As cadeiras todas postas na mesa da sala e o amarelo das paredes ja confundem os meus olhos, a luz das velas, a mesa posta, cadeiras vazias, o abajur mostrando que há um pouco mais de vida na casa, o cheiro da maresia, queria ir a uma praia, caminhar sob o luar sentindo o respingo das ondas, a brisa batendo no rosto e eu, que tive você nas mãos e hoje só tenho a lembrança, do que você foi, representou, do que fui, do que representei.

A luz acabou e na escuridão das luzes, luz de velas, a mesa continua posta e vejo com clareza no escuro, que tenho que procurar, ver e achar a saida de emergencia mais próxima para aquietar o coração.

Preciso de mais emoção na minha vida, sair do mundo que estabeleci pra mim, mas as coisas não fazem muito sentido no escuro, acho que preciso me reorganizar, na verdade, na mesa do café, diante dos pratos, já fasso isso. Apenas quero me liberar para o novo, tenho medo das pessoas mornas, que alias já estão em extinção, queria um carrinho de madeira e deslizar sem freios ladeira abaixo. Minha mãe disse para não falar com estranhos, tenho receio com homens de barba e dias frios, gosto de uma boa mesa posta. Se você quiser, quem sabe a gente não sai e toma um café, preciso de coisas novas, queria poder mudar a casa ou até mesmo me mudar… me acostumar.

Ouvir alguem chamar o meu nome, esse silencio e a praia lá fora tão escura, as velas terminando o jantar está sevido, só pra mim por enquanto…

Oi! ( Eco de volta)

Tem alguem ai? ( Eco de volta)

Sempre me guio pelo cruzeiro do sul na noite escura e até achei que você vinha, bem como a lembrança, guardei os momentos e espero te encontrar aqui.

Paralelas, Paralelos, Côncavas, convêxas e retilínias linhas esperando alguem aqui!

Vem! eu sei que tá tão perto, se há alguem no ar! responda se eu chamar!

criado por refain    13:05 — Arquivado em: Sem categoria

7 de março de 2008

assim…

Nos encontramos na noite passada e pudemos falar um pouco sobre os ultimos acontecimentos, não quis ser verdadeiro, pois, assim, poderia evitar dramas maiores.
O motivo certo de nosso encontro, não lembro.
Nunca estivemos ali quando ainda eramos jovens.Naquele instante foi necessário, eram nossas inconstantes verdades. Não fui verdadeiro, já disse, procurei embora que tardiamente ser sincero comigo mesmo.
A hora ja avança, nós partimos e eu fui.
Incontantes, incongruentes, nós mesmos, incertos,humanos, indecisos, presentes, em nós mesmos.
Certos de nossas grandes diferenças e distâncias, a passos largos partimos. castrado.

Ontem um amigo me contou coisas sobre aquele homem que ia ao meu lado no trem. pude pensar melhor sobre a minha conduta, seu olhar e seu cheiro.
Pensei mais sobre as paisagens vistas através daquele frio vagão que cortava a Europa.
Estivemos tão proximos quanto mais distantes poderiamos estar, amanha prometo que te ligo!
Ando meio sem tempo, desligado, triste e ansioso.
Mas, com o tempo eu aprendo! Os homens e os trem em que eles vão sempre passam!
A praia está cada vez mais cheia nestes feriados de começo de ano, o mar de pessoas que encontro pela rua é imenso, as veses sinto uma certa caustrofobia dentro dos espaços comuns, a lingua que se fala já é um espanhol meio abrasileirado que me confunde o pensamento… OS acontecimentos das ultimas semanas tem me deixado meio instável, ja disse que não quero mais relacionamentos incertos, mas porque eles insistem em aparecer na minha vida, pessoas, algumas boas outras nem tanto, todas com segredos ocultos e o que me fascina mais é o mar, inconstante, meu condominio está vazio e toda a manha sempre as 7:30 quando eu desço pra caminhar e percebo certos olhares que nunca passarão de olhares… A Rô que é sensitiva disse que tudo isso é para acontecer, MAKTUB… quem vai discordar…

Agora sempre quando a Ro e a Má vem a minha casa ja não sinto a solidão de tempos atras e sinto um sentimento familiar de conforto acolhedor, descobrimo-nos os tres imersos em sentimentos, turbilhão onde estamos saindo pouco a pouco um com a mão no outro.

Gosto de tudo um pouco, gosto de café com leite condensado, pizza de quatro queijos e a pessoa que eu mais amei tem alergia a flor, como ser romantico nessa situação??? decidi começar a agir diferente, deixei de lado as convenções e gostaria de ter desejado um bom ano a muita gente que acabei não fazendo, A pessoa da cahoeria que na verdade so gosta de mar! faz tempo que eu não falo, mas sei que ela lembra de mim, hei to com saudades!
Ontem a hora que o meu telefone tocou exatamente a 12:26min, estranhei, mas atendi, queria mesmo falar, tava com saudades! queria ouvir sua voz, e chorei, talvez pela última vez! minha alma verte muita agua, as vezes tenho raiva disso, mas pecisava acabar o estoque antes de preparar o jardim para que as boboletas venham…
Descobri depois de alguns meses que tenho esperança e como sempre me disse meu amigo Fernando(Alves) usando uma frase do seu xará pessoa:
"Porque sou do tamanho do que vejo e não do tamanho da minha altura."
Tá na hora de RECOMEÇAR desta vez de verdade, sem esperar que o passado volte a minha porta num cartão postal…
Aberto a novas sugestões!…

criado por refain    13:48 — Arquivado em: Sem categoria
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