Cenas da Vida Urbana

Textos escritos nas solitárias noites sem luar

18 de abril de 2008

carta para vc…

Sinto por ter demorado tanto a escrever…

É como se eu estivesse perdido, sem rumo, sem bússola.

Vivo colidindo com as coisas, um pouco maluco, acho.

Nunca estive perdido antes, Você era meu norte.

Sempre soube o caminho de casa, quando você era a minha casa,

Me perdoe por ter ficado tão nervoso e não ter tomado nenhuma atitude quando você resolveu ir embora, quando você partiu, chorei de verdade, foram lagrimas carregadas por um sentimento que nunca antes havia sentido na vida, mas ja era tarde, você reorganizou sua vida. e eu a minha.

Mas o destino continua nos cruzando, periodo difícil aquele….

Eu ainda acho que cometemos alguns erros… e espero que DEUS os repare.

Mas, estou melhor, o trabalho me ajuda, acima de tudo, você me ajuda.

Você apareceu em sonho ontem, com aquele sorriso, que sempre me prendia como um amante, embalava como uma criança.

Tudo que me lembro do sonho, é uma sensação de paz.

Acordei com essa sensação, e tentei mante-la enquanto foi possivel.

Estou escrevendo para dizer que estou viajando rumo a essa paz.

E para dizer que sinto por muitas coisas.

Sinto por não ter cuidado melhor de você, para que nunca tivesse um minuto de frio, medo ou doença, por ter deixado que você fosse, mesmo querendo desesperadamente que você ficasse.

Sinto não ter buscado com afinco as palavras para expressar o que eu sentia.

Sinto não ter concertado as coisas para nós, estou tentando concertar agora.

Sinto por todas as veses que discutimos e por ter alguma hora brigado com vc.

Sinto por ter deixado você partir da minha vida, Sinto por não ter pedido mais desculpas, quando era nescessário e até quando não era, eu era muito orgulhoso e arrogante.

Sinto por não ter feito mais elogios, a tudo o que vestia e maneira como penteava o cabelo.

Sinto não te-lo abraçado com tanta força que nem DEUS poderia tira-lo de mim.

Com todo amor do meu coração, R.

criado por refain    16:28 — Arquivado em: Sem categoria

15 de abril de 2008

O frio que entra pela janela, embaixo dos cobertores e nos azulejos da cozinha são a fuga de que preciso para parar de enqudrar o mundo, o Trato já parece mortal ao que nem apareço mais.

As pessoas todas cortadas pela metade e a morbides de cada pensamento no dia que deveria ser tão azul, e os aviões nem decolaram pela manha por causa da neblina que cobria tudo, nem enxergo as ondas da praia, vem vindo mais um ciclone e para onde estou indo, caminhando na imensidão branca a minha frente quase como se o limbo viesse a terra, estou precisando de coisas praticas, na verdade praticar mais, as coisas estão mudando com a velocidade impressionante e ja não guardo mais as cartas dos suicidas que chegam aos montes no guarda roupa lá do quarto.

Ja começa o inverno e eu mais uma vez vou enfrentar o mar gelado, lavar minha alma e caminhar na imensidão do mar azul, oceano que é a minha cama, já estou aprendendo a sonhar de novo, novas promessas de vida… quem sabe eu ainda chego esse ano a ação…

criado por refain    13:25 — Arquivado em: Sem categoria
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