Cenas da Vida Urbana

Textos escritos nas solitárias noites sem luar

22 de julho de 2008

releitura

Ontem remexendo algumas caixas, aquelas que guardamos em cima do guarda-roupa, achei alguns diarios dos anos de 99/2000, quando a minha inspiração borbulhava como lava incandecente, resolvi que era hora de tirar algumas coisas do papel, algumas coisas que so meus diarios sabiam e partilhar com vcs leitores…

Quarta feira, julho, 21, 99

Esperança não é sentimento de imortais, hoje aprendi uma nova receita para levitação. Não quero dividir segredos com seres inferiores, o espaço que está entre nós dois é grande demais para ser rompido com beijos, amor não é sentiomento real no plano dos imortais. Antes que eu me esqueça, quero saber como andam aqueles meninos que se encomodavam tanto com nosso modo de falar, de se vestir e de se comportar.

Acho que estão vendendo o terreno vizinho ao meu predio, vou me mudar para uma casa com quintal, assim depois do jantar poderei ver o céu nos dias quentes repletos de estrelas e desejos. eu preciso de um novo rosto para me apaixonar novamente, ando apressado demais, ninguem me vê. coisas da vida urbana, juro que ainda me mudo para o século XVI, antes que seja tarde, espero não ler mais emails seus, sabe que meu carro estragou perto do super, achamos que foi coicidencia, Alice que é sensitiva disse que não. Nossa! como o mundo é consfuso quando se tem 1,75m.

22 junho 99

Já não posso mudar meu destino, estes dias tem passado muito rápido, minha cama é magnética, queria passar todos os dias dormindo. Neste domingo acordarei as 10. As musicas daquele cd azul que alguem la no centro me vendeu parecem alegres porém continuo triste. O jornal que recebo em cas sempre as seis e meia, quando meu relogio me acorda, tem sido muito útil para distrair-me nestes dias quentes de julho, segunda vou pra casa, ninguem de lá me liga mais. A rotina tem emudecido os homens, escolas são bons refugios para inconformados. Carlos não ligou na sexta, deve estar enrrolado com o carro que vive dando problema, eu ja disse pra ele não inssistir com mulheres. O pedro me contou sobre seu penultimo caso proibido de amor, meus amigos estão contentes, amando e se divertindo, o que tem em mim, sera que o mundo não quer mais fazer sexo comigo? Esperei a Marina para o almoço, a chuva de ontem deve te-la impedido de vir, ou foi o carro que estragou novamente, nenhum telefonema nem emails, sempre as mesmas desculpas para não estarem comigo, vou pintar o meu cabelo e arranjar um novo emprego, assim deverei viver novas aventuraas. Padeço de falta de sexo, amanha será um dia cheio… espero!

Segunda feira 28/07/2000

Minha mãe disse para não falar com estranhos, tenho medo de homens com barbas  e dias frios. Ontem o sol invadiu todo o meu quarto, ando aflito a noite, eles não voltam mais. Essa semana vou comprar novas cortinas, aquela cidade me assusta e quem eu ami vive lá, aonde estão as pessoas boas? O senhor idoso que esperava o trem comigo era um assaltante, ando com medo da cidade grande, ano que vem me mudo pra São paulo, o pedro sabe do que eu estou falando, não posso mais viver sozinho, prozac aqui tem gosto amargo e eu prefiro as cápsulas diluidas em agua quente, assim a noite passa mais rápido no espaço frio onde habito, não gosto de coisas quentes nem frias de mais como os homens, as pessoas mornas ja estão em extinção, vou adquirir um extintor assim evito um incendio no meu predio, herança macabra dos que vivem neste espaço do planeta, ocupo um centimetro do mundo que mais parece um grande jardim e eu um inceto perdido, viviado em SBP… Naõ sou passional… o coração pulsa ainda… e meu pulmão se infla a cada segundo… ainda tenho vida…

 

criado por refain    15:26 — Arquivado em: Sem categoria

16 de julho de 2008

o que é realmente

Andei muito tempo pelas noites do norte, sem rumo, procurando, achando e perdendo, sem real compreenção do que meu peito teimava em mostrar e eu não entendia.

Raiou o dia em minha vida, mais do que o clarão da fogueira que nos permitiu a aproximação, ausência permitida e sentida, após desencontros e encontros eis que estamos aqui "re" começando uma história que o futuro de nossos corações nos reservou…

Eu sei que atrás deste universo de aparências

Das diferenças todas, a esperança é preservada

Nas xícaras sujas de ontem, o café de cada manhã é servido

Mas existe uma palavra que eu não suporto ouvir, e dela não me conformo

Eu acredito em tudo, mas quero você agora…

Eu te amo pelas tuas faltas, pelo teu corpo marcado, pelas tuas cicatrizes, pelas tuas loucuras todas

Minha vida!

Eu amo tuas mãos, mesmo que por causa delas eu não saiba o que fazer das minhas.

Amo teu jogo… As tuas roupas de dormir… è aqui em casa que eu lavo

Amo tua alegria, mesmo fora de si, Eu te amo pela tua essência e até pelo que você podia ter sido, se a maré das circusntâncias não tivesse te benhado nas aguas do equivoco

Eu te amo nas horas infernais e na vida sem tempo, quando sozinho bordo mais uma toalha de fim de semana.

Eu te amo pelas crianças e futuras rugas, eu te amo pelas tuas ilusões perdidas e teus sonhos inacabados.

Amo teu sistema de vida e morte.

Te amo pelas tuas entradas, saídas e bandeiras.

Eu te amo desde os teus pés, até o que te escapa, te amo de alma para alma e mais que que as palavras, ainda que seja através delas, que me defendo quando eu digo que te amo mais que o silêncio dos momentos difíceis quando o próprio amor vacila.

criado por refain    13:55 — Arquivado em: Sem categoria

15 de julho de 2008

Sonhar

Sonhei que voava. Um sonho repetido, um desejo recorrente, algo que nunca tinha percebido. Eu sei voar. Não como um pássaro, não como um super-homem. Apenas e tão-somente voava. Um sonho inteiro vendo coisas por cima. A rua da casa de meus avós, fios (cuidado!), árvores no quintal. E, claro, pessoas me olhando, espantadas.

Mas mais espantado estava eu: era muito fácil voar. Simples. Como nunca ninguém tinha voado sozinho antes? Basta esticar as palmas das mãos como se se quisesse aparar o vento, jogando-o para baixo delicadamente. Nada de bater os braços, dar impulso com os joelhos, não não. Palmas em diagonal ao chão, e pronto. A mão esquerda um pouco mais pra lá e a curva se faz. E com as mãos mais juntas ao corpo a descida é confortável.

No começo, voar dá medo. É estranho ver que é suficiente o desejo de voar. Meu pesado corpo mais-leve-que-o-ar? Como se sustenta? E na hora de descer? E se eu me machucar? E a dor? Percebi que essas inseguranças são incompatíveis com o vôo. Não se pode voar pensando nisso. Não pense. Voe.

Voar serenamente, silenciosamente. Ver de longe as pessoas indo pra lá e para cá, observar o fluxo dos carros, conhecer os tetos das casas. Brinquedos esquecidos no fundo de uma piscina. Lá na frente, um parque de diversões com uma roda-gigante. Será possível ir tão alto? Sim, é possível, mas não é necessário. Não é necessário quebrar nenhum recorde de velocidade, altura, tempo. Só voar.

Acordei. Mas a sensação veio comigo: era preciso voar. Era preciso ser livre. E, com a consciência de um ser flutuante, serenar a liberdade. Continuar voando, mesmo de olhos abertos.

 

 

"Olhe para minha enigmática face, você verá a fisionomia de um anjo, um anjo caído, no entanto não sou um demônio, com certeza perceberás que minhas asas brancas estão á sangrar, delas caem sem cessar gotas profusas de sangue angelical, tal sangramento simboliza a tua dor, a dor do mundo inteiro, pois eu sofro por ti, e pelo ser humano em si.

Não tente enxugar as minhas lágrimas que de minha face tu vê á rolar, elas são as águas puras que lavam o mundo inteiro do seu pecar continuo, não sou totalmente santo, mas sou verdadeiro, meu amor por ti e pelos outros é autentico, tal sentimento que procede de meu meigo coração por todos vós é imenso.

Sou o anjo das letras, pois nasci com o talento para escrever, a literatura é o instrumento de comunicação que devo usar para o coração humano atingir, sim por esta via eu devo ir, usar a palavra escrita, impressa e publicada para este mundo ajudar, e a minoria amparar, pois estes é o que mais precisam de mim, e isso pelo fato destes pequeninos com o preconceito da maioria terem um sofrimento sem fim. Em minha mão direita trago o bálsamo curativo para sanear as chagas dos pobres inocentes que em meio á humanidade padecem indecentemente, em minha mão esquerda trago a espada mística do castigo, para trazer o flagelo punitivo aqueles que praticam o mal contra todo ser humano, para os puros de coração sou a cura definitiva, para os impuros sou o temido anjo da terrível flagelação.

Abra as páginas negras do meu belo diário, e tu lerás minhas poesias românticas e eróticas, por alguém irá se apaixonar, sentirá vontade de alguém ter para amar. E lendo-as tu ouvirás minha voz de trovão que clama por justiça social, tais páginas lhe serão benditas, pois do ser humano elas tentam com sua leitura curar suas feridas.
Sou o eterno amante de tua alma, sou a mística flor que nela aflora, quero te conduzir oh belo amante da literatura iluminante, pelo caminho florido da sabedoria trilhada e construída pelos grandes escritores, estrada esta que já foi conhecida e explorada por sábios leitores que com a leitura constante, puficaram suas almas da ignorância espiritual e intelectual que a visão humana afeta, cegando-a, nublando-a.

Sou o barqueiro angelical, que com meu barco poético te conduzirei para o outro lado deste rio, e o levarei ás margens da sapiência divina e humana, para poderes praticar o bem sem ver á quem. Comigo andam Dante Alighieri, Arthur Rimbaud, Monteiro lobato, Clarice Lispector, J.K.Rowling, C.S.Lewis,J.R.R. Tolkien, Oscar Wilde, e todos os escritores e poetas que deste mundo são santos profetas. Pegue em minha mão, entregue-me teu humano coração, e te levarei á paisagens lindas e nunca antes vistas nem por ti e nem por ser vivente algum, sim venha minha bela literatura conhecer, sou o teu anjo da guarda, sou o anjo da armada gloriosa da literatura iluminante, sou o anjo que vos ama, sou palavra,sou letra, sou o anjo construtor de sábias frases,eu sou,o que sou,sou o eterno anjo das letras. ( Faço minhas suas palavras ELTON NEVES, adoro le-lo)

http://recantodasletras.uol.com.br

criado por refain    12:22 — Arquivado em: Sem categoria
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