14 de setembro de 2008
“Carpe Noctem”
Hoje o destino mais uma vez me pregou uma peça, é estranho pois quando pensamos em desistir, sempre acontece algo que nos impulsiona para frente, seja uma vontade, uma possibilidade ou mesmo alguém que derepente cai de para quedas na vida da gente!
Meus dias têm sido cinzentos com algumas aberturas de sol, e hoje tive uma delas, começou tímida como uma réstia do pouco e esparco sol entrando pela fechadura e que no final já me fazia usar óculos escuros.
foi um longo e agradável papo com alguém que não conhecia, e que pra mim foi único e especial como se já conhecesse por anos a fio, acredito que isso possa acontecer, afinal de contas o que vale é "MAKTUB".
Não sei até que ponto é sábio viver o Agora
Esse, que chamam de Presente, que se tornou meu lençol, meu alimento
Que me faz trocar de calçada, pelo simples fato de querer fugir de um rosto
Uma fuga como aquela quando se evita o encontro com um inimigo
Que me faz guiar o carro por um caminho mais distante, para que a visão de um banco de praça não retorne à vida algumas lembranças…
É, não sei até que ponto também é sábio afirmar que futuro e passado não existem.
Mas, como eu queria que alguns certos dias pudessem retornar!
Se chegassem, eu os abraçaria como se abraça o vento
Os saudaria como ao meu primeiro sonho de criança
Mas, o presente regala-se no chão da varanda, molhando-se com a tímida garoa
E me faz ver que me sobraram apenas desejos contidos.. de deixar livre as confissões, aquelas… causadas pelo simples fato da tua chegada, mas preferi calar
O de um silêncio, aquele… pedido pela tua fragilidade, mas preferi soltar tolas e vazias palavras
E até mesmo o desejo de pôr aquela roupa especial pra te impressionar.. em uma noite que não chegou, com castiçais que não se acenderam em uma mesa que apenas ficou posta
Por isso, àqueles casais que entram agora na roda gigante do parque, dêem duas voltas
Aos que estão trocando os primeiros olhares agora… não se apressem nas palavras
E aos que neste momento selam as primeiras confissões, se demorem no olhar
Porque o Presente é gratuito, o Agora - mesmo fugaz - precisa ser bebido compassadamente, com prazer extenuado
Por isso, desculpa-me neste ‘Presente’, onde não compreendi ontem tua mudança de humor
Desculpa-me, neste agora, pelas madrugadas que hesitei em bater no teu portão e deixar-te uma rosa
Mas… se for possível, me faz novamente poder abraçar o vento
Me devolve a ingenuidade daquele sonho de infância.
E… se for possível, faz isso… nesse longo e breve Agora, nesse fugaz e intenso… Hoje.
Gosto quando é inverno, embora prefira a praia nos dias de outubro ou setembro.
Quando estamos em julho parece que o céu ganha uma nova luz e ficar no campo vendo as montanhas iluminadas pela luz do sol que reflete uma nova cor é fabuloso, as tardes depois da chuva ganham uma nova coloração, inclusive o ar recebe um novo tom de transparente refletido no cheiro.
Os dias se definem melhor, o meio dia torna-se mágico, o azul celeste ganha uma preciosidade no mínimo celeste, sem riscos de ser redundante, as manhas e as tardes tornam-se espetáculos de natural beleza. A cor é nova, o cheiro é novo, a vida mais uma vez se transmuta.
Vejo vindo um novo tom de canção; em cor; em vida!
ISSO QUE EU ESTOU TENTANDO FAZER, DECIDI VIVER O HOJE, O AGORA, PRESENTE CONSTANTE E INCONSTANTE… vamos ver no que vai dar
Afinidade acontece. Um mesmo signo, um mesmo par de sapatos caramelo, um mesmo livro de cabeceira. Afinidade acontece entre seres humanos. A mesma frase dita ao mesmo tempo, o diálogo mudo dos olhares e a certeza das semelhanças entre o que se canta e o que se escreve. Afinação acontece. Um mesmo acorde, um mesmo som, uma mesma harmonia. Afinação acontece entre instrumentos musicais. A mesma nota repetidas vezes, a busca pela perfeição sonora e a certeza das similaridades entre um tom acima e um tom abaixo. A incrível mágica acontece quando os instrumentos musicais descobrem afinidades humanas entre si no mesmo instante em que os seres humanos descobrem afinações musicais dentro deles mesmos.
Sabe qual é o meu sonho? è sentar em um café na Espanha, de onde se dê pra ver o mar, sem entender uma palavra do que estão falando, sem conhecer ninguém e apenas escrever…
Sei que quase ninguém lê o que eu escrevo, mas… Não tem importância, escrevo, pra mim mesmo, de mim para mim, sem a pretensão de ser escritor, apenas com o intuito de aliviar minha alma.
hoje descobri muitas coisas, os dias que se passaram foram um tanto internamente tumultuados, a minha cabeça da voltas no mesmo lugar e já nem sei quanto tempo faz que estou aqui olhando a praia.
Tentei varias vezes achar o meu futuro e quantas cartas ainda tenho guardado na minha gaveta, cartas de mim para mim mesmo, num dialogo silencioso, aguardo uma resposta, talvez a resposta da vida… Acredito, sempre acreditei que minha existência não era a toa…
Queria alguém que me chamasse de querido, sinceramente queria muito ser o querido de alguém, as pessoas que passaram pela minha vida vestiam máscaras o tempo todo, aprendi, sim, com cada uma delas, do pouco ou do muito que me deixaram nestes anos afora. Pedidos silenciosos de socorro, garrafas de SOS lançadas no mar, sempre, todo domingo quando sento na pedra no canto da praia.
Os cavalos sempre vão em direção do oceano, nem sei onde ouvi essa frase mas, concordo com ela, me sinto um pássaro voando sobre o mar, na verdade queria me jogar, dar um razante so pra sentir o respingo das ondas no meu rosto.
Amanha vou mais uma vez em direção ao meu futuro, decidi por impulso, sou muito impulsivo, meu coração esta dividido em quatro partes…
O passado, que foi ótimo, os momentos dele estão de certa forma vivos na memória e sinceramente, é difícil deixa-lo ir.
A certeza, que me deixa atônito e que não me entusiasma mais do que o momento em que estou seguro em teus braços, mas que é previsível demais.
a inconstância, que na verdade é o que não posso possuir, tenho nas mãos como um punhado de areia que qualquer vento ou onda leva embora, mas que volta a mim quando sente saudades.
e por fim a quarta parte, esta talvez a mais importante é a indecisão, afinal, passei os últimos quinze anos sonhando com isso, essa pessoa talvez nem saiba a importância que tem pra mim ou talves até saiba, mas está humanamente seco e indeferível ao amor, mas um dia, junto ao mar, que vai ser pra sempre o meu mar, o sonho de fez realidade e pudemos desfrutar desse sentimento que não durou mais do que a brevidade da noite e do dia que se seguiu, e ontem repetimos a dose no mesmo entusiasmo inebriante que só os amantes possuem, e a explosão eclodiu no meu peito e percebi que não tenho a estrutura necessária para a quietude do meu coração.
Habito tantos mundos, que se fosse contar por quilômetros, daria uma dez voltas ao redor da terra.
E a duvida do sentimento é o que me deixa mais aflito e descobri que a solidão se faz necessária as vesez, acho que estou, como definem algumas filosofias, "evoluindo"
Arrumando a bagunça interna pra poder ter quem sabe um novo inquilino, a cada respirar a carga de vida que sai é grande o bastante, mas a que entra é maior ainda e hoje estou me sentindo bem, olhando a imensidão azul pela janela do décimo primeiro andar, as pessoas todas passando,internas, absorvidas pela cor alaranjada que colore toda a extensão da praia.
Volto a escrever pra você, alias, acho que sempre escrevi pra você, e quando falo você, estou me referindo a mim mesmo, pois quando abro o blog, depois de dias e leio o que escrevi, descubro sempre uma nova maneira de encarar a vida.
Penso que estes textos que escrevo, nem sempre de maneira correta, confesso, caem nas mãos de quem tem que cair e sempre fico contente com algum comentário, alguns vão me achar tolo, mas a sensibilidade com a aqul escrevo deve conseguir alcançar o coração de algumas pessoas, esta é a inteção maior, apesar do meio cibernético, a principal inteção é poder me rever, analizar e como disse a minha amiga Yara dia desses "Escrever Devaneios em voz alta".
Sempre ouvi diser que se dissermos palavras ao vento elas um dia voltarão para nós e é exatamente o que faço agora…
espero poder decidir qual das partes do meu coração vou dar a prioridade necessária, aguardando a sequencia de fatos….
Nossa, minha mão doeu rsrsrs, perdoem a extenção do texto!!!
criado por refain
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