10 de fevereiro de 2009
palavras ao vento
“De ontem em diante serei o que sou no instante agora
Onde ontem, hoje e amanhã são a mesma coisa
Sem a idéia ilusória de que o dia, a noite e a madrugada ]
[ são coisas distintas
Separadas pelo canto de um galo velho
Eu apóstolo contigo que não sabes do evangelho
Do versÃculo e da profecia
Quem surgiu primeiro? o antes, o outrora, a noite ou o dia?
Minha vida inteira é meu dia inteiro
Meus dilúvios imaginários ainda faço no chuveiro!
Minha mochila de lanches?
É minha marmita requentada em banho Maria!
Minha mamadeira de leite em pó
É cerveja gelada na padaria
Meu banho no tanque?
É lavar carro com mangueira
E se antes um pedaço de maçã
Hoje quero a fruta inteira
E da fruta tiro a polpa… da puta tiro a roupa
Da luta não me retiro
Me atiro do alto e que me atirem no peito
Da luta não me retiro…
Todo dia de manhã é nostalgia das besteiras que fizemos ontem…”
Uma pessoa especial me falou sobre a paixão
Disse que é forte e incontrolável, como um tufão
Sempre adorei chuva, relâmpago, tempestade
Mas acho que agora criei receio com a idade
O que sentimos de bom ou mau, não devemos lamentar
Seria bom se, o coração, pudéssemos controlar
Encheria algumas pessoas de promessa boa
E, a outras, não daria ouvidos à toa
Vivemos num mundo de descontroles controlados
Alguns são mais “certinhos”, outros mais “descolados”
Ainda desejo e admiro o tufão, apesar do receio
E é ele que busco a cada dia no meu meio
É horrÃvel ter de parar quando ainda me sinto em movimento
Voar, flutuar, em alta velocidade, ainda tento
O curso “como aprender a voar” é uma barganha
Mas o de “como cair sem se machucar” não o acompanha…
Gente! tenho respirado tanto no saco ultimamente, mas tem me ajudado bastante, não me sinto mais com nitroglicerina pura, prestes a explodir a qualquer momento…
Eu aderi a moda de respirar no saco!!!!
Os Hindus contam uma história bonita. No princÃpio dos tempos, uma
grande nuvem espiritual envolvia o mundo constituindo a essência
suprema, e cada criança, ao nascer, recebia uma generosa parcela
deste misterioso ectoplasma que descia sobre ela e passava a ser
sua alma. Com o passar dos séculos, as populações foram aumentando
e já não havia grandes porções de alma para dividir com todos os
que nasciam. Então começaram a aparecer na terra milhares, milhões
de pessoas com almas pequenas. Mas até hoje, de vez em quando,
um engano acontece, e ainda sobra um pedaço maior de alma para
determinados seres humanos. Assim nascem, aqui ali, criaturas de
almas grandes. Pôr toda parte, na terra, em paÃses diversos, essas
pessoas de almas grandes se reconhecem e se atraem ao se verem
pela primeira vez. São em geral simpáticas, inteligentes, honestas,
e se identificam imediatamente uma com as outras, como se fossem
irmãs. Os casos de amor ou amizade à primeira vista, constituem
provas concretas de que estas grandes almas existem. A angústia
de viver está em que, no caso de sermos almas grandes, passamos
as vezes uma vida inteira sem encontrar nossas parceiras genuÃnas,
aquelas pessoas perfeitamente aptas a se identificarem conosco, a
tornarem-se nossas maiores amigas, ou nossas grandes paixões.
E podem estar a nossa espera ali na esquina, ou num bairro que não
freqüentamos, numa cidade que não visitamos. Todos deveriam falar
com todos, sem constrangimentos, e tentar aproximações novas e
freqüentes. O mundo seria bem melhor se qualquer pessoa desconhecida
dissesse em plena rua: “TaÃ… gostei de você…vamos tomar um café”.
criado por refain
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