Cenas da Vida Urbana

Textos escritos nas solitárias noites sem luar

27 de abril de 2009

o Dia em Que te Conheci

 

Lembro-me como se fosse hoje!
Está bem nítido nas páginas da minha memória,
O dia em que te conheci.
Era um dia lindo!
Diferente dos demais,
Especial!
O sol brilhava mais intensamente naquele dia,
Como que anunciando a sua chegada.
Parecia que algo especial aconteceria naquele dia,
E aconteceu!
Quando você surgiu compreendi:
Era você a razão daquele dia ser diferente,
Especial.
Tudo conspirava pra eu encontrar você.
O sol…
…que deslizava no céu por entre nuvens brancas e tornavam o dia mais belo e agradável.
A brisa…
…que soprava suave e trazia de longe a fragrância exalada pelas flores.
Toda beleza daquele dia era um prenúncio,
De que algo mais belo ainda estava para se revelar: você!
Quando te vi…
Meu coração disparou,
O pulsar do meu coração elevou-se ao extremo.
Uma alegria intensa,
Um desejo incontrolado de te conhecer,
Saber quem tu eras,
De onde vinhas,
E onde moravas.
Lembro que te olhei.
Olhei…
…até você sumir no horizonte.
Fiquei profundamente feliz ao perceber que você também notou a minha presença.
Senti uma emoção profunda,
Um gozo inexplicável.
Compreendido apenas por aqueles que sabem o que é amar.
Quando nossos olhares se cruzaram,
Vibrei…
…vibrei ao perceber que um tímido sorriso brotou dos seus lábios.
Tímido sim,
Porém, forte o suficiente para despertar em mim uma chama ardente.
Chama essa que abrasava meu peito e fez daquele dia,
O dia mais especial,
Mais marcante.
Ahhhhh, aquele dia…
Aquele foi o dia,
O dia em que te conheci!
criado por refain    19:07 — Arquivado em: Sem categoria

22 de abril de 2009

aprendi a te aprender

Eu gosto de aprender. Aprender pra dentro, de dentro. Entender as sintonias, as verdades que pulsam de dentro pra fora. Gosto de estar em vários lugares ao mesmo tempo, mas o lugar que ultimamente mais me sinto confortável é aqui dentro de mim. Por quê? Porque aprendi a me aprender novamente. Aprendi a aprender meus medos, minhas verdades, meus resquícios, meus cantos. Aprendi a aprender que o mais importante é o que a gente sente e o que vem de dentro, que se perpetua pela eternidade e nos faz brilhar cada vez mais. Aprendi que aprender a entender isso é deixar que ninguém consiga desfazer seu Eu, que todos os dias é um novo aprendizado de si mesmo. Um amontoado de idéias e sentimentos necessários e desnecessário que precisam ser aprendidos por nós sobre nós mesmos.

Aprendi que aprender a si mesmo também compreende aprender o outro. Aprender seus movimentos, seus olhares. Aprender a entender o ritmo de cada ser humano, o ritmo de suas respirações, do seu modo de viver. Aprendi que ditar o ritmo para que os outros compreendam o nosso é pura ilusão e que quanto mais tentamos fazer isso, mais as pessoas afastam-se da gente. Aprendi que o tempo é um aliado forte e que quando você consegue entender as voltas que ele faz nem sempre se desespera, mas sim, procura aprender o que ele tem a dizer. E venta forte o tempo. Como venta aqui dentro.

Porque amo o vento e a forma com que ele conduz os detalhes dos nossos cabelos. Como ele bate no nosso rosto fazendo-nos aprender que o vento só existe por que a gente sente. Sentir. Entender. Aprender.
Aprendi que aprender a si mesmo é a maior verdade e que a partir disso conseguimos entender o mundo e O OUTRO que está ao nosso lado, respeitando pura e piamente o tempo de cada um.

Aprendi a te aprender também

criado por refain    19:02 — Arquivado em: Sem categoria

10 de abril de 2009

CarpeDiem

 hoje o destino mais uma vez me pregou uma peça, é estranho pois quando pensamos em desistir, sempre acontece algo que nos impulsiona para frente, seja uma vontade, uma possibilidade ou mesmo alguem que derrepente cai de para quedas na vida da gente!

Meus dias tem sido cinzentos com algumas aberturas de sol, e hoje tive uma delas, começou timida como uma réstia do pouco e esparco sol entrando pela fechadura e que no final já me fazia usar oculos escuros.

foi um longo e agradavel papo com alguem que não conhecia, e que pra mim foi unico e especial como se já conhecesse por anos a fio, acredito que isso possa acontecer, afinal de contas o que vale é “MAKTUB”.

Não sei até que ponto é sábio viver o Agora
Esse, que chamam de Presente, que se tornou meu lençol, meu alimento
Que me faz trocar de calçada, pelo simples fato de querer fugir de um rosto
Uma fuga como aquela quando se evita o encontro com um inimigo
Que me fazguiar o carro por um caminho mais distante, para que a visão de um banco de praça não retorne à vida algumas lembranças…

É, não sei até que ponto também é sábio afirmar que futuro e passado nãoexistem.
Mas, como eu queria que alguns certos dias pudessem retornar!
Se chegassem, eu os abraçaria como se abraça o vento
Os saudaria como ao meu primeiro sonho de criança

Mas, o presente regala-se no chão davaranda, molhando-secom a tímidagaroa
E me faz ver que me sobraram apenas desejos contidos.. de deixar livre as confissões, aquelas… causadas pelo simples fato da tua chegada, mas preferi calar
O de um silêncio, aquele… pedido pela tua fragilidade, mas preferi soltar tolas e vazias palavras
E até mesmo o desejo de pôr aquela roupa especial pra te impressionar.. em uma noite que nãochegou, com castiçais que não se acenderam em uma mesa queapenas ficou posta

Por isso, àqueles casais que entram agora naroda gigante do parque, dêem duas voltas
Aos que estão trocando os primeiros olhares agora… não se apressem nas palavras
E aos que neste momento selam as primeiras confissões, se demorem no olhar
Porque o Presente é gratuito, o Agora - mesmo fugaz - precisa ser bebido compassadamente, com prazer extenuado
Por isso, desculpa-me neste ‘Presente’, onde nãocompreendi ontem tua mudança de humor
Desculpa-me, neste agora, pelas madrugadas que hesitei em bater no teu portão e deixar-te uma rosa
Mas… se for possível, me faz novamente poder abraçar o vento
Me devolve a ingenuidade daquele sonho de infância.
E… se for possível, fazisso… nesse longo e breve Agora, nesse fugaz e intenso… Hoje.

Gosto quando é inverno, embora  prefira a praia nos diasde outubro ousetembro.
Quando estamos em julho parece que o céu ganha uma nova luz e ficar no campo vendo as montanhas iluminadas pela luz do sol quereflete uma nova cor é fabuloso, as tardes depois da chuva ganham uma nova coloração, inclusive o ar recebe um novo tom detransparente refletido no cheiro.
Os dias sedefinem melhor, o meio dia torna-se magico, o azul celeste ganha umapeciosidadeno minimo celeste, sem riscos de ser redundante, as manhas e as tardes tornam-seespetaculos de natural beleza. A cor é nova, o cheiro é novo, a vida mais uma vez se transmuta.
Vejo vindo um novo tom de canção; em cor; em vida!

ISSO QUE EU ESTOU TENTANDO FAZER, DECIDI VIVER O HOJE, O AGORA, PRESENTE CONSTANTE E INCONSTANTE… vamos ver  no que vai dar

criado por refain    1:11 — Arquivado em: Sem categoria

8 de abril de 2009

“Quais dos muitos eus sou eu?”

 

“Na dor e na saudade escrevi algumas das minhas maiores linhas (sem pretensão alguma e nenhum pedantismo), podem não ter tido valor para outra pessoa, ou terem sido consideradas como fonte de inspiração para outro autor, no entanto nunca deixarão de ser consideradas e de conter partes de mim: ‘ruins’ e ‘boas’.” (Rosangela_Aliberti) 

 Ao contrário do que muitos podem pensar, não sou um personagem perdido no tempo e no  nespaço, sou um sopro do: Vento… Tenho a nítida 
a sensação que sou os personagens que (re)crio, leio e releio, tendo a consciência que sou todos ao mesmo tempo manejando o circuito da atemporalidade… no revirar memórias, caem no buraco de outrora neste momento tudo se revira em um redemoinho de pura poesia… as palavras, os gestos só faltam ver as sílabas dobrando as ruas, as curvas nas esquinas… faz tempo que sou assim. Por exemplo: amanheço crescendo flor; no pôr-do-sol me ajunto com passarinhos; ao falar com a lua viro adolescente e madrugada sou homen do silêncio. 
No instante que pensam que sou espinho… sou a pétala, vejo o espinho engolindo a flor consumida em labaredas me agito como se estivesse queimando, uma verdadeira sarça ardente que compreende as dores dos amigos, parentes e desconhecidos nos corredores dos hospitais reais e imaginários… É, neste exato momento que tenho que me revirar no 
sorriso ingênuo das crianças, sou as tranças das meninas que voam no impulsionar das gangorras, sou a tinta que escorre o rosto dos palhaços, sou a lágrima… sim sou uma lágrima, com gosto de ferrugem ou de sal 
que se retransforma em gota de orvalho todas as manhãs quando não se vê um o raio da solidariedade por perto… procuro pelo amarelo, desenhando as flores da coragem, brigo com o diabo e daí estupidamente me torno totalmente ka-mi-ka-zê. Talvez seja esta uma das partes no 
processo. Quando algo me ‘incomoda leio mais e mais’ a respeito me enfiando no interior da cidade, no ponto certo da overdose, até enjoar.

Será que pouca gente percebe que no meio dos labirintos, o egocentrismo se perde???
 
Sou meio homen-bomba finco a espada em mim mesmo, antes que o façam… por pura defesa. Com noção que a arrogância deve cair um dia pedestal. Eu me ouço. Não sei se os outros estão me ouvindo, 
mas escrevo talvez para outros náufragos.
 
Quais dos mamíferos racionais vivos da natureza fariam isto? Conheço, vários que tem um movimento quase automático, é como se estivesse no interior de algum ‘nenhum’ que pensa que não é ninguém mas é algum.
Pois transpira poesia e a Arte tem a Magia de nos fortalecer em dias dos jogos de guerra. 

Nestas horas não sou uma phoenix que renasce das cinzas, sabe porque? 
A phoenix estaria no alto da pira antes morrer, nunca me vi como deus… 
apesar de escrever com ‘todos os deuses greco-romanos’, não sou as cinzas… sou gente que pensa e com a imaginação se elabora… logo 
posso ser o nada… a Magia está aqui. E no ser ou não ser, com a mão
no crânio e no osso de Shakespeare, que se sente no interior de um nada, SER o nada… quando sou o nada, posso imediatamente me tornar em tudo aquilo que desejar, nestas horas é que vejo a nitidimente a vida, ‘a morte realista’ roda por perto é chegada a hora do descanso… encosto na primeira árvore:
- Bom dia, árvore!
Se descansasse numa rede:
- Boa tarde, rede!
Se descansasse num barranco:
- Boa noite, barranco…!
Oi cama! Oi túmulo! Posso ser um túmulo, de pedra? Com licença dona pedra! …Pedras me lembram Drummond e hoje e ‘nunquinha da Silva’ 
serei a inscrição da lápide de alguém, entenda bem não tenho este poder, não sou a pedra no seu sapato a menos que você me conceda este poder; sigo estes versos de Mario Lago: ‘Gosto e preciso de ti./Mas quero logo explicar/ Não gosto porque preciso/ Preciso sim, por gostar’. Prefiro ser 
um favo de mel nas mãos dos ursos e da molecada… que se agita procurando Pasárgada… 
No dia seguinte tudo será diferente, tem gente que tem gosto em ver as pessoas serem colocadas para baixo, a minha maior satisfação está em levantar as pessoas, por que?
Talvez, porque seja muito mais difícil dizer um: ‘sinto muito’; talvez
porque seja desafia_dor lidar como o medo, a vergonha, a raiva, a ansiedade e as tolas culpas e preocupações que se enroscam na mente 
de uma horinha para outra, talvez porque quando escrevo sei que procuro desvirar e revirar mil carapuças e estas neste ou naquele exato momento necessariamente não foram dirigidas à VOCÊ. Porém podem conter partes de você. Como descreve a frase de Gustave Flaubert,
“O autor na sua obra, deve ser como Deus no universo, presente em 
toda a parte, mas não visível em nenhuma”

Ipsis litteris*, não nasci para tecer críticas, mas no entanto preciso 
aprender, não se pode ser um bom samurai sem compreender as 
artimanhas dos ninjas, aprendo aos poucos a afiar a língua, escrevendo 
o que sinto, o que vejo e o que percebo procurando estar ligado no inconsciente coletivo, do dia, semanas ou meses… …um inseto se debate nas paredes de meu quarto antes de eu dormir naquele momento, ‘pode’ estar me dizendo alguma coisa… compreende a amplitude de um haicai voltado para a Natureza?! 
Será que preciso mais de pitadas de aranha ou de abelha?
De mariposa ou borboleta? Será que alguém já se sentiu assim?
Ou escrevo ou não durmo em paz comigo mesmo, não escrevo e 
escreverei somente por pura teimosia ou demonstração (?) escrevo 
porque algo ‘na minha natureza’ em estado de uruboros me força e ponto quase final:  Boa sorte hoje e sempre… esse é o princípio da amizade e de sentir bem mental, fisicamente e espiritualmente acredite se quiser encadeamentos de pensamentos se encontram interligados da mesma forma que a necessidade que o ser humano tem de se auto-perdoar… 

Se uma de minhas palavras servirem como fonte de inspiração para alguém que 
sejam para uma mudança positiva transformando o que foi percebido no momento como fel, em algo doce como o mel, é sinal que ocorreu uma neutralização, este é um pequeno exemplo da ’solução alquímica homeopática através das letras’ não sei quem é o dono desta frase:
‘O mel mais doce nem sempre está na árvore mais alta’, mas sei que esta frase satisfaz minh´alma de formiga no grande mundo das letras, sentindo o peso das folhas da vida ando mais feliz caminhando em com_ passos curtos… sentindo no rosto o sopro do vento!
Mesmo assim uma força estranha me diz para convidar alguém: VEM!
Continue a escrever. 
Repita: - Se um dia tentarem  ’matar’, sobreviverei. 

Agora sei que poderei dormir na rede em paz… com uma frase de 
Graciliano Ramos em mente:”Só posso escrever o que sou. E se os personagens se comportam de modos diferentes, é porque não sou 
um só”

 

criado por refain    1:39 — Arquivado em: Sem categoria
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