Cenas da Vida Urbana

Textos escritos nas solitárias noites sem luar

26 de setembro de 2009

zomzobulos

Hoje fiquei olhando da minha janela as ondas desse mar que iam e vinham num descompasso alucinado, ainda estou absorvendo as mudanças repentinas que ocorreram em minha vida neste ultimo mes, aqui do outro lado do atlantico onde tudo reflete uma nova cor nestes dias de verão que ja está quase tardando, o outono se aproximando neste hemisfério tào longe de casa, ainda custo a acostumar com as cortinas listradas, lusitanas…

As ruelas da minha cidade ainda me assustam e parece que a qualquer momento surgirá um personagem desses filmes de terror em minha frente, afinal é dificil acostumar os olhos ao que nào se conhece inteiramente, as coisas todas diferentes, mas estranamente ja conhecidas, a angustia de viver preso ao que ja se está inteiramente acostumado…

as paisagens que vejo através destes vagões são tão familiares e o clima aqui é tão seco que minhas narinas ardem a cada respiração, suas aguas tão geladas, seu calor insuportavel e meu coração ainda queima… coisas cotidianas que eu ainda estou me acostumando, uma vontade de sair para o nada, alias o nada tem estado a minha frente, como se não houvesse paisagem bonita o suficiente para alegrar meu coração, a vontade de sair por ai, explorando o que ja foi descoberto e me encontro devaneando nesta janela perto do mar onde vejo o cotidiano da cidade a passar como um raio, como se tudo se movesse numa velocidade impressionante que eu não sou capaz de acompanhar.

A saudade de casa aperta o peito, mas eu escolhi meu caminho e sei que vou seguir adiante, as veses com seu mau humor, as veses sem ele, ja estou acostumando aos velhos habitos, o que de mim, o que de voce, e nos completamos de alguma maneira nesta velha cidade histórica cheia de memórias impregnadas em cada parede desses becos diagonais que não saem em lugar nenhum.

Resolvi, e assim por resolver, adiquiri a experiencia que me faltava na falta de atitude que me empedia de seguir em frente, começos sào sempre dificeis mas tenho a teoria, voce tem alguma pratica e assim temos tentado nos completar, nos aturar nestes dias que se arrastam numa velocidade impressionante.

Continuamos fazendo planos…planos pra agora, planos pra mais tarde e cada um deles com um significado diferente, e a cada dia que acordo neste novo lugar é uma esperança a mais para recomeçar, buscar as atitudes que precisava ter cada ves que percebia que não era mais a criança que fui um dia a brincar no quintal úmido da casa da minha avó.

Cavalos selvagens sempre correm em direção ao oceano e hoje compreendi o significado disso, os seres humandos não nasceram para serem domados, nem tão pouco domesticados, eles Nasceram para serem livres e tal qual como a lição que ainda estou aprendendo…

sou um pouco pessimista, é verdade mas a verdade que agora ecoa em meus ouvidos me faz ver que as coisas mudam de direção como muda o vento e ja me sinto a vontade em meio as paisagens dessas ruelas sem fim, aqui contruirei a base dos meus pensamentos futuros, coisas que nunca antes tive coragem nescessária pra fazer… penso muito, talves esse seja meu maior defeito, custo pra chegar a ação… mas este ano, resolvi, chegarei a isso o mais breve possivel, e ja nào me sinto perdido em meio a tantos dialetos que antes não compreendia… descobri… sinto-me vivo… e de hoje em diante, segurando finalmente as rédeas do meu destino, vou seguir em frente… vevendo cada momento meu, e não como um coadjuvante…De ontem em diante serei o que sou no instante agora
Onde ontem, hoje e amanhã são a mesma coisa, sem a idéia ilusória de que o dia, a noite e a madrugada são coisas distintas… Todo dia de manhã é nostalgia das besteiras que fizemos ontem… Vivemos num mundo de descontroles controlados
Alguns são mais “certinhos”, outros mais “descolados”
Ainda desejo e admiro o tufão, apesar do receio. E é ele que busco a cada dia no meu meio é horrível ter de parar quando ainda me sinto em movimento, Voar, flutuar, em alta velocidade, ainda tento …

Eu gosto de aprender. Aprender pra dentro, de dentro. Entender as sintonias, as verdades que pulsam de dentro pra fora. Gosto de estar em vários lugares ao mesmo tempo, mas o lugar que ultimamente mais me sinto confortável é aqui dentro de mim. Por quê? Porque aprendi a me aprender novamente. Aprendi a aprender meus medos, minhas verdades, meus resquícios, meus cantos. Aprendi a aprender que o mais importante é o que a gente sente e o que vem de dentro, que se perpetua pela eternidade e nos faz brilhar cada vez mais. Aprendi que aprender a entender isso é deixar que ninguém consiga desfazer seu Eu, que todos os dias é um novo aprendizado de si mesmo. Um amontoado de idéias e sentimentos necessários e desnecessário que precisam ser aprendidos por nós sobre nós mesmos.

Aprendi que aprender a si mesmo também compreende aprender o outro. Aprender seus movimentos, seus olhares. Aprender a entender o ritmo de cada ser humano, o ritmo de suas respirações, do seu modo de viver. Aprendi que ditar o ritmo para que os outros compreendam o nosso é pura ilusão e que quanto mais tentamos fazer isso, mais as pessoas afastam-se da gente. Aprendi que o tempo é um aliado forte e que quando você consegue entender as voltas que ele faz nem sempre se desespera, mas sim, procura aprender o que ele tem a dizer. E venta forte o tempo. Como venta aqui dentro.

Porque amo o vento e a forma com que ele conduz os detalhes dos nossos cabelos. Como ele bate no nosso rosto fazendo-nos aprender que o vento só existe por que a gente sente. Sentir. Entender. Aprender.
Aprendi que aprender a si mesmo é a maior verdade e que a partir disso conseguimos entender o mundo e O OUTRO que está ao nosso lado, respeitando pura e piamente o tempo de cada um.

Aprendi a te aprender também

criado por refain    13:44 — Arquivado em: Sem categoria

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