Cenas da Vida Urbana

Textos escritos nas solitárias noites sem luar

29 de outubro de 2009

Som e Fúria

 

Espero que o mundo mude, não suporto mais a morosidade, a passividade e a incoerencia dos que me cercam.
Espero que eu mude, não suporto mais minha fragilidade, meu medo e minha
estagnação diante do mundo.
Somos todos filhos de herois decadentes, passamos pelo mundo, seguindo trilhas obscuras, caminhos dificeis e escolhas incertas, meu coração entre casa, esperas, predios, livros e palavras acaba se perdendo e se distraindo, a causa de ser quem sou é imaterial.
estamos a muito tempo em busca de respostas, meu coração não é palpavel a mim mesmo vemos agora um mundo diferente onde a espera angustiante dos dias sem sol, me perseguem, quero te rencontrar numa praia, antes que seja cedo, ou tarde, seus dias me esperam.
Para onde eles foram? Para onde eu fui?

Nos encontramos na noite passada e pudemos falar um pouco sobre os ultimos acontecimentos, não quis ser verdadeiro, pois, assim, poderia evitar dramas maiores.
O motivo certo de nosso encontro, não lembro.
Nunca estivemos ali quando ainda eramos jovens.Naquele instante foi necessário, eram nossas inconstantes verdades. Não fui verdadeiro, já disse, procurei embora que tardiamente ser sincero comigo mesmo.
A hora ja avança, nós partimos e eu fui.
Incontantes, incongruentes, nós mesmos, incertos,humanos, indecisos, presentes, em nós mesmos.
Certos de nossas grandes diferenças e distâncias, a passos largos partimos. castrado.

Ontem um amigo me contou coisas sobre aquele homem que ia ao me lado no trem. pude pensar melhor sobre a minha conduta, seu olhar e seu cheiro.
Pensei mais sobre as paisagens vistas através daquele frio vagão que cortava a Europa.
Estivemos tão proximos quanto mais distantes poderiamos estar, amanha prometo que te ligo!
Ando meio sem tempo, desligado, triste e ansioso.
Mas, com o tempo eu aprendo! Os homens e os trem em que eles vão sempre passam!

criado por refain    21:25 — Arquivado em: Sem categoria

24 de outubro de 2009

Última carta pra você

Sinto por ter demorado tanto a escrever…

É como se eu estivesse perdido, sem rumo, sem bússola.

Vivo colidindo com as coisas, um pouco maluco, acho.

Nunca estive perdido antes, Você era meu norte.

Sempre soube o caminho de casa, quando você era a minha casa,

Me perdoe por ter ficado tão nervoso e não ter tomado nenhuma atitude quando você resolveu ir embora, quando você partiu, chorei de verdade, foram lagrimas carregadas por um sentimento que nunca antes havia sentido na vida, mas ja era tarde, você reorganizou sua vida. e eu a minha.

Mas o destino continua nos cruzando, periodo difícil aquele….

Eu ainda acho que cometemos alguns erros… e espero que DEUS os repare.

Mas, estou melhor, o trabalho me ajuda, acima de tudo, você me ajuda.

Você apareceu em sonho ontem, com aquele sorriso, que sempre me prendia como um amante, embalava como uma criança.

Tudo que me lembro do sonho, é uma sensação de paz.

Acordei com essa sensação, e tentei mante-la enquanto foi possivel.

Estou escrevendo para dizer que estou viajando rumo a essa paz.

E para dizer que sinto por muitas coisas.

Sinto por não ter cuidado melhor de você, para que nunca tivesse um minuto de frio, medo ou doença, por ter deixado que você fosse, mesmo querendo desesperadamente que você ficasse.

Sinto não ter buscado com afinco as palavras para expressar o que eu sentia.

Sinto não ter concertado as coisas para nós, estou tentando concertar agora.

Sinto por todas as veses que discutimos e por ter alguma hora brigado com vc.

Sinto por ter deixado você partir da minha vida, Sinto por não ter pedido mais desculpas, quando era nescessário e até quando não era, eu era muito orgulhoso e arrogante.

Sinto por não ter feito mais elogios, a tudo o que vestia e maneira como penteava o cabelo.

Sinto não te-lo abraçado com tanta força que nem DEUS poderia tira-lo de mim. Espero um dia te encontrar de novo

Com todo amor do meu coração, R.

criado por refain    11:20 — Arquivado em: Sem categoria

17 de outubro de 2009

MIRAGEM

É estranho quando se esta em processo constante de mudança, após alguns meses de preparação as coisas acontecem numa velocidade impressionante, em meio a cambios, dinheiro e moedas estrangeiras, já não sei se o lugar onde estou cabe dentro de mim e depois de ontem a conversa que tive foi reconfortante, estou novamente contruindo colunas pra me sustentar, as vezes pareço dificil de entender, na realidade as vezes nem eu me entendo, mas passo os dias a te compreender, compreender o que sentes o que falas quando estamos no nosso mundinho particular e intrasponivel aos olhos dos outros, neste turbilhào de emoçoes me agarro a vc como para me salvar de um afogamento, como se seu ponto de apoio fosse meu ponto de equilibrio, mesmo quando caminhava na praia, no vazio, era em voce que eu pensava, era por voce que tinha um futuro pela frente, e quando entramos em certos questionamentos cotidianos não quero que voce engula goela abaixo o meu ponto de vista e sim que cheguemos a um denominador comum, me sinto vivendo numa coisa surreal, aprendendo a teaprender a cada momento vivido compartilhando coisas com voce e comigo mesmo, conseguindo submergir, deixando vir a tona desejos nunca realizados, tenho certeza que nosso tempo vai chegar, ja está chegando, na verdade estamos vivendo-o agora e ele se chama presente, mas voce insiste em deixar agumas coisas pra mais tarde…

Hoje quando retrocedi alguns  anos de minha existencia, percebi algumas coisas obscuras que so hoje vieram a luz, como se eu tivesse entrado debaixo de uma cachoeira e que a agua tivesse levado todos os meus temores, hoje me sinto completo, consciente de minhas ações, ja não preciso daquela terceira perna que me amparava, até o buraco negro que se instalava no meu estomago  cada vez que não concordavamos em algum ponto desapareceu… ja posso fazer novos planos, ja estou tecendo novos rumos, e voce tem a opção de estar ao meu lado se quiser, mas… e o mas sempre vai me acompanhar, voce não consegue romper sua concha protetora e infelizmente não posso abri-la como se abre uma garrafa de vinho, estou observando do lado de fora, como uma galinha a espera de seu ovo chocar… acredito em voce, se não acreditasse não haveria o porque de estarmos aqui onde o mar é mais gelado…

Hoje estou aqui novamente olhando a imensidão azul, do terraço branco, as pessoas la em baixo todas envoltas em suas vidas e eu aqui sentado no parapeito com os pés pra fora, sentindo o vento bater contra o meu rosto, nunca fui assim tão nú, quanto estou sendo agora, nem no dia em que nasci, os telhados todos de vidro, se quebrando pouco a pouco e a voz me chamando está cada vez mais longe, queria poder voar, flutuar, mas o peso dos meus pensamentos me deixam fincados no chão, o telefone tocou, mas mais uma vez foi engano, quanto tempo vou esperar pela decisão de ser eu mesmo, de sentir sem medo o que quero sentir, dedecompor todos os meus sonhos em alguma escritura inútil, a agua da banheira ja está quente e passei, confesso, a tarde inteira imerso em meus pensamentos, adoro a tempestade, embora nem sempre saiba lidar com raios e trovões, queria muito saber onde estão localizadas as saidas de emergencia, me sinto meio caustrofobico aqui, olhar todas as paredes brancas, os janelões de onde vejo o mar e a cidade fervilhando em cultura, trabalho amores e desamores.
Ontem, ja era madrugada, andei pela rua sentido a brisa e depois de muito tempo me senti leve, queria correr para os seus braços, e te reconfortar no meu abraço , nem tão perto do meu mar, mas voce insisteem contruir muros altos pra que eu possa transpor, e voce sabe do meu medo dealtura… sempre vez ou outra aconteçe o imprevisto e acabamos nos adiando mais uma vez…
As aulas de piano que tive quando criança, com aquela velha professora que morava a dois quarteirões da minha casa ainda estão na milnha lembrança, assim como as musicas que aprendi nas  aulas que tive, confesso o que me atraia era a polenta frita queela fazia, tento gritar mas todos estão ocupados demais, cansados demais, ou simplismente não tem tempo pra isso, estou me afogando em mim mesmo
Os mergulhões da praia… desenhar na areia a vida perfeita, junto ao castelo que estou tentando construir, o passado foi embora, e o vento que bate no parapeito é forte, mas ja consigo ver algumas estrelas no céu, vou assim, andando , trocando passos , os momentos meus, todos vividos, aquietados, indefiridos, amanha volto a ação…
As pessoas diferentes säo aquelas que enxergam a vida e o mundo de maneira diferente..
Conseguem enxergar oportunidades nas crises.
Comprometem-se. São polidas e educadas e além da “boa intenção” tem muita sensibilidade e empatia para colocar-se no lugar das outras pessoas. Elas ouvem, mais do que falam. Elas respeitam as opiniões alheias. Elas sabem dizer “eu não sei” e dizem com freqüência “eu nãocompreendi…”. São pessoas simples e objetivas. Falam e agem com simplicidade e têm muito foco em tudo o que fazem. Daí a “diferença”. A diferença positiva está mais nasimplicidade do que nacomplexidade, mais na humildade do que na arrogância, mais no “ser” do que no “ter”
Sou assim… vida…poesia…autencidade…
Odeio o caos, mas flerto com ele.
Eu analiso, me adapto e supero. Tenho vindo aqui diariamente, a casa está cheia, todas as pessoas, egoistas, presas somente no presente que as rodeia, paredes, todas sólidas, subindo dia a dia em volta de mim, os soluços, todos contidos, esquecidose a cidade não cabe em mim.

A cada andar os passos se fundem e já não reconheço mais o orgulho e o verso de ser, saber ser o que é, e nada saber, a breviedade das pessoas me confunde.

Andar, os passos, e nada ver, nada saber e nada sentir, o cotidiano me entedia e já não vejo mais as gaivotas e nem as crianças na pracinha.

A praia está tão fria, o medo da solidão paira sob a cabeça, como uma lamina afiada e o que sempre procurei, parte de mim, me confunde, como o sol cegando em dia nublado.

As ruas, todas iguais, caminhos diferentes a seguir e eu aqui, prostrado, castrado, sem saber como ou quando conhecer coisas novas, novos lugares, a injeção de seratonina que acabo de realizar vai demorar para surtir efeito e hoje me sinto só com a casa cheia.

As vezes, quase como quando era criança a segurança me falta e falta o sentimento de quando meu mundo se resumia ao quintal da casa da minha avó.

Sinais tolos, gritos incompreendidos, silenciosos de uma prisão sem grades, abalado, navio querendo submergir na praia e o horizonte ainda me fascina, o terraço  é bom, bom ver as coisas todas lá de cima, sentir o vento, ver as estrelas sem brilho no céu.

As palavras todas contidas, manuscritas pela vida, e eu parado, estagnado, a velha sensação da falta da “terceira perna”. ando procurando um propósito, alguma coisa,um lampejo, uma fagulha, que clareie a escuridão na areia branca da praia.

Sonetos, contos, poemas todos trancados na gaveta da sala, esperando para serem ditos, o tempo passa, vezes se arrastando, vezes voando, e a rua fica  cada vez mais longa e eu já tenho que para varias vezes no trajeto, respiração ofegante, e quando estou quase tocando sua mão, tudo se desfaz como miragem, na escaldante e fria areia da praia.

criado por refain    13:12 — Arquivado em: Sem categoria

14 de outubro de 2009

Espelhos Lusitanos

“Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato.. Ou toca, ou não toca afinal, A paixão aumenta em função dos obstáculos que se lhe opõe.

É estranho demais, esparramado pelo chão, louco, alucinado, em meio à dietas, sons, passados rondando. Oculto histórias para revelar outras, descontos no supermercado, ônibus e metrô lotados. Meu corpo, meu coração, minha carcaça e minha culpa. A culpa, o corpo e a busca pela calma, pelo apaziguamento dos sentidos. Viajo para ter coragem. Meio caminho andado daqui ao quarto.
É estranho demais para sair a rua, li, reli e troquei os sentidos, onde escrevi casa agora lê-se saudade, apaguei palavras como morte, amor e madrugada.

Adoro o cheiro do novo, do desconhecido, do inacabado…
o destino ja segue seu curso e as ondas daquele mar ainda estão lá… as pedras continuam no mesmo lugar e ontem mesmo quando meu chuveiro queimou pude apreciar a leveza do banho e me senti feliz, mesmo sem ter mais o reflexo da lua no mar…
realmente os destinos opostos atrapalham um pouco, mas lembre-se do trato ” se eu sorrir vc sorri”
Tenho um sorriso bobo, parecido com soluço, mas vc entende a minha maneira de ver as coisas, os momentos, os olhares o cheiro, a vontade, todas submersas na piscina lá de casa, o condominio vazio as pessoas se aglomerando na praia e eu submerso, entendendo o sentimento que brota como um vulcão no meu peito…
hoje beija…
amanhã não beija…
e depois ninguem mais sabe o que virá!!!
adoro desventuras em série e as aventuras que me tem destinado são um tanto abafadas e esquisofrenicas, mas eu adoro estar sentindo, demorei muito tempo a perceber e sentir mas finalmente a noite se fez dia e pude ver o clarão rompendo a aurora e as estrelas que vi ontem no céu me encheram de alegria mais uma vez, os olhinhos puxadinhos penetrantante me traz uma esperença e um calorzinho no peito, ainda descubro qual é o nome disso….

Esses dias sem mais por que, nos encontramos nos espaços comuns e conversamos sobre as trivialidades da vida, contamos nossas histórias no decorrer das horas, eu e meu espelho!

Vidas cruzadas por  destinos opostos e tão iguais ao mesmo tempo, sai do meu mundinho enquadrado, dei uma orientação observando tudo a distancia, querendo voltar aqui, com o peso da responsabilidade de ser o que é, a cura do meu ser não está no espelho e sim em mim mesmo, nas atitudes que espero tomar. Talvez chegue ainda esse ano a ação.

Nos dois não caberiamos no mesmo espelho, mas acho que nos amariamos toda manhã, e brigariamos muito depois tambem, ontem quando andei a deriva na praia deserta pude ver a clareza desmedida das coisas, onde está o meu espelho? desejei muito amanhecer assim e sonhei todos os sonhos cortados sem uma continuação, como um programa em epsódios, antigamente encontrava muita gente, mas muita solidão, ódio, mentira, ambição, afinal gente aqui é o que não falta.

Estou jogando o jogo da vida e onde está o meu espelho? a ferrugem já corroe os trilhos do banheiro e eu que sonhei os sonhos e desejei amanhecer em paz, no cotidiano da vida, ja paro de novo na areia da praia, penetrando nas almas, nos corações alheios e no meu proprio.

Perdi um tempo precioso, em cada minuto mais um pouco, espero conversar com meu espelho mais veses e talvez pergunta-lo:

Espelho, espelho meu, existe alguem mais indeciso do que eu?

criado por refain    22:23 — Arquivado em: Sem categoria

7 de outubro de 2009

As coisas nos seus lugares

Preciso repensar a vida! viver é bom, mas como doi!
Meu corpo anda pequeno e ja não suporta meus grilos, minha vulnerabilidade,
tenho medo da solidão, me sinto incompleto quando estou longe de casa, das minhas coisas, do meu mundo…
tenho receio que isso seja patologico
vai que tenho algum mal qualquer. O que o mundo se diverte não me atrai, as pessoas não gostam de filosofia e discutir a existencia humana por caminhos racionais parece muito chato aos que me cercam. Puts, vai ver mesmo que eu não sou daqui, sou de um planeta distante, as pessoas não querem mais conversar, apenas partir pro ataque sem dó nem piedade. estou cansado, quero alguma coisa que me complete, vou a rua tomar um sorvete de flocos!!!!

Estou procurando, estou procurando. estou tentando entender. Tentando dar a alguém o que vivi e não sei a quem, mas não quero ficar  com o que vivi. Não sei o que fazer do que vivi, tenho medo dessa desorganização profunda. Não confio no que me aconteceu. Aconteceu-me alguma coisa que eu, pelo fato de não saber como viver, vivi um outro? A isso quereria chamar de desorganização, e teria a segurança de me aventurar porque saberia depois para onde voltar:

para a organização anterior. A isso prefiro desorganização, pois não quero me confirmar no que vivi - na confirmação de mim eu perderia o mundo como eu o tinha, e sei que não tenho capacidade para outro.

Loucura esse exercício de concentração. A disciplina é uma mulher traiçoeira, precisamos dela como precisamos de sexo só que com a vontade menos intensa!
Depois do gozo, da plena organização, você deixa de lado, finge que não sente falta e quando dá por si, tudo na sua vida está desandado. A danada vadia da disciplina foi-se embora pra viver com outro homem. Daí, com você, fica assim…a carta não foi enviada, a dissertação atrasou a data, o ipva não foi pago e a montanha de louça cresce na pia.
E no fim de noite, no início do ano, cheios de álcool e esperanças a gente se reencontra e eu faço mil promessas a ela. Deixaria de vez o cigarro, escreveria um texto por dia no blog e só compraria um livro novo quando terminasse de ler o anterior.
Não dá, não deu… Vêm as desculpas, os porém e quando você pensa que não, ela abandonou a sua casa. Daí vai tudo de novo: o re-entendimento, a reconciliação, as promessas.
Essa minha relação com a disciplina é idílica!
criado por refain    17:24 — Arquivado em: Sem categoria

4 de outubro de 2009

Reportando II

Hoje, volto a sala vazia, onde me reporto a todo instante neste mundo paralelo, paradoxo do ser. Escrevo a você, mim mesmo, com o simples intuito do desabafo. há muito venho me reportando a você, quando as duvidas surgem e confesso por vezes isto tem sido acalanto a minha alma cansada.
Hoje a tarde cinzenta e fria, luz de velas, gosto das luzes das velas, me reportam mais uma vez a pensar nas coisas que tenho deixado de lado nos últimos tempos.
A cor cinzenta no céu, a agua revolta no mar, a chuva abranda o enorme vazio que há em mim, suas gostas soltas no espaço lavam meu corpo já cansado de procurar, acho que passei a vida inteira procurando, peguei atalhos, momentos bons onde acreditei por segundos na súbita existencia corpórea, por segundos que tudo havia se transformado.
Os atalhos da vida foram tantos que hoje me sinto mais duro que há tempos atrás.quando ainda acreditava nas pessoas, todas que tenho conhecido ultimamente, impregnadas em seus mundos, mais que nelas, mais que em mim, parece que sinto mais que todas, todas com suas ambições, mentiras, traições e isto já me cansa o Espírito, já não consigo mais parar para acreditar, um cético que acaba por escolher a solidão na dura e plena quietude de sua real alma incompleta.
Como um fio de navalha a vida separa as coisas de uma maneira engraçado e já me perco em pensamentos andando no meio da chuva fina e fria na tarde cinzenta de um domingo qualquer.
Queria tanto conhecer alguém, que fosse como eu, sentisse como eu, amasse como eu, acho que ser humanos assim estão em extinção, a alma incompleta dói e além da dor, como uma ferida que não cicatriza, vem a solidão de não ter com quem dividir a veracidade da vida cotidiana, a cidade já me cansa os olhos e talvez ano que vem eu me mude, queria uma casa com quintal, assim depois dos jantar poderia sentar e ver as estrelas no céu, meu condomínio esta vazio e meu quarto já não suporta o peso e a dimensão da minha ausência pressentida por mim.
Escrevo para você hoje, afim de espantar a solidão e meus pensamentos numa tarde cinzenta e fria, estou mais leve, mais livre aqui debaixo da fina garoa que lava meu corpo, meus pensamentos, mais ainda tenho muitos medos, medo de voar, de amar, de morrer, de ser feliz, medo da minha psicanalista que sabe em qual ponto a situação me afeta, medo de perder a inspiração, neste sentido acho ate que os ignorantes São mais felizes, as pessoas acabam esquecendo o que e preciso fazer, mas eu sei insistir. a gente acaba procurando no amor uma pureza impossível e por isso termino fazendo minhas as palavras de GARCIA LORKA, espero não te-lo cansado…
Perdi-me muitas vezes pelo mar, Com o ouvido cheio de flores recém-cortadas, com a língua cheia de amor e de agonia.
Muitas vezes me perdi pelo mar, como me perco no coração de alguns meninos, porque rosas buscam em frente uma dura paisagem de osso.
E as mãos do homem não tem mais sentido, que imitar raízes sobre a terra.
Como me perco no coração de alguns meninos, perdi-me muitas vezes pelo mar, ignorante da agua, vou buscando uma morte de luz que me consuma, assim como quando me perco no coração de alguns meninos…

criado por refain    10:55 — Arquivado em: Sem categoria
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