É estranho quando se esta em processo constante de mudança, após alguns meses de preparação as coisas acontecem numa velocidade impressionante, em meio a cambios, dinheiro e moedas estrangeiras, já não sei se o lugar onde estou cabe dentro de mim e depois de ontem a conversa que tive foi reconfortante, estou novamente contruindo colunas pra me sustentar, as vezes pareço dificil de entender, na realidade as vezes nem eu me entendo, mas passo os dias a te compreender, compreender o que sentes o que falas quando estamos no nosso mundinho particular e intrasponivel aos olhos dos outros, neste turbilhà o de emoçoes me agarro a vc como para me salvar de um afogamento, como se seu ponto de apoio fosse meu ponto de equilibrio, mesmo quando caminhava na praia, no vazio, era em voce que eu pensava, era por voce que tinha um futuro pela frente, e quando entramos em certos questionamentos cotidianos não quero que voce engula goela abaixo o meu ponto de vista e sim que cheguemos a um denominador comum, me sinto vivendo numa coisa surreal, aprendendo a teaprender a cada momento vivido compartilhando coisas com voce e comigo mesmo, conseguindo submergir, deixando vir a tona desejos nunca realizados, tenho certeza que nosso tempo vai chegar, ja está chegando, na verdade estamos vivendo-o agora e ele se chama presente, mas voce insiste em deixar agumas coisas pra mais tarde…
Hoje quando retrocedi alguns anos de minha existencia, percebi algumas coisas obscuras que so hoje vieram a luz, como se eu tivesse entrado debaixo de uma cachoeira e que a agua tivesse levado todos os meus temores, hoje me sinto completo, consciente de minhas ações, ja não preciso daquela terceira perna que me amparava, até o buraco negro que se instalava no meu estomago cada vez que não concordavamos em algum ponto desapareceu… ja posso fazer novos planos, ja estou tecendo novos rumos, e voce tem a opção de estar ao meu lado se quiser, mas… e o mas sempre vai me acompanhar, voce não consegue romper sua concha protetora e infelizmente não posso abri-la como se abre uma garrafa de vinho, estou observando do lado de fora, como uma galinha a espera de seu ovo chocar… acredito em voce, se não acreditasse não haveria o porque de estarmos aqui onde o mar é mais gelado…
Hoje estou aqui novamente olhando a imensidão azul, do terraço branco, as pessoas la em baixo todas envoltas em suas vidas e eu aqui sentado no parapeito com os pés pra fora, sentindo o vento bater contra o meu rosto, nunca fui assim tão nú, quanto estou sendo agora, nem no dia em que nasci, os telhados todos de vidro, se quebrando pouco a pouco e a voz me chamando está cada vez mais longe, queria poder voar, flutuar, mas o peso dos meus pensamentos me deixam fincados no chão, o telefone tocou, mas mais uma vez foi engano, quanto tempo vou esperar pela decisão de ser eu mesmo, de sentir sem medo o que quero sentir, dedecompor todos os meus sonhos em alguma escritura inútil, a agua da banheira ja está quente e passei, confesso, a tarde inteira imerso em meus pensamentos, adoro a tempestade, embora nem sempre saiba lidar com raios e trovões, queria muito saber onde estão localizadas as saidas de emergencia, me sinto meio caustrofobico aqui, olhar todas as paredes brancas, os janelões de onde vejo o mar e a cidade fervilhando em cultura, trabalho amores e desamores.
Ontem, ja era madrugada, andei pela rua sentido a brisa e depois de muito tempo me senti leve, queria correr para os seus braços, e te reconfortar no meu abraço , nem tão perto do meu mar, mas voce insisteem contruir muros altos pra que eu possa transpor, e voce sabe do meu medo dealtura… sempre vez ou outra aconteçe o imprevisto e acabamos nos adiando mais uma vez…
As aulas de piano que tive quando criança, com aquela velha professora que morava a dois quarteirões da minha casa ainda estão na milnha lembrança, assim como as musicas que aprendi nas aulas que tive, confesso o que me atraia era a polenta frita queela fazia, tento gritar mas todos estão ocupados demais, cansados demais, ou simplismente não tem tempo pra isso, estou me afogando em mim mesmo
Os mergulhões da praia… desenhar na areia a vida perfeita, junto ao castelo que estou tentando construir, o passado foi embora, e o vento que bate no parapeito é forte, mas ja consigo ver algumas estrelas no céu, vou assim, andando , trocando passos , os momentos meus, todos vividos, aquietados, indefiridos, amanha volto a ação…
As pessoas diferentes säo aquelas que enxergam a vida e o mundo de maneira diferente..
Conseguem enxergar oportunidades nas crises.
Comprometem-se. São polidas e educadas e além da “boa intenção” tem muita sensibilidade e empatia para colocar-se no lugar das outras pessoas. Elas ouvem, mais do que falam. Elas respeitam as opiniões alheias. Elas sabem dizer “eu não sei” e dizem com freqüência “eu nãocompreendi…”. São pessoas simples e objetivas. Falam e agem com simplicidade e têm muito foco em tudo o que fazem. Daà a “diferença”. A diferença positiva está mais nasimplicidade do que nacomplexidade, mais na humildade do que na arrogância, mais no “ser” do que no “ter”
Sou assim… vida…poesia…autencidade…
Odeio o caos, mas flerto com ele.
Eu analiso, me adapto e supero. Tenho vindo aqui diariamente, a casa está cheia, todas as pessoas, egoistas, presas somente no presente que as rodeia, paredes, todas sólidas, subindo dia a dia em volta de mim, os soluços, todos contidos, esquecidose a cidade não cabe em mim.
A cada andar os passos se fundem e já não reconheço mais o orgulho e o verso de ser, saber ser o que é, e nada saber, a breviedade das pessoas me confunde.
Andar, os passos, e nada ver, nada saber e nada sentir, o cotidiano me entedia e já não vejo mais as gaivotas e nem as crianças na pracinha.
A praia está tão fria, o medo da solidão paira sob a cabeça, como uma lamina afiada e o que sempre procurei, parte de mim, me confunde, como o sol cegando em dia nublado.
As ruas, todas iguais, caminhos diferentes a seguir e eu aqui, prostrado, castrado, sem saber como ou quando conhecer coisas novas, novos lugares, a injeção de seratonina que acabo de realizar vai demorar para surtir efeito e hoje me sinto só com a casa cheia.
As vezes, quase como quando era criança a segurança me falta e falta o sentimento de quando meu mundo se resumia ao quintal da casa da minha avó.
Sinais tolos, gritos incompreendidos, silenciosos de uma prisão sem grades, abalado, navio querendo submergir na praia e o horizonte ainda me fascina, o terraço é bom, bom ver as coisas todas lá de cima, sentir o vento, ver as estrelas sem brilho no céu.
As palavras todas contidas, manuscritas pela vida, e eu parado, estagnado, a velha sensação da falta da “terceira perna”. ando procurando um propósito, alguma coisa,um lampejo, uma fagulha, que clareie a escuridão na areia branca da praia.
Sonetos, contos, poemas todos trancados na gaveta da sala, esperando para serem ditos, o tempo passa, vezes se arrastando, vezes voando, e a rua fica cada vez mais longa e eu já tenho que para varias vezes no trajeto, respiração ofegante, e quando estou quase tocando sua mão, tudo se desfaz como miragem, na escaldante e fria areia da praia.