Cenas da Vida Urbana

Textos escritos nas solitárias noites sem luar

15 de novembro de 2009

Escuridão e Luz

Acordei temeroso esta manhã, as lembranças do que fomos tem me assaltado diariamente, herança macabra está que me deixaste, as lembranças todas borbulhantes na banheira la de casa.

As semanas tem sido estranhas desde que você partiu, o tempo tem se mantido um inimigo implacável, nas marcas cravadas no meu rosto, dor por dor, a cada pessoa que se ama e que se perde, essas lembranças passaram a ter um significado especial, alem da dor que provoca e do torpor pelo qual passo meus dias, elas tem me ensinado a lidar com o turbilhão de sentimentos que nasce dentro de mim diariamente.

Já não sou mais como antes andando sem rumo por estas ruas tão longe de casa, ando colidindo com as coisas, perdido, eu sabia o caminho de casa, quando você era minha casa, agora tenho que compreender minhas próprias anotações em mapas anotados em guardanapos.

Confesso, a dor que sinto vem em pequenas fisgadas, as vezes nem sinto que ela está ali a te o buraco no meu estomago voltar a doer, mas acredito que sou forte o bastante pra superar, como se fosse o período de luto pelo qual tenha que passar, e é difícil morando onde tudo me lembra você…

Sabe, nossa despedida foi engraçada, pensando bem, ainda lembro o dia em que vi voce dormindo na cama que não era sua, ali pálido, com os lábios vermelhos em contraste com sua pele amarelada, acho que você nem percebeu quando passei a mão pelo seu rosto desenhando cada traço, desenhando você em minha mente pra que eu nunca o esquecesse, apesar do orgulho, Jesus ensinou uma coisa grande a Humanidade, o Perdão é a maior das dádivas e estou me esforçando pra que eu consiga chegar esse ano ainda a ação.

Sei que nunca mais voltará a ser parte integrante do meu ser, do meu mundo e da minha vida, para mim é mais fácil lidar com uma perda quando ela é definitiva, apesar que o sofrimento é como doses homeopáticas, praticamente um conta-gotas que por semanas faz aquele barulho irritante, você sabe que ele existe e bem no fundo de sua mente as gotas insistem em cair.

Ontem sai para o ócio esfumaçado, pra tentar me libertar de você,mas como me libertar de você se te tornaste meu carcereiro nesta prisão de 1.75, nada do que encontrei me interessa, e já não sou mais o adolescente louco que a todo custo quer inventar paixões pra não sofrer, tenho que viver essa dor na sua plenitude, não que tenha tendências masoquistas, apenas tenho que aprender a lidar com essa dor que entorpece cada parte do meu corpo, melhor assim, tenho certeza que so serei curado se viver isso intensamente.

È mais fácil longe de casa, sem os intermináveis palpites da minha mãe sobre como devo conduzir a minha vida, sim, a escolha foi minha e agora arco com as conseqüências de uma má escolha.

Hoje depois de ontem, fui verdadeiro comigo mesmo, passei uma boa hora mergulhado na banheira deixando que minha merda boiasse, os pensamentos vinham como ebulição de água fervente, me reconstruí, mesmo depois de ter acordado varias vezes durante a noite, preocupado se você estava com frio ou se estava bem, mas lembrei que não se pode ter preocupação com uma pessoa que não existe mais, tenho que aprender que algumas pessoas simplesmente não se importam e precisamos perdoá-las por isso.

Estou juntando os pedaços do que fui, tenho a eternidade pela frente, afinal, o que é mais uma cicatriz pra um coração tão cheio delas.

Estou tentando me recompor, pedaço por pedaço, queria me mudar para o século XVI.

Telhados de vidro, janelas fechadas, coisas escondidas sob as tabuas do assoalho, segredos guardados, camas desarrumadas, perfumes esquecidos ,roupas fedendo a mofo no guarda roupa, tudo resultado de uma vida parada, que finalmente está voltando ao seu curso, precisava colocar as coisas nos eixos, acho que estou conseguindo e o primeiro passo foi admitir pra mim mesmo que não terei você de volta.

Seu erro nos custou uma boa parte de nossa história, mas tenho fé que isso tenha sido bom no final das contas, apesar de saber que meu inferno astral se aproxime, não espero mais receber flores no dia do meu aniversário.

Certezas vãs, pensamentos concretos, creio que tudo ira mudar como o vento muda de direção, cada dia é um novo começo nesta cidade tão cheia de desejos.

criado por refain    10:44 — Arquivado em: Sem categoria

12 de novembro de 2009

redescobrir

As coisas tem acontecido numa velocidade impressionante, nas ultimas semanas tenho me construido e recontruido varias veses por dias, tentnado achar uma formula que me faça entender o que se passou, hoje ao entrar no meu email acabei vendo um recado de alguem que até eu julgava ser apenas um nome em minha lista de amigos e acabei por ler seu perfil tambem, e o que eu encontrei ali foram as respostas que procurei durante essas semanas em que me senti multilado… Ale, obrigado, mesmo sem saber vc me ajudou a me recontruir… segue o texto que me fez relaetir sobre minha conduta, seu cheiro e meus anseios…

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final…
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu….
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora…
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração… e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”.
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..
E lembra-te:
Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão.

criado por refain    16:55 — Arquivado em: Sem categoria

11 de novembro de 2009

Recompondo

Estou procurando, estou procurando. estou tentando entender. Tentando dar a alguém o que vivi e não sei a quem, mas não quero ficar  com o que vivi. Não sei o que fazer do que vivi, tenho medo dessa desorganização profunda. Não confio no que me aconteceu. Aconteceu-me alguma coisa que eu, pelo fato de não saber como viver, vivi um outro? A isso quereria chamar de desorganização, e teria a segurança de me aventurar porque saberia depois para onde voltar:

para a organização anterior. A isso prefiro desorganização, pois não quero me confirmar no que vivi - na confirmação de mim eu perderia o mundo como eu o tinha, e sei que não tenho capacidade para outro.

Se eu me confirmar e me considerar verdadeiro, estarei perdido, porque não saberei onde engatar meu novo modo de ser - Se eu for adiante nas minhas visões fragmentárias, o mundo inteiro terá que se transformar para eu caber nele.

Perdi alguma coisa que me era essêncial, e que já não me é mais necessária, assim como se eu tivesse perdido uma terceira perna que até então me impossibilitava de andar, mas que fazia de mim, um tripé estável. Essa terceira perna eu perdi. E voltei a ser uma pessoa que nunca fui. Voltei a ter o que nunca tive: apenas duas pernas. Sei que somente com duas pernas é que posso caminhar. mas a ausência inútil da terceira me faz falta e me assusta, era ela que fazia de mim uma coisa encontrável por mim mesmo, e sem querer precisar me preocupar.

Estou desorganizado porque perdi o que não precisava? Nesta minha nova covardia  - a covardia é o que de mais novo já me aconteceu, é a minha maior aventura, essa minha covardia é um campo tão amplo que só a grande coragem me leva a aceitá-la - na minha nova covardia, que é como acordar de manhã na casa de um estrangeiro, não sei se terei coragem de simplismente ir. è didícil perder-se. É tão difícil que provavelmente arrumarei depressa um modo de me achar, mesmo que achar-me seja de novo a mentira que vivo. Até agora achar-me era já ter uma ideia de pessoa e nela me engatar: nessa pessoa organizada eu me encarnava, e nem mesmo sentia o grande esforço de construção que era viver. A idéia que eu fazia de pessoa vinha de minha terceira perna, daquela que me plantava no chão. Mas e agora? estarei mais livre? Não.

sei que não estou sentindo livremente, que de novo penso porque tenho por objetivo achar - e que por segurança chamarei de achar o momento em que encontrar um meio de saida.

Porque não tenho coragem de apenas encontrar um meio de entrada?

Sei que entrei, sim. Mas assustei-me porque não sei para onde dá essa estrada. E nunca antes eu me  havia deixado levar, a menos que eu soubesse pra onde e para o que.

Ontem, no entanto perdi horas durante minha montagem humana.

Se tiver coragem, eu me deixarei continuar perdido. Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo - quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar a desorientação. Como é que se explica que o meu maior medo seja em relação: a ser?  E no entanto não há outro caminho. Como é que se explica que o meu maior medo seja o de ir vivendo o que for sendo? Como é que se explica que eu não tolere ver, só porque a vida não é o que eu pensava e sim outro - como se antes eu tivesse sabido o que era! Porque é que ver é uma tal desorganização?

è uma desilusão. Mas desilusão de que? se, sem ao menos sentir, eu mal devia estar tolerando minha organização apenas constituida?

Talvez desilusão seja o medo de não pertencer mais a um sistema. No entanto se deveria diser assim: ele está muito feliz poque foi finalmente desiludido. o que antes não me era bom.

Mas era desse não bom que eu havia organizado o melhor: a esperança.

Do meu próprio mal eu havia criado um bem futuro. O medo agora é que meu novo modo  não faça sentido?

Mas porque não me deixo guiar pelo que for acontecendo?

Terei que correr o terrivel e sagrado risco do acaso. e substituirei o destino pela probabilidade.

No entanto na infância as descobertas terão sido como um laboratório onde se acha o que achar? Foi como adulto que eu tive medo e criei a terceira perna? mas como adulto terei a coragem infantil de me perder? Perder-me significa ir achando e nem saber o que fazer do que se foi achado. As duas pernas que andam, sem mais a terceira que prende, e eu quero ser preso. Não sei o que fazer com a aterradora liberdade que pode me destruir. Mas enquanto eu estava preso, estava contente? Ou havia, aquela coisa sonsa e inquieta em minha feliz rotina de prisioneiro? ou havia, e havia aquela coisa latejando. a que eu estava tão acostumado que pensava que latejar era ser uma pessoa. É? tambem, tambem.

Fico tão assustado quando percebo que durante horas perdi minha formação humana,não sei se terei uma pessoa para substituir a perdida.

Sei que precisarei tomar cuidado para não sub-repentinamente uma nova terceira perna, que em mim renasce fácil como capim, nasça, e a essa perna protetora chamar de “uma verdade”.

Mas é que tambem não sei que forma dar ao que acontece, e sem dar uma forma, nada me existe. E - e se a realidade é mesmo que nada existiu!? Quem sabe nada me aconteceu? Só posso compreender o que me acontece, mais so acontece o que eu compreendo - que sei eu do resto? o resto não existiu. quem sabe nada existiu!

Quem sabe me aconteceu uma lenta e grande dissolução? e minha luta contra essa desintegração está sendo esta: a de tentar agora lhe dar uma nova forma, uma forma contorna o caos, uma forma dá construção a substância amorfa - a visão de uma carne infinita é a visão dos loucos, mas se eu cortar a carne em pedaços e distribui-los pelos dias e pelas fomes - então ela não será mais a perdição e a loucura: será de novo a vida humanizada.

A vida humanizada. eu havia humanizado demais a vida.

Mas como faço agora? devo ficar com a visão toda? mesmo que isso signifique ter uma verdade imcompreenssivel? ou dou uma forma ao nada, e este será meu modo de integrar em mim a minha própria desitegração?

Mas estou tão preparado para entender. Antes, sempre que eu havia tentado, meus limites me davam a sensação física de incomodo, em mim qualquer começo de pensamento esbarrava logo com a testa.

Cedo fui obrigado a reconhecer, sem lamentar os esbarros da minha inteligencia, e eu desdizia veemente. sabia que se ficasse lá, estava fadado a pensar pouco, raciocinar naqueles instantes, se restingia a minha pele. Como pois inaugurar agora em mim o penamento?

e talvez só o pensamento me salvasse, tenho medo da paixão.

Já que tenho que salvar o dia de amanhã, já que tenho que ter uma forma porque não sinto força de ficar desorganizado, já que fatalmente precisarei enquadar a monstruosa carne infinita e corta-la em pedaços assimilaveis pelo tamnho de minha boca e pelo tamanho da visão de meus olhos, já que fatalmente sucumbirei a nescessidade de forma que vem de meu pavor de ficar indelimitado - então que pelo menos eu tenha a coragem de deixar que essa forma, se forme sozinha como uma crosta que por si mesmo endurece, a nebulosa de fogo que se esfria na terra. e que eu tenha a grande coragem de resistir a tentação de inventar a forma.

Esse esforço que eu farei agora por deixar subir a tona um sentido, que qualquer que seja, esse esforço seria facilitado se eu fingisse escrever para alguem.

Mas receio começar a compor para poder ser entendido pelo alguem imaginário, receio começar a “fazer” um sentido, com a mesma mansa loucura que até ontem era o meu modo sadio de viver num sistema.

criado por refain    12:09 — Arquivado em: Sem categoria

5 de novembro de 2009

Pensante

” Eu te amo na plenitude da lida, no ocaso da vida …
e, depois que eu me for, nas lembranças que porventura eu deixar,
hás de encontrar perfumados e palpitantes restos
do que foi o meu amor !

Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos”.

Todo tempo do Mundo!!!!

Podes vir a qualquer hora
Cá estarei para te ouvir
O que tenho para fazer
Posso fazer a seguir

Podes vir quando quiseres
Já fui onde tinha de ir
Resolvi os compromissos
agora só te quero ouvir

Podes-me interromper
e contar a tua história
Do dia que aconteceu
A tua pequena glória
O teu pequeno troféu

criado por refain    10:59 — Arquivado em: Sem categoria

3 de novembro de 2009

escolhas

Com a maioria de nós, alguma vez na vida, já aconteceu de começar uma relação, sentir-se envolvido e satisfeito com muitas coisas, mas… (e quando tem o “mas…” é porque alguma coisa precisa ser cuidada!).

Acontece que, paralelamente aos pontos positivos, percebemos diferenças gritantes, ritmos desencontrados e, frequentemente, nos pegamos com desejos adversos. Num dia tá tudo bem; no seguinte, as atitudes (ou as palavras) do outro nos deixam inseguros e confusos.
Numa hora parece que ele quer; na outra, parece que não muito. Às vezes, parece que se importa; noutras, a sensação é de que ‘tanto faz’. A gente quase conclui que não sabe com quem está lidando, pois os detalhes e as entrelinhas da relação vão desenhando uma personalidade que chega a ser contraditória em muitos momentos.

Daí vem a dúvida: insistir ou desistir? Se insistirmos, a tendência é nos envolvermos mais e mais e a previsão parece certa: decepções e frustrações cada vez mais recorrentes. Se desistirmos, o que resta é a interrogação: seria apenas uma questão de tempo? Será que, com o passar dos dias, o outro terminaria se envolvendo na mesma medida que a gente?

Há quem afirme que as pessoas não mudam. Outros, no entanto, apostam que o amor é capaz de promover grandes transformações. Sinceramente? Como vocês sabem, não acredito em generalizações e, particularmente, prefiro acreditar que cada pessoa é única. Há quem realmente nunca mude, especialmente porque não quer mudar! E há quem se deixe transformar por conta dos sentimentos, especialmente porque quer ser transformado.

Portanto, como sempre, creio que o melhor seja olhar para dentro. Deixar a decisão na mão do outro é como andar à deriva, sem saber para onde está indo. Por algum tempo, esta pode até ser a melhor opção, para que você possa perceber melhor seus sentimentos e o que deseja fazer; mas chegará o momento em que terá de assumir a direção e traçar a sua rota.

Sem falar que ‘insistir’ ou ‘desistir’ são duas opções extremas. Entre elas, há algumas outras possibilidades. Insista um pouco menos. Desista um pouco mais. Nesta mesma medida, invista em você: saia com os amigos, olhe ao redor, perceba que a vida também tem seu próprio ritmo, sábio por sinal.

E chegará o dia em que a verdade prevalecerá: quando um não quer, dois não podem ficar juntos. E quando um quer mais ou menos e o outro quer inteiro, é hora de tomar a tão importante decisão - insistir ou desistir. E aí, a conversa é entre você e seu coração… e mais ninguém!

criado por refain    22:48 — Arquivado em: Sem categoria

escolhas

Espero que entenda…

Com a maioria de nós, alguma vez na vida, já aconteceu de começar uma relação, sentir-se envolvido e satisfeito com muitas coisas, mas… (e quando tem o “mas…” é porque alguma coisa precisa ser cuidada!).

Acontece que, paralelamente aos pontos positivos, percebemos diferenças gritantes, ritmos desencontrados e, frequentemente, nos pegamos com desejos adversos. Num dia tá tudo bem; no seguinte, as atitudes (ou as palavras) do outro nos deixam inseguros e confusos.
Numa hora parece que ele quer; na outra, parece que não muito. Às vezes, parece que se importa; noutras, a sensação é de que ‘tanto faz’. A gente quase conclui que não sabe com quem está lidando, pois os detalhes e as entrelinhas da relação vão desenhando uma personalidade que chega a ser contraditória em muitos momentos.

Daí vem a dúvida: insistir ou desistir? Se insistirmos, a tendência é nos envolvermos mais e mais e a previsão parece certa: decepções e frustrações cada vez mais recorrentes. Se desistirmos, o que resta é a interrogação: seria apenas uma questão de tempo? Será que, com o passar dos dias, o outro terminaria se envolvendo na mesma medida que a gente?

Há quem afirme que as pessoas não mudam. Outros, no entanto, apostam que o amor é capaz de promover grandes transformações. Sinceramente? Como vocês sabem, não acredito em generalizações e, particularmente, prefiro acreditar que cada pessoa é única. Há quem realmente nunca mude, especialmente porque não quer mudar! E há quem se deixe transformar por conta dos sentimentos, especialmente porque quer ser transformado.

Portanto, como sempre, creio que o melhor seja olhar para dentro. Deixar a decisão na mão do outro é como andar à deriva, sem saber para onde está indo. Por algum tempo, esta pode até ser a melhor opção, para que você possa perceber melhor seus sentimentos e o que deseja fazer; mas chegará o momento em que terá de assumir a direção e traçar a sua rota.

Sem falar que ‘insistir’ ou ‘desistir’ são duas opções extremas. Entre elas, há algumas outras possibilidades. Insista um pouco menos. Desista um pouco mais. Nesta mesma medida, invista em você: saia com os amigos, olhe ao redor, perceba que a vida também tem seu próprio ritmo, sábio por sinal.

E chegará o dia em que a verdade prevalecerá: quando um não quer, dois não podem ficar juntos. E quando um quer mais ou menos e o outro quer inteiro, é hora de tomar a tão importante decisão - insistir ou desistir. E aí, a conversa é entre você e seu coração… e mais ninguém!

criado por refain    22:46 — Arquivado em: Sem categoria
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