Cenas da Vida Urbana

Textos escritos nas solitárias noites sem luar

7 de outubro de 2009

As coisas nos seus lugares

Preciso repensar a vida! viver é bom, mas como doi!
Meu corpo anda pequeno e ja não suporta meus grilos, minha vulnerabilidade,
tenho medo da solidão, me sinto incompleto quando estou longe de casa, das minhas coisas, do meu mundo…
tenho receio que isso seja patologico
vai que tenho algum mal qualquer. O que o mundo se diverte não me atrai, as pessoas não gostam de filosofia e discutir a existencia humana por caminhos racionais parece muito chato aos que me cercam. Puts, vai ver mesmo que eu não sou daqui, sou de um planeta distante, as pessoas não querem mais conversar, apenas partir pro ataque sem dó nem piedade. estou cansado, quero alguma coisa que me complete, vou a rua tomar um sorvete de flocos!!!!

Estou procurando, estou procurando. estou tentando entender. Tentando dar a alguém o que vivi e não sei a quem, mas não quero ficar  com o que vivi. Não sei o que fazer do que vivi, tenho medo dessa desorganização profunda. Não confio no que me aconteceu. Aconteceu-me alguma coisa que eu, pelo fato de não saber como viver, vivi um outro? A isso quereria chamar de desorganização, e teria a segurança de me aventurar porque saberia depois para onde voltar:

para a organização anterior. A isso prefiro desorganização, pois não quero me confirmar no que vivi - na confirmação de mim eu perderia o mundo como eu o tinha, e sei que não tenho capacidade para outro.

Loucura esse exercício de concentração. A disciplina é uma mulher traiçoeira, precisamos dela como precisamos de sexo só que com a vontade menos intensa!
Depois do gozo, da plena organização, você deixa de lado, finge que não sente falta e quando dá por si, tudo na sua vida está desandado. A danada vadia da disciplina foi-se embora pra viver com outro homem. Daí, com você, fica assim…a carta não foi enviada, a dissertação atrasou a data, o ipva não foi pago e a montanha de louça cresce na pia.
E no fim de noite, no início do ano, cheios de álcool e esperanças a gente se reencontra e eu faço mil promessas a ela. Deixaria de vez o cigarro, escreveria um texto por dia no blog e só compraria um livro novo quando terminasse de ler o anterior.
Não dá, não deu… Vêm as desculpas, os porém e quando você pensa que não, ela abandonou a sua casa. Daí vai tudo de novo: o re-entendimento, a reconciliação, as promessas.
Essa minha relação com a disciplina é idílica!
criado por refain    17:24 — Arquivado em: Sem categoria

4 de outubro de 2009

Reportando II

Hoje, volto a sala vazia, onde me reporto a todo instante neste mundo paralelo, paradoxo do ser. Escrevo a você, mim mesmo, com o simples intuito do desabafo. há muito venho me reportando a você, quando as duvidas surgem e confesso por vezes isto tem sido acalanto a minha alma cansada.
Hoje a tarde cinzenta e fria, luz de velas, gosto das luzes das velas, me reportam mais uma vez a pensar nas coisas que tenho deixado de lado nos últimos tempos.
A cor cinzenta no céu, a agua revolta no mar, a chuva abranda o enorme vazio que há em mim, suas gostas soltas no espaço lavam meu corpo já cansado de procurar, acho que passei a vida inteira procurando, peguei atalhos, momentos bons onde acreditei por segundos na súbita existencia corpórea, por segundos que tudo havia se transformado.
Os atalhos da vida foram tantos que hoje me sinto mais duro que há tempos atrás.quando ainda acreditava nas pessoas, todas que tenho conhecido ultimamente, impregnadas em seus mundos, mais que nelas, mais que em mim, parece que sinto mais que todas, todas com suas ambições, mentiras, traições e isto já me cansa o Espírito, já não consigo mais parar para acreditar, um cético que acaba por escolher a solidão na dura e plena quietude de sua real alma incompleta.
Como um fio de navalha a vida separa as coisas de uma maneira engraçado e já me perco em pensamentos andando no meio da chuva fina e fria na tarde cinzenta de um domingo qualquer.
Queria tanto conhecer alguém, que fosse como eu, sentisse como eu, amasse como eu, acho que ser humanos assim estão em extinção, a alma incompleta dói e além da dor, como uma ferida que não cicatriza, vem a solidão de não ter com quem dividir a veracidade da vida cotidiana, a cidade já me cansa os olhos e talvez ano que vem eu me mude, queria uma casa com quintal, assim depois dos jantar poderia sentar e ver as estrelas no céu, meu condomínio esta vazio e meu quarto já não suporta o peso e a dimensão da minha ausência pressentida por mim.
Escrevo para você hoje, afim de espantar a solidão e meus pensamentos numa tarde cinzenta e fria, estou mais leve, mais livre aqui debaixo da fina garoa que lava meu corpo, meus pensamentos, mais ainda tenho muitos medos, medo de voar, de amar, de morrer, de ser feliz, medo da minha psicanalista que sabe em qual ponto a situação me afeta, medo de perder a inspiração, neste sentido acho ate que os ignorantes São mais felizes, as pessoas acabam esquecendo o que e preciso fazer, mas eu sei insistir. a gente acaba procurando no amor uma pureza impossível e por isso termino fazendo minhas as palavras de GARCIA LORKA, espero não te-lo cansado…
Perdi-me muitas vezes pelo mar, Com o ouvido cheio de flores recém-cortadas, com a língua cheia de amor e de agonia.
Muitas vezes me perdi pelo mar, como me perco no coração de alguns meninos, porque rosas buscam em frente uma dura paisagem de osso.
E as mãos do homem não tem mais sentido, que imitar raízes sobre a terra.
Como me perco no coração de alguns meninos, perdi-me muitas vezes pelo mar, ignorante da agua, vou buscando uma morte de luz que me consuma, assim como quando me perco no coração de alguns meninos…

criado por refain    10:55 — Arquivado em: Sem categoria

30 de setembro de 2009

espero que entenda…

Depois de algum tempo você aprende a diferença,
a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma.
E você aprende que amar não significa apoiar-se,
que companhia nem sempre significa segurança,
e começa a aprender que beijos não são contratos,
e que presentes não são promessas.
Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante,
com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança;
aprende a construir todas as suas estradas no hoje,
porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos,
e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo,
e aprende que não importa o quanto você se importe,
algumas pessoas simplesmente não se importam…
aceita que não importa quão boa seja uma pessoa,
ela vai ferí-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais,
e descobre que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la,
e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida;
aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias,
e o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida,
e que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos que mudar as pessoas que gostamos se compreendemos que eles mudam;
percebe que a pessoa que está com voce e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.
Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa,
por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas;
pode ser a última vez que as vejamos.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós,
mas nós somos responsáveis por nós mesmos.
Começa a aprender que não se deve comparar-se com os outros,
mas com o melhor que pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas onde se está indo,
mas se você não sabe para onde está indo qualquer lugar serve.
Aprende que ou você controla seus atos ou eles o controlarão,
e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade,
pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.
Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências.
Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute
quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se;
aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas
do que com quantos aniversários você celebrou;
aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha;
aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens;
poucas coisas são tão humilhantes… e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando se está com raiva se tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel.
Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame
não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode,
pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém;
algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga,
você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido,
o mundo não pára para que você o conserte.
Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás, portanto,
plante seu jardim e decore sua alma ao invés de esperar que alguém lhe traga flores,
e você aprende que realmente pode suportar…
que realmente é forte e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.
Descobre que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!
Nossas dúvidas são traidoras
e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar,
se não fosse o medo de tentar.
criado por refain    7:36 — Arquivado em: Sem categoria

26 de setembro de 2009

zomzobulos

Hoje fiquei olhando da minha janela as ondas desse mar que iam e vinham num descompasso alucinado, ainda estou absorvendo as mudanças repentinas que ocorreram em minha vida neste ultimo mes, aqui do outro lado do atlantico onde tudo reflete uma nova cor nestes dias de verão que ja está quase tardando, o outono se aproximando neste hemisfério tào longe de casa, ainda custo a acostumar com as cortinas listradas, lusitanas…

As ruelas da minha cidade ainda me assustam e parece que a qualquer momento surgirá um personagem desses filmes de terror em minha frente, afinal é dificil acostumar os olhos ao que nào se conhece inteiramente, as coisas todas diferentes, mas estranamente ja conhecidas, a angustia de viver preso ao que ja se está inteiramente acostumado…

as paisagens que vejo através destes vagões são tão familiares e o clima aqui é tão seco que minhas narinas ardem a cada respiração, suas aguas tão geladas, seu calor insuportavel e meu coração ainda queima… coisas cotidianas que eu ainda estou me acostumando, uma vontade de sair para o nada, alias o nada tem estado a minha frente, como se não houvesse paisagem bonita o suficiente para alegrar meu coração, a vontade de sair por ai, explorando o que ja foi descoberto e me encontro devaneando nesta janela perto do mar onde vejo o cotidiano da cidade a passar como um raio, como se tudo se movesse numa velocidade impressionante que eu não sou capaz de acompanhar.

A saudade de casa aperta o peito, mas eu escolhi meu caminho e sei que vou seguir adiante, as veses com seu mau humor, as veses sem ele, ja estou acostumando aos velhos habitos, o que de mim, o que de voce, e nos completamos de alguma maneira nesta velha cidade histórica cheia de memórias impregnadas em cada parede desses becos diagonais que não saem em lugar nenhum.

Resolvi, e assim por resolver, adiquiri a experiencia que me faltava na falta de atitude que me empedia de seguir em frente, começos sào sempre dificeis mas tenho a teoria, voce tem alguma pratica e assim temos tentado nos completar, nos aturar nestes dias que se arrastam numa velocidade impressionante.

Continuamos fazendo planos…planos pra agora, planos pra mais tarde e cada um deles com um significado diferente, e a cada dia que acordo neste novo lugar é uma esperança a mais para recomeçar, buscar as atitudes que precisava ter cada ves que percebia que não era mais a criança que fui um dia a brincar no quintal úmido da casa da minha avó.

Cavalos selvagens sempre correm em direção ao oceano e hoje compreendi o significado disso, os seres humandos não nasceram para serem domados, nem tão pouco domesticados, eles Nasceram para serem livres e tal qual como a lição que ainda estou aprendendo…

sou um pouco pessimista, é verdade mas a verdade que agora ecoa em meus ouvidos me faz ver que as coisas mudam de direção como muda o vento e ja me sinto a vontade em meio as paisagens dessas ruelas sem fim, aqui contruirei a base dos meus pensamentos futuros, coisas que nunca antes tive coragem nescessária pra fazer… penso muito, talves esse seja meu maior defeito, custo pra chegar a ação… mas este ano, resolvi, chegarei a isso o mais breve possivel, e ja nào me sinto perdido em meio a tantos dialetos que antes não compreendia… descobri… sinto-me vivo… e de hoje em diante, segurando finalmente as rédeas do meu destino, vou seguir em frente… vevendo cada momento meu, e não como um coadjuvante…De ontem em diante serei o que sou no instante agora
Onde ontem, hoje e amanhã são a mesma coisa, sem a idéia ilusória de que o dia, a noite e a madrugada são coisas distintas… Todo dia de manhã é nostalgia das besteiras que fizemos ontem… Vivemos num mundo de descontroles controlados
Alguns são mais “certinhos”, outros mais “descolados”
Ainda desejo e admiro o tufão, apesar do receio. E é ele que busco a cada dia no meu meio é horrível ter de parar quando ainda me sinto em movimento, Voar, flutuar, em alta velocidade, ainda tento …

Eu gosto de aprender. Aprender pra dentro, de dentro. Entender as sintonias, as verdades que pulsam de dentro pra fora. Gosto de estar em vários lugares ao mesmo tempo, mas o lugar que ultimamente mais me sinto confortável é aqui dentro de mim. Por quê? Porque aprendi a me aprender novamente. Aprendi a aprender meus medos, minhas verdades, meus resquícios, meus cantos. Aprendi a aprender que o mais importante é o que a gente sente e o que vem de dentro, que se perpetua pela eternidade e nos faz brilhar cada vez mais. Aprendi que aprender a entender isso é deixar que ninguém consiga desfazer seu Eu, que todos os dias é um novo aprendizado de si mesmo. Um amontoado de idéias e sentimentos necessários e desnecessário que precisam ser aprendidos por nós sobre nós mesmos.

Aprendi que aprender a si mesmo também compreende aprender o outro. Aprender seus movimentos, seus olhares. Aprender a entender o ritmo de cada ser humano, o ritmo de suas respirações, do seu modo de viver. Aprendi que ditar o ritmo para que os outros compreendam o nosso é pura ilusão e que quanto mais tentamos fazer isso, mais as pessoas afastam-se da gente. Aprendi que o tempo é um aliado forte e que quando você consegue entender as voltas que ele faz nem sempre se desespera, mas sim, procura aprender o que ele tem a dizer. E venta forte o tempo. Como venta aqui dentro.

Porque amo o vento e a forma com que ele conduz os detalhes dos nossos cabelos. Como ele bate no nosso rosto fazendo-nos aprender que o vento só existe por que a gente sente. Sentir. Entender. Aprender.
Aprendi que aprender a si mesmo é a maior verdade e que a partir disso conseguimos entender o mundo e O OUTRO que está ao nosso lado, respeitando pura e piamente o tempo de cada um.

Aprendi a te aprender também

criado por refain    13:44 — Arquivado em: Sem categoria

20 de setembro de 2009

quebra cabeça de coisas

Ainda estou me adaptando a minha nova vida… coisas antigas, novos desejos, situações inusitadas.

Minha mãe sempre me disse pra não falar com estranhos, acredito nisso e tenho medo de dias frios e Homens com barbas, mas as pessoas mornas ja estão em extinção, vou comprar um extintor para me proteger, o mundo é imenso e eu ocupo 1 centimetro dele e ja me sinto como um inseto, tonto, viciado em SBP.

Ponto de fuga, valvula de escape. quero mergulhar no abismo do Presente e me sentir feliz como a tempos não o Havia sentido, Hoje sou muralha, homem completo de si, passei anos a espera da mudança e quando ela realmente chega descubro que tem de ser de dentro pra fora, rever scripts e reaver partituras perdidas, planos abortados e caminhos controversos. Acho mesmo que deveria criar uma rotina, falar palavrões, beber como um alucinado,mas acho que ja passei da idade para ter loucuras de adolescente.

 Gosto mesmo é de me embriagar sozinho, uma boa música, talvez um cigarro. Sou dessas, sim! Sou das que acendem velas, perfumam a casa, consomem produtos de beleza, cremes, cosméticos, me preocupo com a roupa que uso no trabalho.
Faço planos  e tenho sempre uma esperança para confortar os invernos, ouço músicas antigas para reacender histórias, guardo no coração saudades de coisas que já nem sei. Para passar o tempo mergulho em histórias e pessoas, gosto muito das vidas alheias e acho quase sempre que os outros são mais felizes que eu.
Leio livros, vejo filmes, e mais uma vez ouço músicas. Gostos de casas, ambientes, varandas e jardins. Tenho um quarto pequeno onde guardo tudo o que tenho, tenho um amor, livros, objetos  que me acompanham quando o tédio ou a solidão batem a porta.
Ontem pensei mais sobre as paisagens vistas através daquele frio vagão que cortava a Europa.
Estivemos tão proximos quanto mais distantes poderiamos estar, amanha prometo que te ligo!
Ando meio sem tempo, desligado, triste e ansioso.

Mas isso é decorrente da fase de adaptação ao qual estamos nos propondo, afinal nosso armario é tão pequeno e ja nem sei mais quais realmente são as minhas meias, vamos seguindo assim tentando preservar nossa individualidade e confesso que fico meio perdido num espaço tão pequeno, mas eu estou amando estar assim, meus sonhos tornaram-se realidade com uma precisão impressionante, ando pela europa guardando bagagem, e vivendo sonhos afinal O amor é como se o sol fosse um trem que tomasse nossa casa, arrasando tudo, vasculhasse até a alma, o quarto, o jardim, onde a grama fica mais verde e cresce. E depois vem a chuva, molha, dá cheiro de mofo, daí você limpa, espera, seca, enxuga, se proteje com um protetor solar. A pele muda, escurece, clareia e arde vermelha.

criado por refain    14:25 — Arquivado em: Sem categoria

17 de agosto de 2009

até a próxima vez…

É tão estranho
Os bons morrem jovens
Assim parece ser
Quando me lembro de você
Que acabou indo embora
Cedo demais.

vivemos tantas coisas, compatilhamos segredos…
Só que você foi embora cedo demais

Eu continuo aqui,
Com meu trabalho e meus amigos
E me lembro de você em dias assim
Um dia de chuva, um dia de sol
E o que sinto não sei dizer.

Vai com os anjos! vai em paz.
Era assim todo dia de tarde
A descoberta da amizade
Até a próxima vez.

É tão estranho
Os bons morrem antes
Me lembro de você
E de tanta gente que se foi
Cedo demais

E cedo demais
Eu aprendi a ter tudo o que sempre quis
Só não aprendi a perder
E eu, que tive um começo feliz
Do resto não sei dizer.

Lembro das tardes que passamos juntos
Não é sempre mais eu sei
Que você está bem agora
Só que este ano
O verão acabou
Cedo demais.

criado por refain    10:17 — Arquivado em: Sem categoria

8 de agosto de 2009

monólogo

Perdi-me algumas vezes, confesso, mas tenho aprendido com alguns tropeços o que a vida tem me imposto.

Não sei se sei agir como o Senhor Responsável, pois até pouco tempo atrás o limite era o meu mundo, vivia tudo intensamente, sem parar para reparar nos espinhos que espalhava pelo caminho, e na maioria do tempo até pisava em sentimentos alheios.

Tropecei sim, diversas vezes, mas aprendi a levantar, e até meu queixo pode ter ficado mais alto por causa disso… Tolice a minha, acreditar no que pensava ser a coisa correta a se fazer… Às vezes os sonhos simplesmente viram… Poeira…

Porem, aprendi o mais importante. Podemos pegar essa poeira e construir sobre ela um alicerce seguro e robusto que qualquer vento sul não seja capaz de derrubar…

Sei que falo muito por metáforas e às vezes sou difícil de ser compreendido, acredite, nem eu mesmo as vezes me compreendo…

Tracei planos para a minha vida, algo em mim vem mudando, já não acho graça nos balcões antes freqüentados, escondido por detrás da densa névoa da noite, muitas pessoas partiram do meu cais e ainda vejo suas velas balançando e desaparecendo num horizonte que a tempos vislumbrei.

As coisas estão mudando, sim, hoje sinto meus pés tocarem a terra, uma sensação que não compreendia até então, visões de uma vida, delírios de um sonhador, sua vida na minha já é uma coisa concreta, nossos destinos acabaram se fundindo e já não sei se consigo separar eu de você…

Aprendi de novo a confiar e essa confiança às vezes me deixa exausto a ponto de pensar em saber que estou fazendo a coisa certa…

Certeza van, ledo engano… E minha vida vai seguindo um curso diferente do original, e até acredito num por de sol de outono, nunca fui muito de reparar nas coisas a minha volta, acho que neste ponto ainda sou muito egoísta, mas ontem, quando sem querer me peguei pensando em você, contei doze folhas caindo no invernoque já está quase no fim. Pergunto-me sempre o que estou fazendo, porque insistentemente sua imagem aparece na minha tela mental e não consigo me desconectar de você, hoje após algum tempo, descobri que isso que eu sinto é um bem querer tão grande que já não sei não pensar em você, meu cérebro se condicionou a sua imagem e tempo e espera são coisas angustiantes que o que se quer é somente estar perto, Esconde-esconde, brincadeirinha de criança.
Queria escrever na mesma intesidade com que falo e penso,quero pensar nos dedos e colocar palavras, verbos, acentos graves, condicionadores e geladeiras. A vida é um carnaval sem fim!
Me fantasio de eu pra sobreviver, catar migalhas e receber trocados

Alguns diriam, nossa! Quem te viu quem te vê! Você! Tão dono de seus ideais, com medo!?

Medo não é sentimento de imortais e sim de nós, humanos, temos medo de perder o que conquistamos e por isso acabamos colocando em risco, tudo aquilo que batalhamos para conseguir, um segundo, um dia, uma semana, um mês… E quando mergulhamos em nós mesmos descobrimos vários disfarces escondidos em letras…

Essa dor aqui doi em quaquer parte, atravessa a casa, vasculha a alma e não cala.
É o vento, o tempo, um contratempo. Não sei qual é, não sei o que há, porém é real.
Vejo e nada enxergo, sou o um avesso sem verso. Um albatroz, um trem bala, uma vertigem…

Minhas lamurias já não as quero mais, descobri que sou mais forte e aventureiro do que supunha ser, descobri o que significa “ir a luta” nunca pensei dessa forma antes, acho que simplesmente deixava as coisas acontecerem, uma seqüência de fatos que se transformavam na minha história e que de uns tempos pra cá tem me mostrado que posso ser o senhor do meu próprio destino.

Sou meio atrapalhado, é verdade, as vezes o que quero dizer nem sempre é dito, a inconstância do meu humor me faz falar coisas que as vezes não deveriam ser ditas, sei que pareço o vilão por diversos episódios de nossas vidas, mas que seja, deixarei uma carta e acabarei o filme do lado do mocinho…afinal, esse direito eu conquistei, só preciso saber como fazer isso…

Palavras ditas do meu interior, hoje eu percebi como é bom escutar o que você diz a você mesmo, medos incautos, nunca me mostrei tão nu, e você me vê assim, somente você, com seus dedos finos consegue tocar meu coração, estou em estado de êxtase, um êxtase inebriante que me faz ouvir violinos a beira de uma praia qualquer, pelo simples fato de saber que mais tarde vou ouvir sua voz.

Destino, apologia, vida passadas, somatização, sonhos perfeitos de uma vida que a poucos metros de mim já começam a tomar uma determinada forma, forma esta em que você se tornou parte, alias, você é o personagem principal do meu enredo.

Adoro tempestades, embora algumas delas teimem em permanecer na minha vida, sigo o cotidiano de nossas conversas ao pé do ouvido, em noites as vezes nem tão enluaradas, meus travesseiros contam tantos segredos, e o mais precioso é você.

Um dia ainda compro uma caixa de cristal pra que possa colocar dentro cada nossa lembrança, e você sabe que escrever me faz bem, é o balsamo que minha alma necessita…

Eu sem você seria o firmamento sem as estrelas ou o mar sem suas ondas, detesto admitir isso, mas você me faz falta as vezes, e, ouso confessar ainda, tenho medo dessa falta.

Tenho muitos medos ainda, e sei que isso em determinados momentos te chateia, mas não se incomode.

Isso é de mim para mim mesmo, assim meio maluco. Sei que vou me compreender um dia e sei que mesmo longe, vai estar perto de mim, e de você, somos dois corações selados, independente do tempo e do espaço.

Sonhos nunca são em vão, sonhamos juntos, sonhamos separado, cada um com seu sonho, mas que no final se tornaram um mesmo objetivo, concreto, absoluto e indestrutível…

O que eu quero te falar que estou aprendendo a não ser todo emoção, digamos que estou com um pezinho ,lá, na razão e que sonhos são para serem sonhados juntos ou separados e que todo o amor do mundo hoje cabe em meu peito quando digo que quero apenas por um instante repousar no teu peito amigo, para poder com você sonhar todos os sonhos que guardei por anos a fio nos lugares mais recônditos de minha alma, e ver você com seu olhar puxadinho compreendendo todo o meu sentimento e fazendo com que tudo isso se torne presente neste instante em que chamamos de agora.

Lembre-se sempre: O ontem é história. O amanhã é um mistério. O hoje é uma dádiva.
E é por isso que se chama presente. Então, viva-o da melhor forma possível!

criado por refain    18:04 — Arquivado em: Sem categoria

1 de agosto de 2009

etruscas linhas

O preço da ousadia é caríssimo, às vezes se paga com a própria vida. Ou então, faz dessa vida mesmo um gostoso blefe. Temos facilidade para glamurizar a vida alheia. A nossa é sempre mais difícil, parece que todo mundo vive um romance americano blasé enquanto nós acordamos diariamente em pleno Almodóvar.
Minha vida tem sido assim: todos os dias tem sido vermelho, toda dor, todo rancor e toda a alegria têm sido intensos e controversos. É como se eu ouvisse Astor Piazzola de fundo.
Estou relutando em fazer análise, não sei o que há dentro de mim, tenho medos terríveis. Pode até parecer bizarro, mas sou muito feliz, embora essa vida sem glamur. Porque, esquizofrenicamente, desde criança, fico criando histórias, vivendo fantasias que, de certa forma, forjam um charme à minha vida.
Me passo por muitos outros, troco de cara, cabelo, perfume, troco a voz. Por vezes até vivencio ser outros eus, outras viagens de uma outra cabeça que não essa.
Não sei se é porque sou de uma geração que viu muito televisão, por vezes me pego protagonizando um seriado da minha imaginação. E, dia sim, dia não, me apego as narrativas da tv embalado pela glamurosa vida um ou outro personagem.
Componho personagens pra mim, adquiro novos figurinos, me perfumo e recrio novos episódios e temporadas.

Criar personagens, viver a vida como um filme é um recurso da minha esquizofrenia ou do ser humana para, reinventando, suportar a existência?

A vida é muito louca mesmo, por não conhecermos o script dessa história acabamos tendo de tomar decisões que na maioria das vezes implicam num risco. O que é a loucura da vida se não esse risco, a incerteza, a imprevisibilidade? Las Vegas, pois, é o entretenimento que imita a vida, o risco que se corre numa aposta no escuro. Ganhar ou perder esse é o jogo. Um jogo sem regras, afinal, se há regras, são ilusões que criamos para suportarmos o improvável da nova rodada.

“Na louca vida o recuo é necessário para um grande salto, um crescimento.”
A liberdade de alguém é mensurada pelas possibilidades de escolhas que tem, pelas cartas na mão. Escolhas implicam em riscos. Vou apostar alto no risco, vou abrir mão de um emprego público seguro, estável, mas de tão estável está me estagnando, criando ranços, embrutecimentos. Não vejo possibilidade de crescimento intelectual ou profissional neste trabalho e se, atualmente, sinto prazer nessa função é puramente por conta do salário que recebo ao fim de cada mês e pelas possibilidades de escolha que o dinheiro é capaz de nos proporcionar.

Quando um atleta pretende um grande salto ele recua. Na louca vida o recuo é necessário para um grande salto, um crescimento. No início do próximo mês começarei uma nova vida, olho do retrovisor do carro aquele menino, aquele adolescente. Eles acenam, são as memórias de outras épocas.

O homem que estou construindo exige mais de mim, exige tomada de decisão e se as escolhas serão acertadas, só o tempo a dizer. A vida é um pôquer, tenho boas cartas na mão, vou jogar. Na mesa enfumaçada, na embriaguez de um cowboy doze anos, só há uma certeza: a vida é muito louca mesmo.

criado por refain    14:45 — Arquivado em: Sem categoria

23 de julho de 2009

palavras

Um solilóquio qualquer no meio da tarde, sem compromissos, razões, pretensões ou saudades.
Um marco sem sentido num dia nublado, como se fizesse vermelho em pleno oceano.
Enlaço, te laço e me lanço no mar para acalentar minha febre.
Faz Setembro aqui dentro enquanto é junho.
Contradições sem compromisso.
Vertigem na beira da estrada, pó, poeira e vento.
Um canavial repleto de pessoas em serviço, hoje eu vi.
Hoje eu afugentei o medo e guardei para viagem coragem, cordas e canivetes.
Troco, para ter lucro, palavras por silêncio.
Velo o corpo para revelar espírito.
Vago sem nexo e, por enquanto, sem brio.

Falo demais, muita história é piada, a maior parte do meu jargão é pretexto, é o que visto. Palavras minhas como vestimentas, maquiagem, minha palavra faz cara de palhaço, dela me visto para esconder meu nada. Crio esse enredo para parecer factível, real, mas essa fala toda é bobagem, isso aí que vai sendo escrito é galhardia, papo furado.

Disso que tiro o sustento, pequenas migalhas das quais me faço, num discurso vazio, repetitivo, cacofônico. Diante de mim eu pergunto: é só isso? É sem graça assim mesmo?

Outro dia descobri uma palavra nova, um tipo de disfarce perfeito, palavra para se viver dela, um tipo de coisa sem contradição, termo audível, visível, de origem milenar, de um dialeto que não se usa mais.

Agora eu já esqueci que palavra foi essa, mas eu ouvi e juro que ainda me lembrarei.

criado por refain    21:06 — Arquivado em: Sem categoria

11 de julho de 2009

Devaneios

Escrevo para fugir da perdição de onde estou.
Escrevo ancoras, estacas de madeira, freios de mão, trilhos para uma locomotiva.
Escreva lâmpadas para os pés e faróis para os olhos.
Escrevo represas que suportam a fuga de eu nos meus poros.
Há hemorragias em mim, escrevo para estanca-las.
Escrevo molduras para os auto-retratos deformados que pintei.
Escrevo moldes, embalagens herméticas para o meu eu.
Sarcófagos, caixões, jazigos, camas, redes que me suportam.
Ando dilatando, pingando. Gelo dissolvendo. Vela que se derrete toda.
Meu eu contamina as ruas por onde passo.
Vou deixando migalhas pelo caminho.
Derramando a constituição do meu ser.
Vou me perdendo pelos espaços do mundo.
Escrevo na tentativa de somar tudo isso.
Escorar os galhos que vão crescendo desordenadamente.
Escrevo podas em árvores, amarrações em metal para as trepadeiras.
Escrevo regras, filosofias de vida, pílulas, terapias de suporte de ego.
Escrevo amores declarados.
Escrevo compreensões, teorias, reflexões, tratados, dicionários temáticos, epopéias.
Escrevo as batalhas privadas pelas conquistas dos meus territórios.
Escrevo mapas das extensões geográficas e das condições climáticas do meu corpo.
Escrevo minhas fugas, minhas viagens astrais.
Escrevo até meus porres, minhas glutonarias e minha sede sedenta de amor.
Escrevo o corpo dos meus amantes.
Escrevo o mundo dentro de mim para suportar a pressão do mundo lá fora e dos mundos dos outros eus que absorvo pelo contato do toque,do olhar e da palavra que…Escrevo.

Na soma dos nossos dias, muitas coisas têm passado batido. O dia-a-dia carregado de suas mesmices cotidianas nivelam por baixo os sentimentos e um beijo seu, um afago meu passam batido.
Na soma dos “eu te amo” que trocamos, vai ficando a marca de um lugar comum. O que precisamos dizer realmente se esvai na preocupação com a roupa pra lavar, as contas para pagar.
O amor se desbota e a gente esquece, de repente, de dar uma outra demão, de colocar uma questão. E, de repente, a gente esquece o quão importante um é para o outro.
Para variar, rever as palavras, limpar o sentido, compor um novo verso, eu lhe escrevo tudo isso apenas para confirmar o quanto novo e belo é a velhice do clichê de nos amarmos.

 

 

Meu amor, faz tempo que estamos juntos, faz tempo que tecemos sonhos, planejando um futuro para nós dois.
Por vezes me faltam palavras para dizer-te de meus pensamentos, sobre meus desejos, sobre meus sonhos…
E sabemos que por mais que falemos, pensamentos, desejos e sonhos, são coisas pessoais que nascem em nós no mais profundo de nosso peito, de nossa mente.
Por vezes esquecemos de compartilhá-los, não por força de um  egoismo, mas por que a vida cotidiana, cobrando de nós tanto, faz com que queimemos etapas, pulemos momentos, deixando para mais tarde a expressão de nossos pensamentos, desejos e sonhos, que vão se sucedendo com a mesma velocidade do tempo.
E assim, quando nos apercebemos, deixamos muito por dizer… Quando nos tocamos, estamos juntos fisicamente e distante ao mesmo tempo.
Por muitas vezes nos pegamos assim, e refazemos os nossos planos, para incluir a nós mesmos na vida um do outro.
E assim, redescobrimos as nossas bocas, que voltam a se consumir em loucos beijos!
E assim, redescobrimos os nossos corpos, e nos surpreendemos com a quantidade de desejos que aguardam expressar-se! E nestes momentos de entrega ou de reentrega, nos sentimos tão plenos que nada mais importa!
E a pura verdade é que nada importa mais para mim que você! Da mesma forma que eu acredito que nada te importa mais que a minha pessoa!
Tendo conciência destas ausências, volto-me agora, com o pensamento fixo em ti! As lembranças estão tão vivas em mim, tão frescas, tão lindas, que por um momento me aborreço com esta correria em nossas vidas, que faz com que deixemos de nos expressar, que nos faz calar nossa voz, ou que faz com que tornemos murmúrios o que deve ser sempre, um brado constante: Eu amo você!
Os afazeres do dia a dia, a urgência em realizar sonhos, a premencia de cuidar de nossos filhos, de nossa casa, das pessoas que tanto amamos, que nos procuram para receber um apoio, uma ajuda, uma palavra, não podem fazer com que nos distâciemos um do outro!
Não podem transformar a nos dois em dois estranhos, estrangeiros dentro um do outro.
Não podem fazer crescer em nossos corações sentimentos negativos, ciumes sem nexos, complexos,dores de amores incompletos ou mal feitos.
Eu que uso as palavras, não posso deixar de dirigi-las á ti, e você que é todo ouvidos, não pode deixar de ouvi-las, pois a minha vida se apoia toda em ti! Da mesma forma que a sua em mim!
E tudo o que dizem de mim, por mais importante que seja, por mais bonito,não esta acima daquilo que pensas, ou sente…
Sou o que sou, mas somente por que tú colocas-te a mão na massa, e moldas-te com a força de seu peito, com a beleza de sua alma, com a sensibilidade de seus sentimentos.
Esta carta é de amor, não de queixas, nem de desculpas, esta carta é para dizer-te que és meu farol; pois indica-me as direções mais seguras para os meus paços. Luz que incendeia os espaços escuros por onde o meu caminhar procura encontrar o meu espaço.
Farol que indica os perigos para o qual devo atentar, quando da necessidade de aportar o meu barco!
Farol, luz, caminho, carinho, amor, assim você é tudo pra mim, e nada, nada nesta vida pode substituir a sua presença em minha vida, a sua importância pra mim.
Mesmo a minha poesia, por mais independente que seja, por mais natural que pareça, por mais distante de nossa realidade, por mais que falem de outros sentimentos e amores que sabes que não são os nossos, mesmo esta poesia de que se recente e inciuma por vezes, mesmo ela existe, por que você existe em minha vida!
Ela tem a sua própria boca, pensamentos, realidade e verdade, pois filtra os meus sentimentos, pensamentos e realidade!
Ela tem a sua própria lógica, mas é assim por que tú me deste liberdade para que assim fosse!
Por fim, entenda-se: Eu te amo profundamente!
Entenda-se completamente: Eu sou o que tú moldas-te cotidianamente! E assim, neste dia que se comemora o dia dos namorados, com estas coisas de presentes, de agrados
o meu jeito de comemorá-lo é este; estar a seu lado, dizendo-te tudo isso, ao pé do ouvido, ou publicamente!
O dia dos namorados como qualquer outro dia, tem menos importância, quando comparado com o dia a dia que vivemos, lado a lado. Com a sua respiração junto a minha, com seu corpo cansado, da lide de dona de casa, com o meu, de trabalhador incansável, que sai no romper da madrugada, pelas estradas e caminhos desta vida para prover o lar!
É verdade que agimos como casais antigos, pois ainda podemos agir assim…
Por que eu sempre sonhei com isso, dessa maneira, da mesma maneira que sonhei que seria a vida de meus pais!
E nosso pensamento tambêm é antigo, pois acreditamos um no outro ainda! Por que nos respeitamos profundamente! Por que nos amamos ardorosamente! E nos queremos profundamente!
As modernidades destes dias que correm, ah! Estas modernidades, são bobagens, ante nossos sentimentos, pois nos amamos demais!

criado por refain    23:30 — Arquivado em: Sem categoria
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